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terça-feira, 27 de março de 2012

Seu cão uiva? Saiba os motivos!

A amiga Ana Corina me pediu para escrever sobre uivos caninos e o texto está publicado lá no Mãe de Cachorro.

O assunto é interessante, mas poucos sabem os reais motivos que levam os cães a uivar. Confira a íntegra  do texto clicando aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dúvida de leitor respondida no Mãe de Cachorro: compulsão por lambedura

Depois de um período de silêncio (que não deve mais acontecer!), respondemos questão lançada por leitor do Mãe de Cachorro, referente a lambedura excessiva das patas.

Este problema pode ser considerado um distúrbio comportamental quando se notam feridas na pele causadas por atos do próprio cão. Há casos de peludos que lambem as patas até formarem-se feridas enormes, mordem o próprio rabo até arrancar pedaços, dentre outros atos.

Alguns outros comportamentos podem também ser considerados como compulsão: perseguição de sombras ou reflexos, ficar parado por muito tempo.

Mas é importante destacar que, muitas vezes, este tipo de reação surge como algo natural para os cães, somente podendo ser classificado como compulsão por um profissional experiente e quando sua frequência é absolutamente fora do normal.

Para ler a resposta à dúvida do Mãe de Cachorro, clique aqui

terça-feira, 5 de julho de 2011

Bebês chegando x cães da casa: sim, isto pode dar muito certo!

Quando a querida Ana Corina, do Mãe de Cachorro, me pediu para escrever sobre este tema, logo me lembrei de minha amiga Dani que, ao engravidar, afirmava categoricamente que jamais iria se desfazer do Marley, o lindo e gigante Boxer, que vive com ela e o marido num apartamento, contrariando várias pessoas que pregavam o contrário.

Hoje, passados quase três anos, a promessa se cumpriu e a Bibi tem uma convivência absolutamente harmônica com o Marley, desde o momento em que saiu da maternidade para casa, sem que nunca tenha ocorrido qualquer incidente, como atestam algumas fotos dos dois juntos logo abaixo.

Isto é, sim, possível, e o relato acima serve apenas para demonstrar que, com paciência, consistência e respeito pelo cão, o dia a dia da família com um novo membro será muito feliz!! A Dani tomou todas as precauções que relatei no texto preparado para o MDC, que pode ser lido aqui



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mitos e verdades sobre comportamento canino

Em todos os âmbitos da vida cotidiana das pessoas, há paradigmas que permanecem inalterados por anos a fio, sem que se saiba ao certo sua origem e cujos embasamentos podem ser totalmente distorcidos.

No que diz respeito ao comportamento dos queridos amigos peludos, a situação não é diferente. Muito pelo contrário: há “verdades” que passam de geração para geração e consistem em ideias distorcidas sobre as reações e atitudes dos cães.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Como separar uma briga entre cães? Resposta no Mãe de Cachorro

Já falei sobre agressividade no blog em algumas oportunidades (leia aqui o primeiro post sobre o tema). Já neste outro post, falei sobre como identificar os sinais de agressividade (isto é importante, pois algumas reações dos cães que denotam agressividade costumam ser interpretadas como brincadeiras...). Finalmente, neste outro texto tratei de mitos e verdades sobre agressividade x raça. 

Recentemente, a amiga Ana Corina, do Mãe de Cachorro, me pediu para esclarecer uma dúvida de uma leitora sobre como agir para separar uma briga entre cães, especialmente grandes e fortes.

A resposta foi publicada ontem, e está disponível aqui.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Artigo sobre socialização no Aujudando Aumigos!

Ana e Scully
Considero, atualmente, que uma boa socialização e muito enriquecimento ambiental são itens essenciais (se não os mais importantes) para que o cão viva de forma mentalmente saudável.

Já falei sobre enriquecimento ambiental e sua importância aqui. O cão precisa ter atividades, ocupar a mente, para que não direcione esta necessidade para comportamentos destrutivos, por exemplo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Latidos em excesso: o que pode causar e como agir?

Todo cão late, isto é fato. Latidos são sua forma de comunicação, que podem demonstrar que estão com dor, alertas, com medo... Pessoas que não gostam de latidos não devem ter a companhia de cães.

Mas o problema surge quando os latidos são excessivos, ininterruptos, altos. Os vizinhos reclamam, as pessoas da casa ficam irritadas. E os cães sofrem com tamanho estresse. Cães que latem sem parar certamente estão com algum problema, de origem fisiológica ou comportamental, que precisa ser analisado e tratado.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Coprofagia ou hábito de comer fezes

O hábito de comer fezes vem sendo cada vez mais relatado pelos donos de cães e, muitas vezes, chega a causar tamanha aversão nos humanos que acabam por doar seus cachorros caso o problema não seja solucionado. Assim, cabe aqui um breve estudo sobre as prováveis causas e como lidar com a situação.

Coprofagia, ou comportamento de ingerir fezes é verificado em alguns cães, sendo muito raro em gatos. Pode consistir na ingestão das próprias fezes, das fezes de outros cães ou de outros animais, inclusive de seres humanos. As fezes dos gatos costumam conter elementos atrativos para os cães, razão pela qual a coprofagia não é incomum em residências onde cães e gatos convivem juntos, já que a caixa de areia dos gatos torna-se algo bem interessante para os peludos!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blog de volta, com novidades sobre adestramento e comportamento canino!

Depois de um período longo sem postagens, cá estou novamente, inspiração renovada por novas ideias para o blog!

Apesar do blog ter, desde o início, o objetivo de ser um local direcionado a todos os que curtem cães, já há tempos venho sentindo  necessidade de concentrar os temas dos textos. Se refletirmos sobre tudo que pode ser abrangido quando o assunto são os queridos peludos, o leque se torna imenso, indo desde a proteção aos abandonados até castração, posse responsável, saúde, vacinação, dentre inúmeros outros.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Banhos com que frequência?

Muitas pessoas acham essencial, muito importante, dar banho em seu cão pelo menos uma vez por semana. Sei, inclusive, de outras que levam o peludo ao pet shop duas vezes por semana pois, se assim não fizerem, o "cheirinho" começa a surgir...

Ora, eu tenho uma opinião bem consolidada quanto a isso: pessoas que não gostam de cheiro de cachorro, simplesmente NÃO DEVERIAM TER UM CACHORRO COMO COMPANHIA!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Medo de fogos no Ano Novo - dicas para ajudar o peludo...

O novo ano se aproxima e, com ele, as tão aguardadas festas de Réveillon!

Mas, para muitos cães, este momento pode ser sinônimo de medo extremo, o que não é nada bom... Por isso, é importante que todos os que convivem com um cão saibam identificar essas situações e saber como lidar com elas.

Já postei sobre o assunto aqui durante a Copa do Mundo, mas nunca é demais falar sobre aquilo que ajudará os amigos de quatro patas a se sentirem melhor...



 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cães que dormem com os donos - isso é bom?

Pesquisa divulgada este ano pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), mostrou que 55% dos cães dormem dentro de casa e 23% dentro do quarto dos donos.

Principalmente nas grandes cidades, onde muitos residem em apartamentos com seus cães, é cada vez mais comum saber que os amigos de quatro patas dormem no quarto ou até mesmo na cama de seus donos, principalmente se forem de pequeno porte.

Mas, diante desta nova realidade, quais são as consequências desta rotina para o comportamento do cão? Será que isso é bom ou ruim?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dicas - Como lidar com mordidas de filhotes?

Qualquer um que já tenha convivido com um filhotinho de cão sabe o quanto eles gostam de morder! Mordem mãos e pés das pessoas, sapatos, pernas de cadeiras, de mesas e, muitas vezes, um sem número de objetos tidos como "preciosos": celulares, óculos, sapatos...


E como lidar com esse "hábito" dos jovens caninos? Vamos a algumas dicas que certamente ajudarão a enfrentar este período com muito mais tranquilidade.


POR QUE MORDEM?

Cães nascem sem dentes. O tempo de erupção dos dentes de leite (decíduos) ocorre entre 3 a 12 semanas de idade. São bem finos, parecem pequenas agulhas que podem machucar as mãos dos mais desavisados!

Mas, por volta dos três meses, inicia-se a troca dos dentes de leite pelos permanentes. Sim, exatamente como com crianças pequenas: os dentinhos pequenos e fininhos caem, dando lugar a dentes maiores e mais fortes.

Esta fase se estende até por volta dos sete meses de vida. E, durante este período, poderá ocorrer vermelhidão, inchaço e irritação na gengiva, já que os dentes estarão rasgando a pele. E os filhotes precisam se aliviar de alguma forma! E como fazem isso? Mordendo tudo que encontram pela frente!

Além disso, quanto às mordiscadas nas mãos dos donos, para o cãozinho torna-se uma forma de interagir conosco, já que, dificilmente, um filhote morderá a mão de alguém sem receber alguma atenção!

Assim, sabendo os motivos das mordidas, fica muito mais fácil tomar algumas providências para evitar objetos destruídos ou mãos arranhadas (lembrando que filhotes são “arteiros” por natureza e “acidentes” sempre acabam acontecendo...).


O QUE FAZER?

Com relação ao desconforto que o filhote sente nas gengivas, o ideal é que tenha muitas opções para morder, já que este é um comportamento natural e instintivo visando alívio para as sensações ruins.

Assim, vale disponibilizar brinquedos específicos para cães nesta fase, de diversas formas, tamanhos e texturas, como ossos feitos especialmente para eles! E deixar esses objetos nos ambientes que o filhote frequenta, já que a sensação de desconforto não tem hora nem lugar para surgir...


Outra dica que auxilia bastante: congelar os brinquedos, já que o gelo tem efeito anestésico, aliviando bastante a irritação na gengiva.


AGORA MEU CÃO VAI MORDER SÓ OS BRINQUEDOS?

De nada adianta simplesmente deixar tantas opções aos filhotes, sem qualquer interação. O ideal é que todos os que convivem com o cãozinho o estimulem a ter os brinquedos na boca, elogiando-o bastante quando estiver roendo o ossinho, por exemplo.

O filhote associará muito facilmente que chama a atenção do dono quando está roendo seu brinquedo, acontecendo exatamente o contrário quando estiver mordendo algum objeto da casa.

Explicando melhor: quando o filhote estiver mordendo algo proibido, ou a mão do dono, deve sentir um desconforto, como um jato de água borrifado no focinho, seguido de um NÃO veemente e o fim da interação. Sim, o dono deve levantar-se e parar a brincadeira!

Mas, quando o cãozinho estiver roendo seu brinquedo, deve ser estimulado a tanto e bastante elogiado. Estimulá-lo a sempre pegar o brinquedo e mantê-lo na boa acaba virando uma brincadeira divertida!

Desta forma, o filhote passará a associar que os brinquedos geram alívio para a gengiva e interação com os humanos, mas morder as mãos ou objetos gera desconforto e término da brincadeira.

Prestando atenção nestes detalhes, certamente esta fase de tantas mordidas será muito mais fácil, tanto para o filhote quanto para o dono!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Comportamento canino - agressividade III - a raça influencia?

É impossível refletir sobre agressividade canina sem que nos venham à mente as chamadas “raças assassinas”: Rottweilers, Pit Bulls, Starfordshire Terriers, Filas Brasileiros, dentre outras...

Mas até que ponto pode-se realmente afirmar que um cão representará risco apenas por pertencer a determinada raça?

Antes de qualquer coisa, é importante mencionar que reações agressivas em geral são normais entre os cães, já que, muitas vezes, trata-se da forma como eles resolvem determinados problemas sem que tal resulte, necessariamente, em perigo ou numa condição patológica.

Um exemplo: uma pessoa está com seu cão num parque e outro amigo de quatro patas, muito mais efusivo, se aproxima, pula, cheira, dá pequenas mordiscadas, até que o cão mais tranquilo dá seu aviso de “chega para lá”, rosnando e se projetando para frente. Qualquer um que tenha cão certamente já se deparou com uma situação semelhante a esta. E como o cão que estava sendo “importunado” resolveu a situação? Demonstrando agressividade. Isto, por si só, o torna um cão perigoso? De forma alguma.

A questão principal é verificar se a reação agressiva deve ser interpretada como normal ou anormal. Cães que apresentam reação agressiva normal o fazem em circunstâncias que a justificam, mas são capazes de inibi-la. Já cachorros que apresentam comportamento agressivo anormal percebem ameaças onde elas não existem e tem muito mais dificuldade em modificar suas respostas a este suposto perigo. Para estes, a assistência de um especialista em comportamento animal torna-se essencial.

Além disso, o comportamento agressivo pode ser influenciado pela genética, experiência ou uma combinação das duas situações (como é mais provável).

Feitas essas considerações, voltemos às raças. Realmente, há algumas raças predispostas a certos tipos de agressividade, como cães de guarda, que podem ter tendência a agressão territorial. Mas é muito importante destacar que cães de qualquer raça podem demonstrar agressividade! “Rótulos” baseados unicamente na raça do cão costumam gerar mitos que sobrevivem como verdades absolutas!

Postei recentemente um vídeo que mostra um lindo e gigante Fila Brasileiro, absolutamente dócil e submisso a uma criança bem pequena...

Aqui, o lindo Krueger, um Rottweiler que vive com seus donos, Carol e Régis e é um dos cães mais dóceis que já conheci:

Krueger e Nemo - convivência pacífica

Enorme, mas extremamente meigo!

Sim, é possível! Não é montagem!

Evidentemente que há relatos de agressão dirigida a pessoas e outros animais, perpetradas por cães de guarda, assim como acontece rotineiramente com cães de companhia. Mas, evidentemente, a gravidade de um acidente com cães grandes e fortes acaba sendo o combustível para muitos discursos vazios e inflamados...

Se a pessoa tem um cão grande, forte, com acentuado temperamento de guarda, deve tomar todas as cautelas necessárias para que a convivência seja pacífica, em todos os âmbitos. Caso não pense assim, não deveria ter qualquer cão como companheiro.

Assim, antes de catalogar um cão como agressivo e perigoso apenas pela raça, importante analisar seu temperamento, o meio em que vive, como é tratado pelas pessoas e as situações em que eventualmente se mostra agressivo.

P.S. – este texto estava pronto desde ontem. E hoje, ao revisá-lo, me deparei com este vídeo no Mãe de Cachorro. Mexeu profundamente comigo... E, em pouco mais de 3 minutos, resume de forma maravilhosa todo o conteúdo acima:


 
Fonte de Pesquisa: "Comportamento Canino e Felino", Debra f. Horwitz e Jacqueline c. Neilson
Fotos: Carol Martins (obrigada, querida!)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Comportamento - medo de rojões (e com a Copa do Mundo, tudo piora...)

É, chegou o dia aguardado ansiosamente por tantos brasileiros! Hoje o Brasil estreia na Copa do Mundo da África do Sul! A euforia, alegria, com as ruas e pessoas coloridos de verde e amarelo, já se fazem visíveis.

Mas, para os cães em geral, alheios ao burburinho envolvendo os jogos, tudo isso pode ser muito, muito desgastante...


Assim, seguem algumas dicas que podem ser muito importantes nesta época do ano:

- caso seu cão não demonstre medo extremo ao ouvir estouro de rojões ou mesmo o som das famosas "vuvuzelas", você pode distraí-lo com os brinquedos de que ele mais gosta, fazendo do momento algo prazeroso. Pode dar petiscos nesta hora também. Assim, a associação com os barulhos será positiva;

- se o peludo demonstrar medo, não se abaixe para confortá-lo: ele entenderá que você também está com medo. Sua postura deve demonstrar muita segurança, para que ele possa se espelhar em você;

- caso seu cão prefira se esconder pois sente muito medo, não o prive disso. De preferência, deixe um cômodo livre para que ele possa se aninhar, se possível fechando janelas e portas para que o som seja abafado, o que o confortará neste momento. Um rádio ligado com uma músca tranquila melhorará ainda mais o ambiente;

- se o caso já for caracterizado como fobia (o cão treme, demonstra medo excessivo, baba, arfa, não tem apetite e pode tornar-se agressivo) consulte um especialista em comportamento animal, pois existem treinamentos que podem ser feitos nestes casos, para tentar minimizar o sofrimento dos cães. O seu veterinário de confiança pode também prescrever medicamentos ansiolíticos em casos extremos, se for o caso;

- tome cuidado com fugas: cães amedrontados podem tentar fugir para longe do barulho. Mantenha seu cão devidamente identificado com uma plaqueta na coleira, onde constem o nome dele, o seu e um telefone para contato;

- verifique se o local onde o cão está num momento tenso como este é seguro, pois alguns chegam a quebrar portas de vidro, ferindo-se gravamente, para tentar se refugiar.

O zootecnista Alexandre Rossi dá dicas sobre este problema que atinge muitos cães e também explica suas causas.

A querida Ana Corina, do Mãe de Cachorro, fez um verdadeiro e completo compêndio sobre o tema: clique aqui e leia várias matérias garimpadas por ela.

Boa torcida a todos!!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Comportamento canino - agressividade II - definições e sinais

Continuando a discussão sobre este assunto polêmico e importante para todos os que gostam e convivem com cães, é muito importante ter alguns conceitos bem claros. Vale lembrar: em muitos casos, as situações envolvendo cães com comportamento agressivo podem ser bem perigosas, sendo indicada a orientação de um profissional para que o manejo seja seguro e o tratamento, eficaz.


O que se entende, efetivamente, por comportamento agressivo de um cão? Trata-se de uma ameaça lesiva dirigida a um ser humano ou outro animal, tendo por objetivo intimidar ou machucar. 

A agressividade considerada sob o ponto de vista comportamental pode ter influência do meio ambiente, da raça do cão e herança genética, ou um pouco de cada um destes elementos.  

Mas nem toda demonstração de agressão por parte de um cão pode ser entendida como um desvio comportamental. Há, sim, o comportamento agressivo considerado normal, ou seja, aqueles em que as circunstâncias justificam a agressão. Cães, em geral, tem inibição de morder: não mordem ou, se mordem, não rompem a pele (só dão um "aviso"), a menos que injustificadamente provocados.

Neste sentido, um exemplo bastante comum para todos que convivem com cães: quem já não se deparou com um lindo cão passeando na rua com o dono e outra pessoa chega perto para acariciá-lo na cabeça e o que se vê em resposta são rosnados e latidos do peludo? Trata-se de um cão perigoso? Não necessariamente! A reação é perfeitamente normal e esperada! Imagine a cena agora do ponto de vista do cão: trata-se de um humano estranho, chegando com os braços erguidos e mostrando os dentes (num sorriso!), que tenta colocar a mão sobre sua cabeça! Evidentemente que a situação denota perigo do ponto de vista canino e uma reação do tipo "chega para lá, afaste-se de mim" é compreensível!

Já o comportamento agressivo anormal pode ser entendido como aquele em que o cão percebe ameaças onde elas não existem. Tratam-se de situações que envolvem grande risco e maior desafio para que sejam controladas, até porque fica difícil saber quando ocorrerão.

Finalmente, é muito importante conseguir perceber os sinais de agressividade que os cães geralmente apresentam antes de partir para o ataque: manter-se imóvel, tenso (com o corpo rígido) e com o olhar fixo, rosnar de boca aberta ou fechada, latir agressivamente, morder o ar, morder de fato.

No site Saúde Animal há uma figura bastante ilustrativa das diversas fases até que o cão demonstre agressividade:


Saber identificar os primeiros sinais de agressividade pode ser um diferencial importante para o tratamento e também para evitar acidentes.

Em breve, mais informações sobre os tipos de agressividade.

Fontes consultadas:

"Adestramento Inteligente", Alexandre Rossi

"Comportamento canino & felino", Debra F. Horwitz e Jacqueline C. Neilson

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Comportamento canino - agressividade I

Esse é um tema que vem ocupando minha mente e meu dia a dia... Cães que, em algumas situações pontuais, apresentam comportamento agressivo. De todas as raças, tamanhos, cores. Um problema mais comum do que se imagina, mas cujos históricos muitas vezes restringem-se à família, visto que os "acidentes" são causados por peludos pequenos e as consequências não são tão graves.

A balbúrdia acontece quando sinais de agressividade surgem em indivíduos de grande porte e, principalmente, de determinadas raças sumariamente apontadas como "agressivas" e "perigosas". Há, inclusive, um projeto de lei em tramitação, visando regulamentar a posse e responsabilidade dos donos de cães dessas raças.   

Assim, acho importante que informações sobre o assunto sejam divulgadas de forma ampla e de fácil compreensão. Em muitas situações, a agressividade pode ser controlada, sendo importante para os que convivem com os cães identificar as situações em este comportamento ocorre, para que não seja constante e inconscientemente reforçado.

Em breve, mais posts com detalhes sobre o assunto.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Curiosidades do mundo canino I – Por que cães gostam de se esfregar em excrementos e carniça?

Sabe aquele dia lindo, que sugere um divertido passeio no parque com seu cão e, de repente, lá ao longe, você nota que ele está feliz e relaxado, deitado de costas na grama com as patas balançando para cima, se aproxima e percebe que seu amigo está, isso sim, rolando no cocô de outro peludo? Bom, tirando o fato de que o mau-cheiro será quase insuportável, esse não é um aviso de que seu cachorro tenha algum distúrbio comportamental ou que tenha se tornado o “Cascão dos caninos”! Apesar de ser um ato nojento do ponto de vista humano, tem sentido para eles!

Cientistas arriscam afirmar que este comportamento pode ter sido herdado dos lobos, que rolam em restos de carniça ou excrementos para disfarçar seu próprio cheiro diante das presas, cujo olfato é bastante desenvolvido. Assim, com esse “perfume” peculiar, os lobos conseguem se aproximar muito mais da caça sem afugentá-la, já que os animais não se sentirão em perigo ao cheirar carniça, o que certamente ocorreria se percebessem o cheiro de um lobo por perto...

Também é dito que os lobos, ao se cobrir com determinado odor, podem estar reforçando seu status dentro da matilha através de uma característica diversa dos demais membros.

A melhor solução para evitar essa surpresa é ficar de olho no amigo para evitar que ele consiga seu intento de experimentar o novo “perfume”!

Fontes: “Entenda seu cão”, Dr. Bruce Fogle e “Ou eu ou o cachorro”, Victoria Stilwell

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Relação entre donos e seus cães – Jornal Hoje

Durante esta semana, o Jornal Hoje, na Rede Globo, vem apresentando uma série de reportagens justamente sobre eles: os cães! Na matéria exibida hoje, falou-se sobre a relação de amizade entre os donos e seus cães.




Como ficou claro na matéria, esta convivência é extremamente benéfica tanto para os caninos como para seus donos.


Mas acredito que surge um problema quando deixamos de preservar a natureza intrínseca e natural dos cães. Isso mesmo! “Humanizar” o cão não é bom para ele. Pode ser (em princípio) bom para o dono, mas não para o pet. O cão é um animal com características comportamentais bem próprias e que devem ser entendidas e respeitadas pelo dono.


Um adestrador entrevistado afirma que essa relação não é saudável quando o cachorro se torna o centro das atenções. Ele se torna um animal estressado. E a explicação para isso é simples: cães são animais que têm por característica principal a necessidade de viver coletivamente, numa matilha. Para que esse arranjo social dê certo, deve haver um líder, a quem os demais seguirão fielmente. Ora, os cães de hoje vivem em matilhas humanas e, para eles, ver em seu dono o único e verdadeiro líder é um importante passo para seu bem-estar!



O zootecnista Alexandre Rossi trata da questão em seu livro “Adestramento Inteligente”, quando menciona que “quatro conceitos fundamentais formam a base do convívio harmonioso entre seu cão e você, além de assegurar um adestramento correto:


· A matilha: para o cão, a família humana é um conjunto de cachorros;
· O amor incondicional: o cão deve sentir que gostamos dele independentemente do que possa fazer;
· A troca: a obediência do cão deve ser recompensada;
· A atenção: se o cão estiver atento, aprenderá com mais profundidade, eficiência e rapidez.”




Assim, uma relação saudável entre cães e donos baseia-se, principalmente, no respeito e compreensão do comportamento canino.