Comentários feitos por um "Anônimo" aqui no blog, no
post sobre Rottweilers, servem para deixar cada vez mais claro para mim o quanto o preconceito das pessoas pode culminar em abandono de cães, apenas por pertencerem a determinada raça.
A falta de conhecimento das pessoas acerca deste assunto, sobre o qual teimam em opiniar veementemente, é impressionante!!
Coincidentemente, a Arca Brasil publicou, neste mês de outubro, interessante matéria sobre as características dos cães mais rejeitados (pensando tanto no abandono como na dificuldade para adoção). Evidentemente que, dentre estes estigmatizados, estão os pertencentes a "raças agressivas", especialmente os Pit Bulls. Vale a leitura para uma reflexão mais aprofundada, clicando
aqui.
Também no site da Arca Brasil já foi publicado um roteiro sobre posse responsável de raças ditas "agressivas", que transcrevo abaixo devido a sua importância:
Guia Básico de Procedimentos para as chamadas “raças agressivas” relacionadas na Lei da Focinheira 11.531/03 (pit bull, mastim napolitano, rottweiler e american staffordshire terrier)
Nunca adquira um animal por ele estar na moda; tenha consciência do seu perfil e estilo de vida. Pratique os 10 mandamentos da Posse Responsável;
Procure conhecer a procedência do animal e escolha sempre os filhotes de linhagens não agressivas;
A castração é um ato de responsabilidade social e saúde pública. Pode atenuar o comportamento agressivo de alguns animais, além de ser fundamental para evitar crias indesejadas e abandonos;
Registro Geral Animal (RGA) com plaqueta e identificação permanente (microchip ou tatuagem): é fundamental para o Controle Animal de sua cidade e responsabilizar donos inconseqüentes;
Leve seu animal regularmente ao veterinário (mínimo uma vez por ano). Atenção especial para as vacinas e vermifugação do seu pet. A alimentação deve ser feita de forma balanceada, já existem rações específicas para algumas raças;
Cortar o rabo (caudectomia) não é recomendável e o corte das orelhas (conchectomia) é proibido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), os dois procedimentos podem trazer riscos à saúde do animal;
Passeie diariamente com o seu animal e reserve no mínimo um dia da semana para brincar com ele;
O espaço tem que ter no mínimo 6m², com uma área para se abrigar e tomar sol. Não isole o animal em um único ambiente, ele precisa ter noção do mundo ao seu redor;
Focinheira: o uso em lugares públicos é obrigatório, porém, peça a orientação na hora da compra. O modelo ideal deve permitir que o animal abra a boca para respirar e beber água;
Procure um bom adestrador, aprenda sobre os comandos básicos, treino de obediência, socialização e as características comportamentais da raça.
Fonte: Comissão de Especialistas sobre Comportamento Animal – ARCA Brasil
Conhecimento e divulgação de novos paradigmas são fundamentais para que se consiga mudar uma realidade já tão enraizada!