sábado, 19 de março de 2011

Ter um ou mais cães? Eis a questão...

Já fui questionada em mais de uma oportunidade acerca deste tema: é melhor ter um, dois, ou mais cães em casa? Problemas comportamentais surgem com maior frequência quando o cão vive numa casa composta somente por seus "humanos de estimação" ou quando há convivência também com outros cães?

Antes de mais nada, acredito que é importante analisar a possibilidade de se manter mais de um cão. E quando digo "manter" não me refiro apenas a condição econômica da pessoa, mas também sua disponibilidade de tempo e paciência para efetivamente cuidar e proporcionar bem estar aos cachorros que passarão a lhe fazer companhia. Isto envolve refletir sobre posse responsável, pois deve-se ter em mente que haverá vidas preciosas a serem cuidadas durante anos, provavelmente por mais de uma década.

Assim, quando não há efetivo comprometimento, o ideal é que esta pessoa não tenha qualquer animal de estimação. 

Mas, pensando na hipótese de tratar-se de um dono responsável e comprometido, volta-se à questão: ter um ou mais cães?  O tema abrange várias facetas no que se refere a comportamento canino, que devem ser avaliadas antes da tomada de qualquer decisão. 

ANIMAL SOCIAL 

Assim como os seres humanos, cães são animais sociais. Necessitam viver em sociedade, fazer parte de um grupo para estarem felizes.
Como a convivência entre as duas espécies - canina e humana - dá certo há milhares de anos, para o cão é perfeitamente possível viver bem caso seu grupo seja composto apenas por humanos. A realidade atual dos donos de cães, inclusive, volta-se exatamente para este quadro, especialmente nos grandes centros urbanos, onde as residências são cada vez menores. 

Mas aqui deve-se fazer uma ressalva: cães que vivem em uma casa onde não haja outro peludo devem ser muito bem socializados com outros semelhantes, ou seja, deve-se garantir a eles muito convívio com outros cães, preferencialmente desde filhotes. 

E isto por um motivo bem simples, mas que costuma ser negligenciado pelas pessoas em geral: para um cão é muito mais saudável agir, comunicar-se e viver como um cão do que ter convivência restrita apenas ao contato com seres humanos e ficar absolutamente "perdido" ao se deparar com outro cão. 

Me parece que as pessoas adoram afirmar que seu cãozinho "só falta falar", de tão parecido com um ser humano. Mas não percebem a angústia e ansiedade de um peludo que assim vive quando encontra com outro cão... E, para eles, a experiência de brincar, comunicar-se, interagir com outro cachorro é deliciosa! E, para os humanos que observam com cuidado, é simplesmente mágico:     


Além disso, percebo que cães que vivem em ambientes com outros de sua espécie, tendem a sofrer menos de ansiedade de separação em relação ao dono, especialmente se conviverem juntos desde filhotes.

ALGUNS CUIDADOS

A introdução de um novo cão no ambiente, especialmente se nele já havia(m) outro(s), deve ser feita com critério. Deve-se ter cuidado ao manter vários cães na mesma casa, pois brigas podem ocorrer. Para evitar problemas, é necessário que o dono tenha absoluto controle sobre os cães. Se todos forem ensinados a responder a comandos de obediência, a convivência tende a ser melhor. Em caso de dificuldade, é recomendado procurar auxílio de um profissional especializado em comportamento canino.

Cães do mesmo sexo tendem a brigar mais. Assim, um casal de cães é mais indicado do que manter dois machos ou duas fêmeas juntos.

Além disso, brincadeiras que envolvam brinquedos valorizados, ossos ou alimentos também podem deflagrar brigas. Assim, é bom que estas situações sejam supervisionadas pelo dono.

Finalmente, o ideal é que não haja uma diferença muito grande no tamanho dos cães que convivem juntos. Apesar de ser perfeitamente possível uma convivência sadia, há grande probabilidade de acidentes até em brincadeiras inocentes entre um Maltês e um Dogue Alemão, por exemplo...  

Assim, respondendo a questão lançada para este post, de tudo que tenho visto e observado, sou da opinião de que sim, se possível, ter dois cães é melhor do que ter um só, desde que sejam tomados alguns cuidados para que a convivência seja sempre harmoniosa e feliz!


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12 comentários:

  1. Que delícia esse vídeo!!! Muito bom!

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  2. Oi, Daniel! É tão bom vê-los interagindo assim, não é?

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  3. já tive 2 cachorros uma femea fox paulistinha e um macho pit bull, ela dominava....e eles eram muito felizes juntos...hoje os 2 já morreram e tenho um filhote de 2 meses de pit bull e estou pensando em adotar uma fêmea para fazer companhia a ele, eles ficam muito felizes, mas fazem uma bagunça......
    Edna

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  4. Estou triste demais em relação a esse assunto, minha labradora bebe vive em companhia de dois shitzu que irão embora daqui umas semanas e já estou sofrendo antecipadamente em pensar no vazio que ela sentira... estou com muitas dúvidas se devo pegar outro cão para manter a casa barulhenta como tem sido, mas por outro lado, não sei se conseguirei dando do melhor e se saberei dividir o amor por igual... estou muito magoada com isso tudo...

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    1. Buh, aqui, há dois pontos a considerar:

      1- sempre que possível, o ideal é ter mais de um cão. Eles são animais sociais e, em dupla, a qualidade de vida tende a ser melhor. Um fator que ajuda bastante é que sua Labrador é filhote. Assim, se você adota um cão também filhote, a tendência é que cresçam em harmonia (especialmente se for do sexo oposto).

      2- Mas... Se você não tem certeza quanto ao tempo que poderá dedicar a ambos, cuidados, atenção e gastos ($$), o melhor é manter só a Labrador, mas com muita atividade e diversão no dia a dia.

      Boa sorte!

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  5. Olá, meu nome é Glauciany e tenho passado por uma situação bem difícil em casa. Tenho três cães:GRECO - um macho SRD castrado de 3 anos; KIARA - uma fêmea SRD de 5 anos e; por último, DIVINE - uma fêmea da raça pastor alemão de 1 ano e meio. Quando o GRECO chegou não teve nenhum problema com a KIARA, a mais velha. Eles são super amigos vivem juntos, brincando e se lambendo. Nunca, nenhuma vez sequer, se estranharam nem avançaram em ninguém. Meu fiho tem 2 anos e tem acesso livre a eles e eu nunca tive receio de deixá-lo brincar com os cães. Quando a DIVINE chegou foi violentamente atacada pelo GRECO (o cachorro mais dócil do mundo que até agora quando olho na carinha dele não consigo acreditar no que ele fez). Ela quase perde o olho e teve a cara toda costurada. Depois disso não deixei mais eles juntos. Não tive coragem. A DIVINE também é super dócil.Ela tem o dobro do tamanho dele e mesmo assim saiu toda machucada. Morro de pena pois eles não podem mais aproveitar todo o espaço da casa e nem a convivência juntos. Gostaria de saber se mesmo com esse começo terrível ainda existe a possibilidade de haver harmonia entre eles pois meu maior desejo é vê-los todos juntos brincando e pior que queria poder ter mais cães mais agora tenho medo. O que eu faço?

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    1. Olá, Glauciany! A situação que você narrou é bastante perigosa para os cães, tendo gerado, inclusive, machucados sérios. Para lhe dar uma opinião e orientações corretas, o ideal é que um profissional especializado em comportamento canino analise todas as variáveis, temperamento e comportamento dos cães. Asim, o ideal é você procurar um consultor comportamental com urgência. Boa sorte!

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  6. Muito obrigada! Na verdade eu achei que depois do trauma inicial seria impossivel unó-los mesmo com a ajuda de um profissional.

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  7. Meu nome é Thais, meu irmão tem um maltês de 5 anos, e eu comprei um labrador que tem oito dias mas só vou trazer pra casa daqui a trinta dias, você pode me dar umas dicas de como familiarizar os dois pois o maltês é muito sossegado e já o labrador é 100% energia. Marquei de visitar o labrador duas vezes por semana até ele desmamar você acha legal levar o maltês junto assim ele já vai se acostumando.

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    1. Olá! Uma boa convivência entre os dois é perfeitamente possível, especialmente se as associações em relação a presença de um e outro forem bastante positivas. Veja as dicas deste artigo: Adaptação do filhote com o cão mais antigo na casa: http://revistameupet.com.br/comportamento/o-que-fazer-para-que-seu-cao-aceite-um-novo-filhote-em-casa/317/
      Boa sorte!

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  8. Meu nome é Luis, tem um maltês de 5 anos, e minha irmã compro um labrador que tem oito dias mas só vai trazer pra casa daqui a trinta dias, você pode me dar umas dicas de como familiarizar os dois pois o maltês é muito sossegado e já o labrador é 100% energia. Minha irmã marcou de visitar o labrador duas vezes por semana até ele desmamar você acha legal levar o maltês junto assim ele já vai se acostumando.

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    1. Olá! Uma boa convivência entre os dois é perfeitamente possível, especialmente se as associações em relação a presença de um e outro forem bastante positivas. Veja as dicas deste artigo: Adaptação do filhote com o cão mais antigo na casa: http://revistameupet.com.br/comportamento/o-que-fazer-para-que-seu-cao-aceite-um-novo-filhote-em-casa/317/
      Boa sorte!

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