Li um artigo muito interessante, intitulado “Somos contra abrigos”, publicado no site Clube Amigos dos Animais, de Santa Maria/RS, de autoria da Dra. Marlene Nascimento. Ela aborda uma questão que sempre me inquietou: até que ponto os abrigos destinados a cães abandonados são realmente bons para eles? Lógico que há situações em que os cães são resgatados por estes abrigos e são adotados, vivendo uma vida feliz daí por diante. A iniciativa, em geral, é louvável. Mas a real solução seria combater o problema em sua origem, ou seja, evitar que os cães sejam abandonados.
Acredito que resgatar cães e deixá-los em abrigos não resolve a triste realidade dos cachorros abandonados e vítimas de maus-tratos. A conscientização da população em geral, para que pessoas não optem por ter um cão se não tiverem absoluta convicção de que terão que criá-lo com responsabilidade; o combate ao comércio desenfreado e sem cuidados de filhotes (veja post no blog Cachorro Paraguaio); a divulgação constante de campanhas onde se mostra que abandono de animais é crueldade e crime. Todas atitudes preventivas e de efetiva conscientização.
Atuando em todas essas frentes, com um número cada vez maior de pessoas conscientes do que significa o cuidar responsável, quem sabe poderemos um dia apenas lembrar da época em que existiam abrigos para cães abandonados, mas nos sentirmos felizes por não serem mais necessários...
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sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Abandono
Mais uma vez, ele, o abandono. Atitude cruel. Maldade. Tenho uma imensa dificuldade em entender como alguém pode abandonar um animal de estimação. Trata-se de um ser que precisa de cuidados para sobreviver. Não são como seus ancestrais, os lobos, que viviam em alcateias e lutavam pela sobrevivência do grupo. Abandonar um cão ou gato, largando-o à própria sorte, é simplesmente desumano!
Além disso, o abandono de animais é considerado crime, conforme art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), já que a prática é entendida como maus-tratos. Pessoas que deixam seus cães, gatos ou outro bicho de estimação em casa, sem cuidados por vários dias; abandonam-nos nas ruas ou em qualquer local, devem ser prontamente denunciadas para que sofram as consequências legais de seu ato.
Ninguém é obrigado a ter um animal de estimação. Não há lei, decreto ou determinação que estabeleça: “todos são obrigados a ter um animal de estimação em casa”. Então, a conclusão óbvia seria que, se a pessoa toma esta decisão e leva um bicho para sua convivência, certamente estaria disposta a cuidar deste ser da forma correta e por tantos anos quantos ele vivesse. Mas, infelizmente, não é esta a realidade com que nos deparamos. Bom seria se a questão fosse assim tão simples e esta premissa fosse o óbvio para a maioria das pessoas...
Os motivos que levam ao abandono são os mais banais possíveis: o cão cresceu demais, não faz as necessidades no lugar certo, solta pelos, as crianças enjoaram dele... Ou seja, para a maioria daqueles que comete este crime, o animal é visto como um objeto descartável, passível de ser simplesmente jogado fora quando deixa de ser interessante.
Neste sentido, uma recente campanha da Prefeitura de São Paulo, intitulada Pro Bem, mostra clara e didaticamente que o abandono é uma crueldade:
Fica aqui, portanto, o incentivo para tomada de atitudes contra o abandono, como a divulgação dos princípios da posse responsável a todos aqueles que pensam em ter um animal de estimação e denúncia de situações de abandono e crueldade contra os animais. Cães são seres leais por natureza, não abandonariam seus donos por nada neste mundo. Sejamos um pouco mais racionais e tentemos agir da mesma forma...
Além disso, o abandono de animais é considerado crime, conforme art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), já que a prática é entendida como maus-tratos. Pessoas que deixam seus cães, gatos ou outro bicho de estimação em casa, sem cuidados por vários dias; abandonam-nos nas ruas ou em qualquer local, devem ser prontamente denunciadas para que sofram as consequências legais de seu ato.
Ninguém é obrigado a ter um animal de estimação. Não há lei, decreto ou determinação que estabeleça: “todos são obrigados a ter um animal de estimação em casa”. Então, a conclusão óbvia seria que, se a pessoa toma esta decisão e leva um bicho para sua convivência, certamente estaria disposta a cuidar deste ser da forma correta e por tantos anos quantos ele vivesse. Mas, infelizmente, não é esta a realidade com que nos deparamos. Bom seria se a questão fosse assim tão simples e esta premissa fosse o óbvio para a maioria das pessoas...
Os motivos que levam ao abandono são os mais banais possíveis: o cão cresceu demais, não faz as necessidades no lugar certo, solta pelos, as crianças enjoaram dele... Ou seja, para a maioria daqueles que comete este crime, o animal é visto como um objeto descartável, passível de ser simplesmente jogado fora quando deixa de ser interessante.
Neste sentido, uma recente campanha da Prefeitura de São Paulo, intitulada Pro Bem, mostra clara e didaticamente que o abandono é uma crueldade:
Fica aqui, portanto, o incentivo para tomada de atitudes contra o abandono, como a divulgação dos princípios da posse responsável a todos aqueles que pensam em ter um animal de estimação e denúncia de situações de abandono e crueldade contra os animais. Cães são seres leais por natureza, não abandonariam seus donos por nada neste mundo. Sejamos um pouco mais racionais e tentemos agir da mesma forma...
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posse responsável
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