A Terapia Assistida por Animais é mais uma atividade que o melhor amigo do homem realiza para auxiliar no tratamento de seres humanos com alguma limitação física e/ou mental.
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sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Cães de trabalho - faro canino detecta doenças e alterações no corpo humano
A querida amiga Virgínia me enviou essa reportagem da Folha que trata de um tema fascinante: como as habilidades dos cães podem até salvar vidas humanas.
Para estes casos, os cães são treinados para avisar quando o odor exalado pelas pessoas se altera em razão de enfermidades, como a diabetes tipo 1, da qual a menina citada na matéria é portadora.
Abaixo, a íntegra da reportagem:
30/06/2010-08h04
Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera
DA BBC BRASIL
Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.
A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.
"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."
Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.
O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.
Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.
Alerta precioso
"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.
A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.
"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.
"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."
A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil. "Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire.
"Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."
Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.
A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.
"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Cães de Trabalho II - Cães farejadores
Os cães farejadores prestam grande auxílio à polícia e exército. O olfato é o sentido essencial neste trabalho, assim como nos cães de busca e salvamento, já tratados aqui.
Dependendo da necessidade, a polícia treina os cães para farejar tipos específicos de substâncias (como plantas ilícitas, drogas, remédios, etc).
O treinamento dos cães é semelhante ao feito com cães de busca, sendo essencial que o faro seja excelente, assim como a vontade de, justamente, farejar. Os cães são treinados a buscar substâncias específicas, sendo efusivamente recompensados quando as encontram.
O treinamento dos cães é semelhante ao feito com cães de busca, sendo essencial que o faro seja excelente, assim como a vontade de, justamente, farejar. Os cães são treinados a buscar substâncias específicas, sendo efusivamente recompensados quando as encontram.
Já houve uma época em que cães eram treinados para este tipo de trabalho ao serem literalmente "viciados" nas substâncias que deveriam localizar (veja essa informação e mais dados interessantes sobre o tema aqui). Mas, considerando que esta prática é extremamente cruel, pois causa inúmeros problemas de saúde ao cão, foi devidamente abolida.
É interessante notar que os cachorros podem também ser treinados para farejar objetos, como armas. E alguns desses peludos vêm sendo usados no Rio de Janeiro exatamente para este fim (além de farejar drogas e explosivos), conforme vídeo abaixo:
Vejam que o comandante da polícia destaca que um dos cães dá o alarme ativamente (ou seja, avisa, latindo e cavando, quando encontra o objeto desejado) e o outro, passivamente, ou seja, senta-se ao lado do local ou pessoa portadora do objeto ou substância e espera por sua recompensa. Esta forma de avisar o condutor é muito utilizada por cães farejadores de bombas, visto que, por medida de segurança, não seria interessante que eles cavassem ou pulassem sobre o "alvo"...
A relação desses cães com seus condutores deve ser bastante estreita, pois qualquer mudança no comportamento do cão deve ser prontamente indetificada pelo policial, que será então capaz de identificar o que o companheiro encontrou...
As raças mais utilizadas para este tipo de serviço, são os pastores alemães ou belgas e os labradores, estes últimos por terem um faro apuradíssimo e serem naturalmente predipostos a buscar/localizar coisas.
Bom, para finalizar o post, não posso deixar de dizer que adoraria estar num ônibus que estivesse sendo revistado por tão simpático "trabalhador"! Desde, é claro, que nada fosse encontrado no veículo!!
Fontes:
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
http://www.dogtimes.com.br/
Marcadores:
cães de trabalho,
cães farejadores
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Cães de Trabalho I – Cães de Busca e Salvamento
Foi com grande pesar que assisti às tristes e impressionantes cenas dos destroços deixados por explosões ocorridas hoje, em um estabelecimento que vendia e fabricava fogos de artifício em Santo André/SP. A força das explosões atingiu diversas casas, deixando ao redor um cenário de horror e completa destruição, como se aquele local houvesse sido, literalmente, bombardeado.
Poucas horas depois do ocorrido, começaram a chegar os cães farejadores, para auxiliar os bombeiros na localização e resgate de sobreviventes, ou mesmo de corpos. Ver os cães exultantes com a possibilidade de fazer aquilo que sabem me encantou, como sempre... Em outras situações já havia me emocionado com a cena, como no desabamento das Torres Gêmeas, no soterramento de pessoas durante obras do metrô de SP e após as enchentes em SC, em novembro de 2.008. Devo confessar meu verdadeiro fascínio sobre tudo que diz respeito a cães de trabalho e seu treinamento. E os cães de resgate e salvamento são mais um exemplo de como os cachorros podem se tornar, além de amigos fiéis e leais, verdadeiros heróis.
A utilização de cães em missões de resgate e salvamento tem um motivo simples: nossos amigos têm cerca de 200 milhões de receptores de odores, 40 vezes mais do que os seres humanos. Essa característica facilita e agiliza - muito -, as missões de busca e salvamento após terremotos, explosões (como foi o caso), avalanches, desabamentos, etc.
Os primeiros cães utilizados para esse fim trabalharam durante a Segunda Guerra Mundial, na Grã-Bretanha. Atualmente, é na Suíça que encontra-se a mais avançada instituição que treina cães para este tipo de trabalho.
Qualquer cachorro, independentemente de raça, pode ser treinado para ser um cão de resgate, desde que tenha as seguintes características: ser dócil, ter inclinação natural para procurar/farejar, ser resistente, ter sentido de cooperação, ter coragem e inteligência. Mas as raças mais utilizadas são: Pastor Alemão, Boxer, Pastor Belga, Labrador, Doberman.
O treinamento começa com o cão procurando seu dono/tutor em locais destinados a este tipo de exercício, sendo efusivamente recompensado sempre que encontra seu líder. Em estágios mais avançados, começa a procurar outras pessoas, também sendo recompensado ao localizá-las entre escombros simulados, tais como canos, papéis, pedaços de madeira, etc. As situações de perigo, como caminhar sobre vigas ou terrenos instáveis, são também simuladas durante o treinamento.
O treinamento começa com o cão procurando seu dono/tutor em locais destinados a este tipo de exercício, sendo efusivamente recompensado sempre que encontra seu líder. Em estágios mais avançados, começa a procurar outras pessoas, também sendo recompensado ao localizá-las entre escombros simulados, tais como canos, papéis, pedaços de madeira, etc. As situações de perigo, como caminhar sobre vigas ou terrenos instáveis, são também simuladas durante o treinamento.
Os cães são treinados para indicar se há uma pessoa viva debaixo dos escombros, latindo com entusiasmo, o que demonstrará que o socorro deve ser rápido e imediato. Mas também são adestrados para indicar quando se tratar de odor de pessoa morta, oportunidade em que se limitam a sentar e indicar o local.
O vídeo ao final deste post mostra um exemplo de uma parte do treinamento de cães de salvamento.
Segundo matéria no site Dog Times, as duplas devem ser compostas pelo cão e seu dono ou treinador, pois o cão não vai trabalhar com a mesma eficiência com uma pessoa desconhecida, já que o objetivo do amigo de quatro patas é, como sempre, agradar o dono.
Deve-se sempre controlar o período de tempo em que os cães são submetidos ao trabalho de busca, para que o resultado se mantenha satisfatório e também para não estafar o cachorro a ponto de comprometer seu bem-estar. O usual é que trabalhem por quatro horas diárias, em turnos de meia hora.
Pensar em como o melhor amigo do homem pode salvar vidas de forma tão eficiente é emocionante. E a imagem de um cão demonstrando alegria e entusiasmo ao realizar tão árduo e sofrido trabalho não deixa de ser mais um exemplo de conduta a ser seguido pelos seres humanos...
Fontes:
"Adestramento Inteligente", Alexandre Rossi
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
"Adestramento Inteligente", Alexandre Rossi
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
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