terça-feira, 31 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Raças - Dálmata
É impossível falar em Dálmatas sem lembrar do desenho da Disney, os “101 Dálmatas”... Ou mesmo da figura de um simpático cão branco com manchas pretas em cima de um carro do corpo de bombeiros!
ORIGEM
Apesar de muitas afirmarem que a origem desta raça é a Dalmácia (atual Croácia), acredita-se que seja, efetivamente, a Grécia. Há quem afirme, também, ter se originado na Dinamarca, país onde, atualmente, os Dálmatas são bastante populares.
CÃO SÍMBOLO DOS BOMBEIROS
O Dálmata dos dias atuais é classificado como cão de companhia, mas, há muito tempo atrás, era utilizado como um excelente cão de trabalho. Possui habilidades para a caça e também para seguir o dono, razão pela qual era muito comum vê-lo ao redor de carruagens, abrindo caminho para os cavalos. Aliás, por este motivo, há uma característica interessante e que pode ser observada: Dálmatas costumam gostar muito de cavalos!
Exatamente por conta disso, também começou a ser utilizado pelos bombeiros americanos, na época em que seus carros eram puxados por cavalos. E não demorou muito para se tornar o cão “mascote” dos bombeiros, sendo que praticamente todo quartel possuía um exemplar da raça!
TEMPERAMENTO E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Dálmatas são cães afetuosos, alegres, muito fiéis ao dono e bastante autoconfiantes. De porte médio e pelo curto, devendo ser escovados semanalmente.
A eles deve ser proporcionado muito exercício físico, em razão de seu alto grau de energia, razão pela qual não é um cão ideal para viver em apartamentos. É bastante resistente, um cão rústico. O peso médio para os machos é de 25 kg, para as fêmeas é de 22,5 kg.
SUCESSO
O sucesso alcançado pela raça com o desenho da Disney teve também seu lado ruim: muitas pessoas resolveram adquirir um Dálmata e sabe-se que, em determinado período, o número de cães da raça abandonados em países como a Inglaterra foi assustador! Isto porque muitos, inadvertidamente, escolheram a raça pelo charme e beleza, mas desconheciam o fato de tratar-se de um cão com bastante energia que, se não canalizada de forma adequada, pode torná-lo um potente destruidor...
Assim, todo aquele que desejar ter um Dálmata como novo amigo deve estar consciente de que deverá proporcionar bastante atividade ao cãozinho, para que a convivência seja harmônica e feliz para ambos!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Guia Básico de Cuidados para Cães II - Alimentação e Exercícios
Antes de iniciar os tópicos deste guia, vale ressaltar que o acompanhamento de seu companheiro canino por um veterinário de sua confiança é extremamente importante, visto que cada peludo é, antes de mais nada, um indivíduo, com peculiaridades específicas.
Exatamente no dia em que postei o primeiro texto sobre este Guia, recebi a preciosa dica da Ana Corina, do Mãe de Cachorro, quanto à leitura deste post do site Cachorro Verde. Coincidentemente, também aborda a questão da saúde dos animais de estimação e contém dicas que, certamente, terão muito a acrescentar a este guia, já que não pretendo esgotar o tema.
Mas vamos, finalmente, a análise dos itens:
1. Alimentação:
Restos do que sobrou do almoço para os cães, sem qualquer critério quanto ao valor nutricional? Não mais! A preocupação dos donos com uma alimentação balanceada para os amigos de quatro patas tem sido assunto recorrente em blogs, sites e periódicos especializados.
O consumo de rações industrializadas cresce a cada dia. Neste sentido, me parece que o fator comodidade explica o fenômeno: é muito mais fácil abrir um pacote de ração, despejar no pratinho do cão e pronto! Missão cumprida!
As rações disponíveis no mercado e que costumam ser as mais indicadas por veterinários são as denominadas Super Premium, que seriam as mais ricas em nutrientes (segundo os fabricantes).
Mas não se deixe levar pela linda embalagem e pelo apelo comercial! A leitura e perfeito entendimento do rótulo das rações industrializadas é extremamente importante, para que você saiba o que seu cão realmente está comendo. Ingredientes de segunda linha geralmente “incham”, mas não alimentam verdadeiramente, do ponto de vista nutricional.
A Camilli, dO Blog de Uma Criadora que Ama seus Frenchies!, publicou um post muito interessante e importante para quem quer começar a se aprofundar sobre o assunto.
Por outro lado, muito se tem falado sobre alimentação natural para os animais de estimação. O objetivo é deixar a alimentação dos cachorros mais rica em nutrientes e assemelhar-se ao que seus ancestrais comiam. Além disso, os adeptos afirmam ser mais barata que a ração industrializada e também fácil de preparar.
Ao decidir por alimentar seu cão pelos princípios da alimentação natural, você deve pensá-la e planejá-la levando em conta as características físicas do amigo: tamanho, raça, peso, grau de atividade física, etc. Balancear bem os ingredientes é essencial para que não ocorra um déficit nutricional.
Quando o tema é alimentação natural, o site Cachorro Verde é uma excelente referência. Ali é possível encontrar muita informação sobre como iniciar, quantidade, tabelas nutricionais dos alimentos, etc
Não, eu ainda não aderi a alimentação natural para a Winie... Mas devo confessar que simpatizo muito com a ideia e percebo um coro cada vez maior de pessoas adeptas desta forma de alimentar os peludos.
E por que simpatizo? Ora, para os humanos, uma dieta baseada em alimentos orgânicos e frescos, com consumo mínimo (ou nulo) de alimentos industrializados, açúcares, conservantes, etc., trará um enorme ganho em termos de saúde. A lógica é a mesma para os cães: certamente, a alimentação natural bem pensada e planejada é muito mais saudável do que rações industrializadas.
De qualquer forma, refletir e pensar cuidadosamente sobre o assunto é fator determinante para que a alimentação seja fonte de saúde e bem estar para os peludos!
Finalmente, sempre planejar a quantidade é também muito importante, já que a obesidade é extremamente prejudicial, conforme já falamos aqui.
2. Exercícios
Atividade física diária para os cães é extremamente importante para sua saúde. Se você pretende ter um cão e não está disposto a, ao menos, caminhar com ele uma vez por dia, pense bem. Manter um cão confinado dentro de casa não é nada saudável!
Recentemente, falei aqui sobre a importância dos passeios para os cães. Caminhar significa socialização com outros cães, exploração de novos ambientes e odores, estreitamente da relação com o dono.
Além disso, do ponto de vista fisiológico, o cão que está acostumado a caminhar (ou a praticar outras modalidades “esportivas”), fortalece sua musculatura, protege as articulações, melhora a condição cardiorespiratória e evita a obesidade.
Atualmente, a gama de atividades físicas que podem ser praticadas por cães é enorme. Corridas, caminhadas, brincadeiras com bolinhas, agility, freestyle (coreografias junto com os cães), jogos com frisbee, chegando até natação e hidroesteira, são atividades divertidas e cada vez mais difundidas.
De qualquer forma, uma boa (e frequente) caminhada com o dono até o parque, onde o cão pode brincar, conhecer outras pessoas e cachorros, correr e cheirar é essencial para o bem estar físico e mental do cachorro e também uma forma de estreitarem seu relacionamento.
* No próximo "capítulo" deste Guia, o item Saúde!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
URGENTE!! Após morte de animais, SP suspende vacina contra raiva em cães e gatos
Notícia importante divulgada no fim da tarde de hoje (os números são assustadores!!):
Após morte de animais, SP suspende vacina contra raiva em cães e gatos
Fonte: FolhaUOL
A Secretaria de Estado da Saúde recomendou que todas as cidades de São Paulo suspendam imediatamente a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva animal, na tarde desta quinta-feira, por tempo indeterminado.
Segundo o órgão, o número de reações adversas notificadas à Coordenadoria de Controle de Doenças está acima do observado em anos anteriores, o que pode colocar em risco a vida dos animais imunizados, na avaliação dos técnicos da secretaria.
O maior número de eventos adversos notificados é procedente dos municípios de São Paulo e Guarulhos, que têm ampla experiência na realização de campanhas de imunização de cães e gatos. Nessas duas cidades foram registrados sete casos de choque anafilático em animais vacinados, dos quais seis morreram, sendo quatro gatos e dois cães.
O órgão disse que não tem certeza se a vacina é responsável pelas mortes, mas constatou após uma necropsia que pelo menos um caso de reação anafilática foi causado pela vacina. No entanto, informou que casos de reação anafilática após vacinação são normais, até mesmo em pacientes humanos.
De acordo com a secretaria-adjunta da Saúde, Clélia Aranda, as mortes também podem ter sido causadas por envenenamento ou outras doenças.
"Não saiu nenhum laudo sobre a vacina, mas parece que houve relatos de caroço e calombo em animais no Rio de Janeiro. Ainda não podemos afirmar se a vacina será substituída, nem por quanto tempo", informou Aranda.
Em São Paulo, das 567 reações notificadas entre os dias 16 e 17 de agosto, 38% são consideradas eventos graves, como prostração, anorexia, dificuldade respiratória, convulsões e hemorragias. Nesse período, foram imunizados 121.691 animais em toda a cidade. Em Guarulhos, que já suspendeu a vacinação, houve 40 reações adversas entre 42.860 animais vacinados entre 9 e 13 de agosto.
A maior parte das reações foram observadas em gatos e cães de pequeno porte (cerca de 6,5 kg). Somente na cidade de São Paulo, 85,3% das reações ocorreram com gatos vacinados nos dias 16 e 17.
Também foram constatados quatro óbitos, sendo dois cães e dois gatos, no interior do Estado. Nem todos os municípios paulistas iniciaram a campanha de imunização.
O Instituto Pasteur, órgão da secretaria, irá investigar os óbitos e as reações graves. A secretaria informou ao Ministério da Saúde --responsável pela compra e distribuição das vacinas aos Estados-- sobre os problemas e aguarda orientações.
A vacina da campanha deste ano, produzida pelo laboratório Biovet, não é a mesma utilizada no ano passado e é considerada mais eficiente. Segundo a secretaria, é a mesma usada na rede privada.
"Não estamos tomando nossa posição sobre a vacinação no setor privado", disse a secretária-adjunta.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde lamenta o ocorrido e solicita aos proprietários de animais que foram vacinados nos primeiros quatro dias de campanha que os observem e, caso apresentem alguns dos sintomas citados --36 horas após a vacinação-- entrem imediatamente em contato com Centro de Controle de Zoonoses para mais informações pelos telefones 0XX/11/ 3397-8900/ 8957/ 8918/ 8916.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Guia Básico de Cuidados para Cães
Atualmente, a mentalidade da maioria das pessoas em relação ao bem estar de seus cães mudou drasticamente.
No passado, era mais comum que os cachorros fossem vistos como animais destinados apenas para uma função específica: guarda, eventual divertimento para crianças, caçadores de pequenos roedores. Mas permaneciam sozinhos na maior parte do tempo, em quintais, praticamente sem acesso à convivencia com as famílias.
Quando adoeciam, muitas vezes eram largados à própria sorte ou eram eutanasiados. A alimentação resumia-se aos restos de comida humana. Vacinas? Quando havia esta preocupação, geralmente resumia-se a anti-rábica.
Sim, quase todos lembram-se deste tempo. Não sei se os "cachorreiros" concordam comigo, mas tenho sempre a impressão de que esta mentalidade tem mudado rapidamente, especialmente nos grandes centros urbanos, onde os cães estão, cada vez mais, sendo considerados como parte importante na vida cotidiana das pessoas.
Por outro lado, em razão desta mudança de mentalidade, o mercado pet tem movimentado grandes somas em dinheiro, em volumes cada vez maiores. Os donos estão cada vez mais interessadas em produtos e "mimos" para seus amigos de quatro patas.
Mas aí surge uma questão importante: do que os cães REALMENTE necessitam para levarem uma vida saudável e feliz?
Pensando nisso, hoje inicio um Guia Básico de Cuidados para Cães, que, antes de mais nada, visa dar orientações básicas e levar à reflexão todos aqueles que querem o melhor para seu cachorro.
Assim, seguem os temas a serem detalhados neste Guia:
1. Alimentação
2. Exercícios
3. Entretenimento
4. Saúde
5. Abrigo
6. Convivência
Aguardem informações sobre cada item para os próximos dias!!
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A importância do passeio
Muitas pessoas não dão a devida importância ao passeio com seus cães. Muitos acham que o cão não precisa sair, já que tem uma bela área na casa para se exercitar... Ou ainda, cães pequenos, que moram em apartamento, não precisariam tanto dar uma espiadela na rua, já que teriam bastante atividade em casa e, além disso, as patas e pelos voltariam sempre sujos... Muitos, mesmo levando os cães à rua, o fazem rapidamente, uma pequena "voltinha" no quarteirão, suficiente apenas para alívio das necessidades fisiológicas...
Mas o passeio, para o cão, vai muito além disso e as pessoas costumam não dar a devida atenção para esta necessidade. O cão é um animal social, que "enxerga" o mundo através do olfato. Sair à rua significa, portanto, acesso a um mundo de cheiros que irá estimulá-lo mentalmente, evitando, assim, o tédio de uma vida confinada entre quatro paredes. Tente imaginar-se dentro de casa, sem nunca sair. Nada bom, não? Pois é, os cães também preferem uma vida mais interessante! Neste sentido, nunca é demais lembrar que é da natureza dos cães andar, cheirar, explorar o mundo.
Além disso, o cão que passeia geralmente encontra outros cães, o que permite que se torne cada vez mais socializado. Encontra também pessoas de todas as idades, crianças, famliariza-se com barulhos. Assim, o cão acostumado a passear certamente será um cão menos medroso em situações onde esteja cercado por barulhos de carros, buzinas, etc.
O passeio também auxilia o cão a gastar energia, tornando-o menos sedentário. Ao passear, o cão pratica atividade física, exercita-se, o que lhe traz muitos benefícios fisiológicos e evita a obesidade. Um cão que vive num quintal enorme certamente não se exercitará tanto quanto um que more em apartamento, mas que seja levado para um passeio todos os dias...
Finalmente, para garantir a segurança, é importante que o cão sempre seja levado na guia e acostume-se, através de treinos, a caminhar ao lado do dono, sem puxões que tornariam o que deveria ser legal em algo desagradável, tanto para o cão quanto para seu amigo humano... Além disso, respeitar os limites físicos do cão também é necessário, já que um cãozinho minúsculo certamente não aguentaria o pique de uma caminhada feita por um cão bem maior e mais ativo!
Finalmente, para garantir a segurança, é importante que o cão sempre seja levado na guia e acostume-se, através de treinos, a caminhar ao lado do dono, sem puxões que tornariam o que deveria ser legal em algo desagradável, tanto para o cão quanto para seu amigo humano... Além disso, respeitar os limites físicos do cão também é necessário, já que um cãozinho minúsculo certamente não aguentaria o pique de uma caminhada feita por um cão bem maior e mais ativo!
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Fábricas de Filhotes
Tenho falado bastante sobre características de raças caninas aqui no blog. O assunto me fascina, especialmente diante da enorme diversidade de raças que podemos encontrar atualmente.
Mas acho importante sempre destacar que, caso sua opção seja mesmo um cão de raça, primeiramente, é muito importante verificar se a escolhida adequa-se ao estilo de vida da família. Depois disso (que demanda muita pesquisa), FUJA de criadores de fundo de quintal ou das famigeradas "fábricas de filhotes"!
Identificá-los não é difícil: geralmente, não querem que você conheça o "canil", os filhotes são vendidos a "preços promocionais" e em pet shops ou "feirinhas".
Este assunto é polêmico e alguns podem questionar: mas não se tratam de cães, que podem ser lindos e felizes comigo? Sim, claro! Mas os pais podem viver em condições degradantes, sem higiene, exercícios, divertimentos, condenados a uma vida de confinamento e negligência, apenas para gerar filhotes e $$$$$$.
Quer entender um pouco mais sobre o que estou querendo dizer? Assista:
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Raças - Maltês
Pequeno, pelagem toda branca, sedosa e muito macia ao toque, com olhos e focinho bem pretos... Essas características principais tornam o Maltês um lindo e muito apreciado cão de companhia!
ORIGEM ANTIGA
Apesar de muitos propagarem que a origem da raça deu-se na Ilha de Malta, na verdade, o mais correto é supor que tenha surgido no Egito. Numa tumba da época do Rei Ramsés II, foi encontrada uma estátua que retratava um pequeno Maltês. Por outro lado, na Ilha de Malta foi muito comercializado, vindo, justamente, do Egito.
TEMPERAMENTO
Trata-se de uma raça de temperamento vivo e alegre. Apesar do pequeno tamanho, tem energia suficiente para aguentar bastante atividade, razão pela qual deve ser acostumado desde cedo a passeios com o dono. Com o gasto certo de sua energia, históricos de muitos latidos costumam ser evitados, visto que o Maltês, muitas vezes, é bastante barulhento, não sendo indicado para pessoas que não apreciam cães ativos.
Por falar em dono, geralmente é muito apegado à pessoa que cuida dele, ou seja, costuma eleger um “especial” na casa, com o qual será bastante ligado. Mas isso não impede que tenha um bom convívio e bastante carinho para com todos da família.
Dentre as raças classificadas como de companhia, está entre as que mais gostam de um bom colo. Costuma aninhar-se num e ali ficar por bastante tempo, muitas vezes chegando mesmo a pedir para subir (nestas ocasiões, é importante não atender sempre e a todo o momento as vontades do pequeno cãozinho, para que uma personalidade “mimada” e irrequieta não surja daí...).
PEQUENO BRANQUINHO
As principais características identificadoras da raça são, em primeiro lugar, seu tamanho pequeno – pelo padrão da raça, deve pesar entre 3kg e 4kg. Sabe-se também de Malteses ainda menores, o que não é recomendado, pois, geralmente, são cãezinhos com saúde bastante frágil.
Outra característica marcante é a pelagem lisa e branca como neve. Se mantido sem corte, o pelo pode chegar ao chão! Assim, não é uma raça indicada para aqueles que não gostam ou não tem tempo de escovar seu amigo, atividade que é altamente recomendável. Por este motivo, inclusive, muitos donos costumam manter o pelo tosado.
E COM CRIANÇAS?
Como se trata de uma raça com bastante energia, o Maltês costuma se dar bem com crianças, envolvendo-se nas brincadeiras com bastante entusiasmo! Mas, considerando que é um cão pequeno, episódios de acidentes costumam ser comuns, oriundos de quedas e puxões mais bruscos, razão pela qual os jogos entre eles e as crianças devem ser sempre supervisionados (atitude sempre recomendada, seja qual for a raça e tamanho do cão).
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Resposta a comentário no blog - meu cão sentirá se for doado?
Recebi o comentário abaixo transcrito e achei interessante respondê-lo publicamente (evidentemente sem exposição da pessoa), de forma a incentivar uma reflexão sobre o assunto:
oi meu nome é ..........!
e estou muito inteciso pois tenho dois cachorros e minha mae quer que eu doo uma cachorra para a visinha
só que eu peguei ela coom 2 meses de vida será que ela vai sentir se eu der ela para a visinha? me responda o mais rapido possivel no twitter ou facebook ou orkut!
(...) por favor me responda se tiver resposta para a minha pergunta
Caro leitor, eu tenho uma resposta para sua pergunta, baseada em minhas convicções e vivência atual com cães. E minha resposta é: SIM, ELA VAI SENTIR! Não sei há quanto tempo esta cachorrinha está com você, nem tampouco o grau de afetividade que ela tem com as pessoas da casa. Mas cães, assim como nós, sentem as alterações de rotina em sua vida e precisam de tempo para adaptação a novos ambientes, convívio com novas pessoas e animais. E se ela é realmente apegada a alguém da casa, com certeza, sentirá bastante!
Também não há menção em seu comentário acerca do motivo que leva a sua mãe a querer doar a cadelinha. Trata-se de algum problema comportamental? Se sim, já procuraram informar-se sobre o problema ou procuraram ajuda especializada?
De qualquer forma, em algumas situações, a doação acaba sendo mesmo a melhor alternativa (até para o próprio cão), mas devemos sempre respeitar o período de adaptação deste à nova vida, procurando ambientá-lo da forma mais tranquila possível. Também é ideal que, se for realmente doada (aqui cabe frisar que a pessoa a recebê-la deverá ser responsável e amorosa com ela - cabe a vocês averiguar isso!), deve ser castrada antes, para que sejam evitadas crias indesejadas no futuro, como eu já andei falando aqui no blog.
De qualquer forma, sua pergunta leva, uma vez mais, à reflexão sobre posse responsável, já que, qualquer pessoa que deseje ter um cão como companheiro, deve estar ciente quanto às suas necessidades básicas e, principalmente, de que não se trata de um objeto que possa ser descartado quando não é mais interessante.
Caro leitor, eu tenho uma resposta para sua pergunta, baseada em minhas convicções e vivência atual com cães. E minha resposta é: SIM, ELA VAI SENTIR! Não sei há quanto tempo esta cachorrinha está com você, nem tampouco o grau de afetividade que ela tem com as pessoas da casa. Mas cães, assim como nós, sentem as alterações de rotina em sua vida e precisam de tempo para adaptação a novos ambientes, convívio com novas pessoas e animais. E se ela é realmente apegada a alguém da casa, com certeza, sentirá bastante!
Também não há menção em seu comentário acerca do motivo que leva a sua mãe a querer doar a cadelinha. Trata-se de algum problema comportamental? Se sim, já procuraram informar-se sobre o problema ou procuraram ajuda especializada?
De qualquer forma, em algumas situações, a doação acaba sendo mesmo a melhor alternativa (até para o próprio cão), mas devemos sempre respeitar o período de adaptação deste à nova vida, procurando ambientá-lo da forma mais tranquila possível. Também é ideal que, se for realmente doada (aqui cabe frisar que a pessoa a recebê-la deverá ser responsável e amorosa com ela - cabe a vocês averiguar isso!), deve ser castrada antes, para que sejam evitadas crias indesejadas no futuro, como eu já andei falando aqui no blog.
De qualquer forma, sua pergunta leva, uma vez mais, à reflexão sobre posse responsável, já que, qualquer pessoa que deseje ter um cão como companheiro, deve estar ciente quanto às suas necessidades básicas e, principalmente, de que não se trata de um objeto que possa ser descartado quando não é mais interessante.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Aniversário do blog!!
Hoje o "Para quem gosta de cachorros..." completa 01 ano! Foram doze meses de muito aprendizado, reflexões, novas amizades e uma vontade cada vez maior de continuar estudando, aprendendo e escrevendo sobre e para os cães queridos!
Pensei muito em como poderia comemorar a data e me veio à cabeça justamente a época em que comecei a pensar num blog... E devo confessar que o verdadeiro "estalo" surgiu após passar a acompanhar o "Mãe de Cachorro Também é Mãe", da Ana Corina.
O blog "Mãe de Cachorro" é um verdadeiro sucesso entre os "cachorreiros"! A forma como a Ana escreve, demonstra conhecimento e se posiciona sobre assuntos sérios, me deu muito ânimo para fazer algo semelhante. E eis que surgiu a ideia: nada mais justo que uma entrevista com a própria, para marcar esta data muito especial para mim e também divulgar o trabalho dela.
Assim, seguem as questões que a Ana gentilmente se dispôs a responder, de coração aberto! Conheçam mais sobre ela e seu importante trabalho de educação e conscientização acerca do bem estar que nossos amigos de quatro patas (e animais de estimação em geral) merecem:
"Mãe de Cachorro Também é Mãe". Quem acompanha o blog sabe de sua convicção quanto ao afeto e cuidados que podem ser dispensados também (e de forma intensa) a um animal de estimação, independentemente do dono ter ou não filhos. De qualquer forma, você já foi criticada em razão da comparação com a maternidade humana?
"Mãe de Cachorro Também é Mãe". Quem acompanha o blog sabe de sua convicção quanto ao afeto e cuidados que podem ser dispensados também (e de forma intensa) a um animal de estimação, independentemente do dono ter ou não filhos. De qualquer forma, você já foi criticada em razão da comparação com a maternidade humana?
Ana - Várias vezes, inclusive pelo meu pai, pelo meu irmão... É aquela coisa, falam brincando, mas o preconceito e a crítica estão lá.
Mãe de cachorro também é mãe é uma frase minha, que tem a ver com a minha história de vida, é a resposta que uso quando alguém pergunta "Mas você não quer ser mãe?". Só que ao fazer o blog vi que há um universo bastante grande de pessoas que pensam como eu, é uma frase delas também.
Tenho cães em minha vida não porque não desejo ter filhos. Tenho cães porque desde que me entendo por gente sou absolutamente apaixonada por eles e ponto. Não consigo imaginar minha vida sem um cão.
Acho patético ver a dificuldade de aceitação do ser humano. Só porque a maioria das pessoas quer ter filhos eu não tenho o direito de não ter este desejo? Não comparo crianças com cães, não faço competição entre eles e acho errado humanizar os animais e tratá-los como pessoas. Mas ao mesmo tempo o fato de bichos não serem "gente" não quer dizer que não tenham direitos e necessidades. Na verdade, quem faz a comparação não sou eu, são as pessoas que são tão tacanhas a ponto de se incomodar com uma brincadeira, uma frase. Fico impressionada como o ser humano deixa-se afetar por tudo, principalmente por besteiras. É muita falta de inteligência e controle emocional pra minha cabeça!!
Atualmente, seu foco na educação/conscientização das pessoas em geral, no que diz respeito aos animais, é nítida. Quando iniciou o blog, já tinha isto em mente? Ou foi algo que surgiu naturalmente?
Ana - Nada!! As coisas formam acontecendo. Sempre fui "cachorreira". Era aquela criança que vê um cão na rua e vai abraçar, dar carinho, comida, água, mas fiz o blog totalmente sem querer. Queria muito deixar um recado no blog de uma amiga que estava no exterior, o que só era possível tendo conta no Blogger. Então criei uma às pressas, porque era uma brincadeira nossa que eu seria a primeira a comentar, e na hora de criar o tal blog tive que parar para criar um nome e pensei "Mas se eu fosse falar de algo, sobre o quê seria?". Simples! Mãe de cachorro também é Mãe. No início só fiz a conta no Blogger e larguei parada. Depois um anjinho veio no ouvido dizer "Vai lá, escreve sobre quem você ama, escreve.", hehe.
Quais temas você considera de maior importância em termos de educação/conscientização da relação homem/animal? Por quê?
Ana - Em primeiro lugar disparado, o respeito! Vejo que as pessoas não respeitam sequer a elas mesmas, ao próximo, quem dirá aos animais! Sem respeito não há civilidade, não há vida em sociedade, há alienação e fundamentalismo. O blog começou como uma brincadeira, depois foi virando o que é hoje, uma obsessão minha por educação, hehe. Além de ter se tornado também em um local onde as pessoas muitas vezes encontram o que gostariam de expressar, mas que não conseguiram. Então usam meus textos e os assuntos que trago pro blog para muitas vezes até mandar pra própria família e exigir respeito por seus sentimentos com relação aos animais. Sei disso porque as pessoas me escrevem contando.
Depois do respeito, seja à opinião alheia que é diferente da minha, seja ao direito de um animal ser bem tratado etc., acho que as noções de guarda responsável são as mais urgentes. E aqui entram cuidados com alimentação, higiene, castração, saúde etc. Fico apavorada em ver o quanto muitas pessoas não refletem, não pensam, não estudam. Vão botando animais (e filhos!) em suas vidas sem entender do que eles realmente precisam. Entopem de banhos, roupas, perfumes e futilidades e muitas vezes não sabem nem que cachorro troca os dentes!
E quais temas são os mais difícies de lidar? Por qual(is) motivo(s)?
Ana - Sem dúvida são muito urgentes, mas ainda desconhecidos em nossa cultura brasileira, não rotineiros. Até porque falo, dou o alerta, estudo, recomendo fontes de pesquisa, mas não sou veterinária, não sou adestradora, sou apenas uma mãe de cachorro! Então vejo que por mais fundamental que seja o assunto para o bem-estar dos animais, as pessoas ficam receosas. Não percebem que justamente pelo fato de eu não lucrar nada é que mereço um mínimo de crédito. Por exemplo, a questão do excesso de vacinas aplicadas em nossos cães e gatos é real, urgente e os está literalmente adoecendo e matando. Mas embora largamente discutido em países da Europa, nos EUA e Canadá, este tema é desconhecido inclusive pela maioria dos veterinários brasileiros, demonstrando uma imensa falta de atualização por parte deles. Daí vou lá e compro livros, estudo, pesquiso, converso com veterinários que já atentaram para o assunto e corro a divulgar no blog, a contar para as amigas. Mas a pessoa vai no veterinário e é lógico que ele, seja por não saber nada sobre os perigos da vacinação em excesso, seja por só querer lucrar e fim de papo, diz que não é bem assim. E a pessoa, que não estudou tudo que recomendei, que não aprendeu a pensar com sua própria cabeça, faz o quê? Entope o bichinho de vacina... Educação é tudo, mas as pessoas precisam estar abertas a ela...
![]() |
Ana e Tiago Ferigoli, do excelente projeto "VIRA-LATAS – Os verdadeiros cães de raça", promovendo o calendário "Celebridade Vira-Lata", uma iniciativa também muito legal! |
Que Estado brasileiro você considera o mais "avançado" em termos de proteção animal?
Ana - Não me sinto em condições de responder por um motivo bem simples, não sei o que todos os Estados estão aprontando neste assunto, então como compará-los? Por cima, pelo que sei, leio, ouço e vejo, diria que não há Estados e sim municípios já cuidando melhor dos animais.
Você tem notado uma maior preocupação do poder público no que diz respeito a políticas públicas visando a proteção animal? O que acha do trabalho dos CCZ´s?
Ana - Tenho sim. Lá no Mãe de Cachorro tem uma barra de notícias que fica passando links alternados sobre temas que escolhi e vejo cada vez mais matérias sobre iniciativas públicas de doação e castração gratuita de cães e gatos. É difícil falar dos CCZs porque antes de mais nada, no meu ponto de vista, eles jamais deveriam ser abrigos. Deveria existir um outro órgão em todas as prefeituras para cuidar de questões de bem-estar animal. CCZ cuidaria exatamente do que trata o nome "Controle de Zoonoses", não de recolher, castrar e doar animais. Acho que está havendo uma confusão que temo não ser muito proveitosa para os próprios peludos no fim das contas até porque temos visto maus-tratos e mortes em CCZs em maior número do que exemplos de boas doações e bem-estar animal. E a lógica do 'controle de zoonoses", querendo ou não, abre precedentes para o extermínio de animais. Mas acho que os CCZs e prefeituras deveriam encarar a luta contra a superpopulação de animais de rua e o abandono como dois dos maiores propagadores de doenças, não os animais em si.
Por outro lado, você tem percebido que as pessoas, atualmente, estão refletindo um pouco mais sobre temas como "posse responsável", "castração" e "abandono de animais"?
Ana - Sem dúvida. É um caminho longo demais a ser percorrido, mas já há uma mudança perceptível. Querendo ou não, as ações de castrar e adotar até estão na moda. Só precisam estar mais ainda, hehe! No que diz respeito ao abandono, creio que só a educação resolverá realmente porque vivemos no país da impunidade, então as leis não têm o efeito esperado. Mas é algo que creio que sempre existirá porque está ligado à maldade humana, que é ilimitada, infelizmente... Mas políticas públicas de castração também ajudam muito porque a maioria dos abandonos é de ninhadas indesejadas e de cadelas prenhes. Também é urgente que ONGs e protetores jamais doem sem castrar!
O "Mãe de Cachorro" tem mais de 900 seguidores. Imagina-se, com isso, o alcance de tudo que é publicado ali. Que critérios você adota para definir o que publicará, diante da enorme gama de posicionamentos, novidades, etc, envolvendo animais de estimação?
Ana - Vixi, Cássia, na verdade são mais de 900 seguidores do Blogger, mais de 2.000 pessoas só na comunidade no Orkut, mais de 1.000 assinaturas de recebimento de posts por e-mail, mais de 700 seguidores no Twitter, perfil lotado no Orkut, quase 2 mil pessoas ligadas ao blog no Facebook (através do perfil, da página e do grupo), mais os leitores do jornal onde tenho a coluna semanal etc. É tanta gente que nem conto, você foi que me fez parar pra pensar nisso, hehe. Mas sei que tenho números expressivos ligados ao blog e eles me fazem lembrar da responsabilidade que tenho em mãos. Para decidir os assuntos uso vários critérios... Antes de mais nada, foquei apenas em cães e gatos. Recebo fotos e mais fotos consideradas "fofas" de animais em situações com as quais não concordo, por exemplo, então não publico. Notícias que já têm grande repercussão e que serei apenas mais uma a publicar, bem como as que são desgraça pura e que não acrescentarão nada e nem poderão ser modificadas por algo que eu ou meus leitores façam, também têm ficado de fora. Gosto muito de postar sobre coisas que descubro estudando ou no dia-a-dia e que me fazem pensar "Preciso contar no Mãe de Cachorro", mas não tenho tido tempo pra esse tipo de post, muito mais trabalhoso. Também há os posts de blogs que sigo e que considero imperdíveis, então vão para o MDC com rasgados elogios, hehe. E, lógico, os assuntos que os leitores sugerem! Acho importantíssimo citar as fontes e contar, inclusive, como cheguei nos assuntos quando é o caso. Assim ajudo a divulgar outros trabalhos que merecem tanto ou até mais crédito do que o meu e que muitas vezes não alcançaram tanta visibilidade ainda.
É possível imaginar quantos contatos você recebe por dia, sobre os mais diversos temas. Além disso, há todo o trabalho de garimpar, escolher, analisar e redigir os temas que serão objeto dos inúmeros posts que você publica diariamente. E também analisar os comentários acerca destes posts. Conte um pouco sobre a dinâmica de seu dia a dia em relação ao blog: quantas horas você dispende para o "Mãe de Cachorro"?
Ana - Meu anjo, são 2:54 da manhã. Isso te responde? Meu dia é Mãe de Cachorro, minha noite é Mãe de Cachorro. É mais fácil eu responder quantas horas eu dispenso pra minha vida pessoal, hehe. Não tem sábado, domingo, feriado, férias ou viagem que me deixe longe de tudo que envolve o blog. Posso até não postar algum dia, mas com certeza terei respondido e-mails, atualizado Facebook, Orkut, Twitter etc. E não faço nada disso achando que estou fazendo demais ou muito menos que mereça mérito, faço porque decidi, porque quero. Acredito no que faço e na diferença que meu trabalho tem na vida de incontáveis pessoas e animais, mas antes de mais nada, na minha vida! Por conta do blog, vivo em constante aprendizado e tenho crescido muito como pessoa. São tantas as lições...
Qual a situação mais inusitada já vivenciada por você, que tenha se originado do blog?
Ana - Nossa... São várias! Há um tempo participei de um evento de doação de animais e lá pelas tantas estava conversando com uma senhora e uma amiga minha, que comentava que não me via mais nos eventos. Expliquei que naquele dia todos voltariam pra casa e iriam descansar, enquanto eu iria para o computador responder aos muitos e-mails que chegam inclusive em fins de semana e feriados, então tenho focado no trabalho que ninguém vê, que é este relacionamento direto e personalizado com o leitor em apuros e que me toma um tempo absurdo. É uma questão de foco. Nisso a senhora que estava junto vira pra mim e diz "Mas é você a Ana do Mãe de Cachorro? Nossa, você me ajudou muito com a sarna demodécica da minha cadela, me respondeu vários e-mails, até mandei fotos dela, lembra?". Pedi desculpas e fui sincera, "Não lembro, mas fico feliz em ter te ajudado, desculpa, mas é muita gente, não lembro mais nem do meu nome no fim do dia". A situação 'inusitada' mais recente, e que inclusive contei no blog, foi a da avó me escrevendo porque queria alugar um cão por três dias para divertir os netos que passariam férias com ela... Quando saio com as camisetas Mãe de Cachorro vez ou outra rola alguém latindo pra mim. O legal é que sair com uma camiseta do Mãe de Cachorro é quase o mesmo que sair com um peludo pra passear, com a vantagem de poder entrar em qualquer lugar com ela, hehe. Recebo sorrisos, as pessoas puxam papo, querem contar de seus animais etc. E sei que o mesmo acontece com as outras pessoas que as usam. Dá até pra arrumar namorado, hehe!
Há não muito tempo atrás, você enfrentou, em curto espaço de tempo, a perda de dois queridos filhos, comovendo bastante seus leitores. O blog lhe ajudou, de alguma forma, nesses momentos tão tristes e difíceis?
Ana - Olha, Cássia, desde que me entendo por gente, mesmo já tendo enfrentado diversas perdas de familiares e de amigos queridos, não consigo recordar um período em que eu tenha sofrido mais. Meu pai sempre falava "A tua mãe morreu e você não chorou tanto quanto soube da morte do Tóto" (que pra quem não sabe é o meu primeiro amor canino, meu irmão-cão). Agora o referencial mudou... Porque foram sofrimentos e aprendizados absurdos em um curto espaço de tempo. Em 31 de agosto de 2009 me despedi da minha amada Moira após uma luta brava contra o câncer ósseo. Depois, em 19 de dezembro, presenciei o inimaginável, o Sushi sendo morto na minha frente. Eu surtei completamente, passei simplesmente 12 horas ininterruptas chorando, fiquei 4 horas com o corpinho dele no meu colo e só o enterramos quando já não dava mais para esperar realmente. A morte do Sushi acabou com uma parte minha sem a menor sombra de dúvida e por vários motivos, entre eles por presenciar a dor imensa do meu marido, que nunca havia visto tão destruído em onze anos de relacionamento. Também foi absurdamente difícil contar do falecimento dele para um casal de amigos nossos por quem o Sushi tinha verdadeira adoração. Não só porque sei do amor que eles têm pelo Sushi, mas também porque minha amiga havia recém perdido a cunhada de maneira tão absurda e inesperada quanto a ida do Sushi. Ainda assim, tirei forças de onde não tinha para avisar meus leitores da minha ausência, recebi muitas manifestações de apoio e pesar, pessoas contando que o mesmo acidente havia acontecido com elas etc. Mas vi que a maldade e o sadismo humano habitam também os corações de quem diz amar os animais. Na pior hora da minha vida recebi demonstrações de fanatismo e falta de humanidade que me fizeram retirar do ar todos os posts que considerei que me expunham demais. Ter o Mãe de Cachorro em minha vida me trouxe presentes valiosos, incomodações impensáveis (tem muiiita xiita e gente fora da casinha neste mundo, credo!), mas, mais do que tudo, me trouxe e traz aprendizado. Sem exagero algum, o blog me faz uma pessoa melhor. Me ensinou a não julgar, a olhar todos os lados de uma questão apresentada, a tentar entender meus pares humanos, suas razões para agir e muito mais. Fora que o carinho de vocês é maravilhoso, ler que você se inspirou no Mãe de Cachorro para criar o teu blog, por exemplo, é algo impagável. Saber que o Jorge do Melhor Amigo do Homem retirou todos os anúncios de venda de animais do site dele depois de trocarmos e-mails também é outra benção. Tudo isso me dá forças para continuar e querer fazer muito mais apesar do lado ruim de ter um blog e de me expor tanto. Porque é como tenho repetido ultimamente, sem educação não há solução! E cada pessoa que aprende algo através do Mãe de Cachorro e repassa o que aprendeu é um elo a mais ajudando a trazer qualidade de vida e respeito aos nossos amados peludos e aos nossos irmãos humanos também. No fim das contas, é tudo pra eles (peludos), é tudo por eles, mas, como sempre, terminamos ganhando muito mais do que damos.
Obrigada pela entrevista, fiquei muito lisonjeada e parabéns pelo Para quem Gosta de Cachorros, está cada vez melhor! Beijo grande pra você, nossos leitores queridos e todos os peludos envolvidos! ;-)
Ana e Mag, uma SRD resgatada de colecionadora de animais
Ana, eu é quem devo agradecer pela entrevista, foi muito bom conhecer melhor você e seu trabalho!
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terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Por que castrar?
Apesar de não concordar com algumas metodologias utilizadas por Cesar Millan, o video abaixo, produzido pela "Millan Foundation", é digno de elogios e resume de forma muito poética como a castração ajuda a prevenir o abandono de peludos.
Todos os que tem contato com proteção animal sabem do grande número de ninhadas e fêmeas prenhes que são abandonados diariamente... Apesar de parecer algo inconcebível para todos os que gostam de cães, é, sim, uma prática muito comum. E uma forma bastante eficaz de evitar o abandono de tantos cães é a esterilização, que impede o nascimento de inúmeros filhotes cujo futuro se resumiria a muito sofrimento.O assunto é polêmico e me parece que por um motivo simples: as pessoas, em sua grande maioria, não refletem seriamente sobre as consequências de permitir a procriação indiscriminada de seus cães. Neste ponto, uma maior conscientização seria necessária para que o assunto passasse a ser tratado como algo primordial para proteção dos peludos.
Além de ser uma grande ajuda para evitar o abandono, a castração tem inúmeros benefícios de ordem comportamental, que merecem um post específico sobre o tema.
Você vai adotar um cão? Certifique-se de que ele já foi castrado.
Você vai comprar um cão? Se ele ainda não estiver castrado/esterilizado (se o criador for realmente sério e responsável, certamente terá esta preocupação antes de vender um filhote), tome providências neste sentido o quanto antes!
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Excelente post - qual a melhor raça para apartamento?
Li este texto n"O Blog de uma criadora que ama seus frenchies!" e achei de uma atualidade e utilidade incríveis! A Camilli, como sempre, descreve de forma bastante realista, sincera e competente, todos os prós e contras a serem avaliados quando alguém pensa em ter um cão como companheiro num apartamento.
Vale muito a pena ler! Clique aqui.
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domingo, 18 de julho de 2010
Convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse
Mais uma vez, estudos científicos demonstram o quanto o convívio com animais de estimação faz bem à saúde física e mental de pessoas de todas as idades...
Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades, após revisão de vários estudos sobre o tema, concluíram que a convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. É o que atesta uma matéria publicada na revista Mente e Cérebro:
A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.
Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.
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