domingo, 15 de agosto de 2010

Vídeo - Pit Bull e coelho

Adoro assistir cenas de boa convivência entre animais de espécies diferentes...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A importância do passeio



Muitas pessoas não dão a devida importância ao passeio com seus cães. Muitos acham que o cão não precisa sair, já que tem uma bela área na casa para se exercitar... Ou ainda, cães pequenos, que moram em apartamento, não precisariam tanto dar uma espiadela na rua, já que teriam bastante atividade em casa e, além disso, as patas e pelos voltariam sempre sujos... Muitos, mesmo levando os cães à rua, o fazem rapidamente, uma pequena "voltinha" no quarteirão, suficiente apenas para alívio das necessidades fisiológicas...

Mas o passeio, para o cão, vai muito além disso e as pessoas costumam não dar a devida atenção para esta necessidade. O cão é um animal social, que "enxerga" o mundo através do olfato. Sair à rua significa, portanto,  acesso a um mundo de cheiros que irá estimulá-lo mentalmente, evitando, assim, o tédio de uma vida confinada entre quatro paredes. Tente imaginar-se dentro de casa, sem nunca sair. Nada bom, não? Pois é, os cães também preferem uma vida mais interessante! Neste sentido, nunca é demais lembrar que é da natureza dos cães andar, cheirar, explorar o mundo.


Além disso, o cão que passeia geralmente encontra outros cães, o que permite que se torne cada vez mais socializado. Encontra também pessoas de todas as idades, crianças, famliariza-se com barulhos. Assim, o cão acostumado a passear certamente será um cão menos medroso em situações onde esteja cercado por barulhos de carros, buzinas, etc.

O passeio também auxilia o cão a gastar energia, tornando-o menos sedentário.  Ao passear, o cão  pratica atividade física, exercita-se, o que lhe traz muitos benefícios fisiológicos e evita a obesidade. Um cão que vive num quintal enorme certamente não se exercitará tanto quanto um que more em apartamento, mas que seja levado para um passeio todos os dias...

Finalmente, para garantir a segurança, é importante que o cão sempre seja levado na guia e acostume-se, através de treinos, a caminhar ao lado do dono, sem puxões que tornariam o que deveria ser legal em algo desagradável, tanto para o cão quanto para seu amigo humano... Além disso, respeitar os limites físicos do cão também é necessário, já que um cãozinho minúsculo certamente não aguentaria o pique de uma caminhada feita por um cão bem maior e mais ativo!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fábricas de Filhotes

Tenho falado bastante sobre características de raças caninas aqui no blog. O assunto me fascina, especialmente diante da enorme diversidade de raças que podemos encontrar atualmente.


Mas acho importante sempre destacar que, caso sua opção seja mesmo um cão de raça, primeiramente, é muito importante verificar se a escolhida adequa-se ao estilo de vida da família. Depois disso (que demanda muita pesquisa), FUJA de criadores de fundo de quintal ou das famigeradas "fábricas de filhotes"!


Identificá-los não é difícil: geralmente, não querem que você conheça o "canil", os filhotes são vendidos a "preços promocionais" e em pet shops ou "feirinhas".


Este assunto é polêmico e alguns podem questionar: mas não se tratam de cães, que podem ser lindos e felizes comigo? Sim, claro! Mas os pais podem viver em condições degradantes, sem higiene, exercícios, divertimentos, condenados a uma vida de confinamento e negligência, apenas para gerar filhotes e $$$$$$.


Quer entender um pouco mais sobre o que estou querendo dizer? Assista:







sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Raças - Maltês

Pequeno, pelagem toda branca, sedosa e muito macia ao toque, com olhos e focinho bem pretos... Essas características principais tornam o Maltês um lindo e muito apreciado cão de companhia!



ORIGEM ANTIGA

Apesar de muitos propagarem que a origem da raça deu-se na Ilha de Malta, na verdade, o mais correto é supor que tenha surgido no Egito. Numa tumba da época do Rei Ramsés II, foi encontrada uma estátua que retratava um pequeno Maltês. Por outro lado, na Ilha de Malta foi muito comercializado, vindo, justamente, do Egito.

TEMPERAMENTO

Trata-se de uma raça de temperamento vivo e alegre. Apesar do pequeno tamanho, tem energia suficiente para aguentar bastante atividade, razão pela qual deve ser acostumado desde cedo a passeios com o dono. Com o gasto certo de sua energia, históricos de muitos latidos costumam ser evitados, visto que o Maltês, muitas vezes, é bastante barulhento, não sendo indicado para pessoas que não apreciam cães ativos.

Por falar em dono, geralmente é muito apegado à pessoa que cuida dele, ou seja, costuma eleger um “especial” na casa, com o qual será bastante ligado. Mas isso não impede que tenha um bom convívio e bastante carinho para com todos da família.

Dentre as raças classificadas como de companhia, está entre as que mais gostam de um bom colo. Costuma aninhar-se num e ali ficar por bastante tempo, muitas vezes chegando mesmo a pedir para subir (nestas ocasiões, é importante não atender sempre e a todo o momento as vontades do pequeno cãozinho, para que uma personalidade “mimada” e irrequieta não surja daí...).


PEQUENO BRANQUINHO

As principais características identificadoras da raça são, em primeiro lugar, seu tamanho pequeno – pelo padrão da raça, deve pesar entre 3kg e 4kg. Sabe-se também de Malteses ainda menores, o que não é recomendado, pois, geralmente, são cãezinhos com saúde bastante frágil.

Outra característica marcante é a pelagem lisa e branca como neve. Se mantido sem corte, o pelo pode chegar ao chão! Assim, não é uma raça indicada para aqueles que não gostam ou não tem tempo de escovar seu amigo, atividade que é altamente recomendável. Por este motivo, inclusive, muitos donos costumam manter o pelo tosado.

E COM CRIANÇAS?

Como se trata de uma raça com bastante energia, o Maltês costuma se dar bem com crianças, envolvendo-se nas brincadeiras com bastante entusiasmo! Mas, considerando que é um cão pequeno, episódios de acidentes costumam ser comuns, oriundos de quedas e puxões mais bruscos, razão pela qual os jogos entre eles e as crianças devem ser sempre supervisionados (atitude sempre recomendada, seja qual for a raça e tamanho do cão).

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Resposta a comentário no blog - meu cão sentirá se for doado?

Recebi o comentário abaixo transcrito e achei interessante respondê-lo publicamente (evidentemente sem exposição da pessoa), de forma a incentivar uma reflexão sobre o assunto:

oi meu nome é ..........!
e estou muito inteciso pois tenho dois cachorros e minha mae quer que eu doo uma cachorra para a visinha
só que eu peguei ela coom 2 meses de vida será que ela vai sentir se eu der ela para a visinha? me responda o mais rapido possivel no twitter ou facebook ou orkut!
(...) por favor me responda se tiver resposta para a minha pergunta

Caro leitor, eu tenho uma resposta para sua pergunta, baseada em minhas convicções e vivência atual com cães. E minha resposta é: SIM, ELA VAI SENTIR! Não sei há quanto tempo esta cachorrinha está com você, nem tampouco o grau de afetividade que ela tem com as pessoas da casa. Mas cães, assim como nós, sentem as alterações de rotina em sua vida e precisam de tempo para adaptação a novos ambientes, convívio com novas pessoas e animais. E se ela é realmente apegada a alguém da casa, com certeza, sentirá bastante!


Também não há menção em seu comentário acerca do motivo que leva a sua mãe a querer doar a cadelinha. Trata-se de algum problema comportamental? Se sim, já procuraram informar-se sobre o problema ou procuraram ajuda especializada?

De qualquer forma, em algumas situações, a doação acaba sendo mesmo a melhor alternativa (até para o próprio cão), mas devemos sempre respeitar o período de adaptação deste à nova vida, procurando ambientá-lo da forma mais tranquila possível. Também é ideal que, se for realmente doada (aqui cabe frisar que a pessoa a recebê-la deverá ser responsável e amorosa com ela - cabe a vocês averiguar isso!), deve ser castrada antes, para que sejam evitadas crias indesejadas no futuro, como eu já andei falando aqui no blog.

De qualquer forma, sua pergunta leva, uma vez mais, à reflexão sobre posse responsável, já que, qualquer pessoa que deseje ter um cão como companheiro, deve estar ciente quanto às suas necessidades básicas e, principalmente, de que não se trata de um objeto que possa ser descartado quando não é mais interessante.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aniversário do blog!!

Hoje o "Para quem gosta de cachorros..." completa 01 ano! Foram doze meses de muito aprendizado, reflexões, novas amizades e uma vontade cada vez maior de continuar estudando, aprendendo e escrevendo sobre e para os cães queridos!

Pensei muito em como poderia comemorar a data e me veio à cabeça justamente a época em que comecei a pensar num blog... E devo confessar que o verdadeiro "estalo" surgiu após passar a acompanhar o "Mãe de Cachorro Também é Mãe", da Ana Corina.

O blog "Mãe de Cachorro" é um verdadeiro sucesso entre os "cachorreiros"! A forma como a Ana escreve, demonstra conhecimento e se posiciona sobre assuntos sérios, me deu muito ânimo para fazer algo semelhante. E eis que surgiu a ideia: nada mais justo que uma entrevista com a própria, para marcar esta data muito especial para mim e também divulgar o trabalho dela.

Assim, seguem as questões que a Ana gentilmente se dispôs a responder, de coração aberto! Conheçam mais sobre ela e seu importante trabalho de educação e conscientização acerca do bem estar que nossos amigos de quatro patas (e animais de estimação em geral) merecem:

"Mãe de Cachorro Também é Mãe". Quem acompanha o blog sabe de sua convicção quanto ao afeto e cuidados que podem ser dispensados também (e de forma intensa) a um animal de estimação, independentemente do dono ter ou não filhos. De qualquer forma, você já foi criticada em razão da comparação com a maternidade humana?

Ana - Várias vezes, inclusive pelo meu pai, pelo meu irmão... É aquela coisa, falam brincando, mas o preconceito e a crítica estão lá.

Mãe de cachorro também é mãe é uma frase minha, que tem a ver com a minha história de vida, é a resposta que uso quando alguém pergunta "Mas você não quer ser mãe?". Só que ao fazer o blog vi que há um universo bastante grande de pessoas que pensam como eu, é uma frase delas também.

Tenho cães em minha vida não porque não desejo ter filhos. Tenho cães porque desde que me entendo por gente sou absolutamente apaixonada por eles e ponto. Não consigo imaginar minha vida sem um cão.

Acho patético ver a dificuldade de aceitação do ser humano. Só porque a maioria das pessoas quer ter filhos eu não tenho o direito de não ter este desejo? Não comparo crianças com cães, não faço competição entre eles e acho errado humanizar os animais e tratá-los como pessoas. Mas ao mesmo tempo o fato de bichos não serem "gente" não quer dizer que não tenham direitos e necessidades. Na verdade, quem faz a comparação não sou eu, são as pessoas que são tão tacanhas a ponto de se incomodar com uma brincadeira, uma frase. Fico impressionada como o ser humano deixa-se afetar por tudo, principalmente por besteiras. É muita falta de inteligência e controle emocional pra minha cabeça!!

Atualmente, seu foco na educação/conscientização das pessoas em geral, no que diz respeito aos animais, é nítida. Quando iniciou o blog, já tinha isto em mente? Ou foi algo que surgiu naturalmente?

Ana - Nada!! As coisas formam acontecendo. Sempre fui "cachorreira". Era aquela criança que vê um cão na rua e vai abraçar, dar carinho, comida, água, mas fiz o blog totalmente sem querer. Queria muito deixar um recado no blog de uma amiga que estava no exterior, o que só era possível tendo conta no Blogger. Então criei uma às pressas, porque era uma brincadeira nossa que eu seria a primeira a comentar, e na hora de criar o tal blog tive que parar para criar um nome e pensei "Mas se eu fosse falar de algo, sobre o quê seria?". Simples! Mãe de cachorro também é Mãe. No início só fiz a conta no Blogger e larguei parada. Depois um anjinho veio no ouvido dizer "Vai lá, escreve sobre quem você ama, escreve.", hehe.

Quais temas você considera de maior importância em termos de educação/conscientização da relação homem/animal? Por quê?

Ana - Em primeiro lugar disparado, o respeito! Vejo que as pessoas não respeitam sequer a elas mesmas, ao próximo, quem dirá aos animais! Sem respeito não há civilidade, não há vida em sociedade, há alienação e fundamentalismo. O blog começou como uma brincadeira, depois foi virando o que é hoje, uma obsessão minha por educação, hehe. Além de ter se tornado também em um local onde as pessoas muitas vezes encontram o que gostariam de expressar, mas que não conseguiram. Então usam meus textos e os assuntos que trago pro blog para muitas vezes até mandar pra própria família e exigir respeito por seus sentimentos com relação aos animais. Sei disso porque as pessoas me escrevem contando.

Depois do respeito, seja à opinião alheia que é diferente da minha, seja ao direito de um animal ser bem tratado etc., acho que as noções de guarda responsável são as mais urgentes. E aqui entram cuidados com alimentação, higiene, castração, saúde etc. Fico apavorada em ver o quanto muitas pessoas não refletem, não pensam, não estudam. Vão botando animais (e filhos!) em suas vidas sem entender do que eles realmente precisam. Entopem de banhos, roupas, perfumes e futilidades e muitas vezes não sabem nem que cachorro troca os dentes!

E quais temas são os mais difícies de lidar? Por qual(is) motivo(s)?

Ana - Sem dúvida são muito urgentes, mas ainda desconhecidos em nossa cultura brasileira, não rotineiros. Até porque falo, dou o alerta, estudo, recomendo fontes de pesquisa, mas não sou veterinária, não sou adestradora, sou apenas uma mãe de cachorro! Então vejo que por mais fundamental que seja o assunto para o bem-estar dos animais, as pessoas ficam receosas. Não percebem que justamente pelo fato de eu não lucrar nada é que mereço um mínimo de crédito. Por exemplo, a questão do excesso de vacinas aplicadas em nossos cães e gatos é real, urgente e os está literalmente adoecendo e matando. Mas embora largamente discutido em países da Europa, nos EUA e Canadá, este tema é desconhecido inclusive pela maioria dos veterinários brasileiros, demonstrando uma imensa falta de atualização por parte deles. Daí vou lá e compro livros, estudo, pesquiso, converso com veterinários que já atentaram para o assunto e corro a divulgar no blog, a contar para as amigas. Mas a pessoa vai no veterinário e é lógico que ele, seja por não saber nada sobre os perigos da vacinação em excesso, seja por só querer lucrar e fim de papo, diz que não é bem assim. E a pessoa, que não estudou tudo que recomendei, que não aprendeu a pensar com sua própria cabeça, faz o quê? Entope o bichinho de vacina... Educação é tudo, mas as pessoas precisam estar abertas a ela...


Ana e Tiago Ferigoli, do excelente projeto "VIRA-LATAS – Os verdadeiros cães de raça", promovendo o calendário "Celebridade Vira-Lata", uma iniciativa também muito legal!

Que Estado brasileiro você considera o mais "avançado" em termos de proteção animal?

Ana - Não me sinto em condições de responder por um motivo bem simples, não sei o que todos os Estados estão aprontando neste assunto, então como compará-los? Por cima, pelo que sei, leio, ouço e vejo, diria que não há Estados e sim municípios já cuidando melhor dos animais.

Você tem notado uma maior preocupação do poder público no que diz respeito a políticas públicas visando a proteção animal? O que acha do trabalho dos CCZ´s?

Ana -  Tenho sim. Lá no Mãe de Cachorro tem uma barra de notícias que fica passando links alternados sobre temas que escolhi e vejo cada vez mais matérias sobre iniciativas públicas de doação e castração gratuita de cães e gatos. É difícil falar dos CCZs porque antes de mais nada, no meu ponto de vista, eles jamais deveriam ser abrigos. Deveria existir um outro órgão em todas as prefeituras para cuidar de questões de bem-estar animal. CCZ cuidaria exatamente do que trata o nome "Controle de Zoonoses", não de recolher, castrar e doar animais. Acho que está havendo uma confusão que temo não ser muito proveitosa para os próprios peludos no fim das contas até porque temos visto maus-tratos e mortes em CCZs em maior número do que exemplos de boas doações e bem-estar animal. E a lógica do 'controle de zoonoses", querendo ou não, abre precedentes para o extermínio de animais. Mas acho que os CCZs e prefeituras deveriam encarar a luta contra a superpopulação de animais de rua e o abandono como dois dos maiores propagadores de doenças, não os animais em si.

Por outro lado, você tem percebido que as pessoas, atualmente, estão refletindo um pouco mais sobre temas como "posse responsável", "castração" e "abandono de animais"?

Ana -  Sem dúvida. É um caminho longo demais a ser percorrido, mas já há uma mudança perceptível. Querendo ou não, as ações de castrar e adotar até estão na moda. Só precisam estar mais ainda, hehe! No que diz respeito ao abandono, creio que só a educação resolverá realmente porque vivemos no país da impunidade, então as leis não têm o efeito esperado. Mas é algo que creio que sempre existirá porque está ligado à maldade humana, que é ilimitada, infelizmente... Mas políticas públicas de castração também ajudam muito porque a maioria dos abandonos é de ninhadas indesejadas e de cadelas prenhes. Também é urgente que ONGs e protetores jamais doem sem castrar!

O "Mãe de Cachorro" tem mais de 900 seguidores. Imagina-se, com isso, o alcance de tudo que é publicado ali. Que critérios você adota para definir o que publicará, diante da enorme gama de posicionamentos, novidades, etc, envolvendo animais de estimação?

Ana -  Vixi, Cássia, na verdade são mais de 900 seguidores do Blogger, mais de 2.000 pessoas só na comunidade no Orkut, mais de 1.000 assinaturas de recebimento de posts por e-mail, mais de 700 seguidores no Twitter, perfil lotado no Orkut, quase 2 mil pessoas ligadas ao blog no Facebook (através do perfil, da página e do grupo), mais os leitores do jornal onde tenho a coluna semanal etc. É tanta gente que nem conto, você foi que me fez parar pra pensar nisso, hehe. Mas sei que tenho números expressivos ligados ao blog e eles me fazem lembrar da responsabilidade que tenho em mãos. Para decidir os assuntos uso vários critérios... Antes de mais nada, foquei apenas em cães e gatos. Recebo fotos e mais fotos consideradas "fofas" de animais em situações com as quais não concordo, por exemplo, então não publico. Notícias que já têm grande repercussão e que serei apenas mais uma a publicar, bem como as que são desgraça pura e que não acrescentarão nada e nem poderão ser modificadas por algo que eu ou meus leitores façam, também têm ficado de fora. Gosto muito de postar sobre coisas que descubro estudando ou no dia-a-dia e que me fazem pensar "Preciso contar no Mãe de Cachorro", mas não tenho tido tempo pra esse tipo de post, muito mais trabalhoso. Também há os posts de blogs que sigo e que considero imperdíveis, então vão para o MDC com rasgados elogios, hehe. E, lógico, os assuntos que os leitores sugerem! Acho importantíssimo citar as fontes e contar, inclusive, como cheguei nos assuntos quando é o caso. Assim ajudo a divulgar outros trabalhos que merecem tanto ou até mais crédito do que o meu e que muitas vezes não alcançaram tanta visibilidade ainda.

É possível imaginar quantos contatos você recebe por dia, sobre os mais diversos temas. Além disso, há todo o trabalho de garimpar, escolher, analisar e redigir os temas que serão objeto dos inúmeros posts que você publica diariamente. E também analisar os comentários acerca destes posts. Conte um pouco sobre a dinâmica de seu dia a dia em relação ao blog: quantas horas você dispende para o "Mãe de Cachorro"?

Ana - Meu anjo, são 2:54 da manhã. Isso te responde? Meu dia é Mãe de Cachorro, minha noite é Mãe de Cachorro. É mais fácil eu responder quantas horas eu dispenso pra minha vida pessoal, hehe. Não tem sábado, domingo, feriado, férias ou viagem que me deixe longe de tudo que envolve o blog. Posso até não postar algum dia, mas com certeza terei respondido e-mails, atualizado Facebook, Orkut, Twitter etc. E não faço nada disso achando que estou fazendo demais ou muito menos que mereça mérito, faço porque decidi, porque quero. Acredito no que faço e na diferença que meu trabalho tem na vida de incontáveis pessoas e animais, mas antes de mais nada, na minha vida! Por conta do blog, vivo em constante aprendizado e tenho crescido muito como pessoa. São tantas as lições...

Qual a situação mais inusitada já vivenciada por você, que tenha se originado do blog?

Ana - Nossa... São várias! Há um tempo participei de um evento de doação de animais e lá pelas tantas estava conversando com uma senhora e uma amiga minha, que comentava que não me via mais nos eventos. Expliquei que naquele dia todos voltariam pra casa e iriam descansar, enquanto eu iria para o computador responder aos muitos e-mails que chegam inclusive em fins de semana e feriados, então tenho focado no trabalho que ninguém vê, que é este relacionamento direto e personalizado com o leitor em apuros e que me toma um tempo absurdo. É uma questão de foco. Nisso a senhora que estava junto vira pra mim e diz "Mas é você a Ana do Mãe de Cachorro? Nossa, você me ajudou muito com a sarna demodécica da minha cadela, me respondeu vários e-mails, até mandei fotos dela, lembra?". Pedi desculpas e fui sincera, "Não lembro, mas fico feliz em ter te ajudado, desculpa, mas é muita gente, não lembro mais nem do meu nome no fim do dia". A situação 'inusitada' mais recente, e que inclusive contei no blog, foi a da avó me escrevendo porque queria alugar um cão por três dias para divertir os netos que passariam férias com ela... Quando saio com as camisetas Mãe de Cachorro vez ou outra rola alguém latindo pra mim. O legal é que sair com uma camiseta do Mãe de Cachorro é quase o mesmo que sair com um peludo pra passear, com a vantagem de poder entrar em qualquer lugar com ela, hehe. Recebo sorrisos, as pessoas puxam papo, querem contar de seus animais etc. E sei que o mesmo acontece com as outras pessoas que as usam. Dá até pra arrumar namorado, hehe!

Há não muito tempo atrás, você enfrentou, em curto espaço de tempo, a perda de dois queridos filhos, comovendo bastante seus leitores. O blog lhe ajudou, de alguma forma, nesses momentos tão tristes e difíceis?

Ana - Olha, Cássia, desde que me entendo por gente, mesmo já tendo enfrentado diversas perdas de familiares e de amigos queridos, não consigo recordar um período em que eu tenha sofrido mais. Meu pai sempre falava "A tua mãe morreu e você não chorou tanto quanto soube da morte do Tóto" (que pra quem não sabe é o meu primeiro amor canino, meu irmão-cão). Agora o referencial mudou... Porque foram sofrimentos e aprendizados absurdos em um curto espaço de tempo. Em 31 de agosto de 2009 me despedi da minha amada Moira após uma luta brava contra o câncer ósseo. Depois, em 19 de dezembro, presenciei o inimaginável, o Sushi sendo morto na minha frente. Eu surtei completamente, passei simplesmente 12 horas ininterruptas chorando, fiquei 4 horas com o corpinho dele no meu colo e só o enterramos quando já não dava mais para esperar realmente. A morte do Sushi acabou com uma parte minha sem a menor sombra de dúvida e por vários motivos, entre eles por presenciar a dor imensa do meu marido, que nunca havia visto tão destruído em onze anos de relacionamento. Também foi absurdamente difícil contar do falecimento dele para um casal de amigos nossos por quem o Sushi tinha verdadeira adoração. Não só porque sei do amor que eles têm pelo Sushi, mas também porque minha amiga havia recém perdido a cunhada de maneira tão absurda e inesperada quanto a ida do Sushi. Ainda assim, tirei forças de onde não tinha para avisar meus leitores da minha ausência, recebi muitas manifestações de apoio e pesar, pessoas contando que o mesmo acidente havia acontecido com elas etc. Mas vi que a maldade e o sadismo humano habitam também os corações de quem diz amar os animais. Na pior hora da minha vida recebi demonstrações de fanatismo e falta de humanidade que me fizeram retirar do ar todos os posts que considerei que me expunham demais. Ter o Mãe de Cachorro em minha vida me trouxe presentes valiosos, incomodações impensáveis (tem muiiita xiita e gente fora da casinha neste mundo, credo!), mas, mais do que tudo, me trouxe e traz aprendizado. Sem exagero algum, o blog me faz uma pessoa melhor. Me ensinou a não julgar, a olhar todos os lados de uma questão apresentada, a tentar entender meus pares humanos, suas razões para agir e muito mais. Fora que o carinho de vocês é maravilhoso, ler que você se inspirou no Mãe de Cachorro para criar o teu blog, por exemplo, é algo impagável. Saber que o Jorge do Melhor Amigo do Homem retirou todos os anúncios de venda de animais do site dele depois de trocarmos e-mails também é outra benção. Tudo isso me dá forças para continuar e querer fazer muito mais apesar do lado ruim de ter um blog e de me expor tanto. Porque é como tenho repetido ultimamente, sem educação não há solução! E cada pessoa que aprende algo através do Mãe de Cachorro e repassa o que aprendeu é um elo a mais ajudando a trazer qualidade de vida e respeito aos nossos amados peludos e aos nossos irmãos humanos também. No fim das contas, é tudo pra eles (peludos), é tudo por eles, mas, como sempre, terminamos ganhando muito mais do que damos.

Obrigada pela entrevista, fiquei muito lisonjeada e parabéns pelo Para quem Gosta de Cachorros, está cada vez melhor! Beijo grande pra você, nossos leitores queridos e todos os peludos envolvidos! ;-)


Ana e Mag, uma SRD resgatada de colecionadora de animais

Ana, eu é quem devo agradecer pela entrevista, foi muito bom conhecer melhor você e seu trabalho!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vídeo - bebê e cão - divertidíssimo!




Mais um vídeo que mostra a delícia que pode vir a ser a convivência entre um bebê e um peludo!



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Por que castrar?

Apesar de não concordar com algumas metodologias utilizadas por Cesar Millan, o video abaixo, produzido pela "Millan Foundation", é digno de elogios e resume de forma muito poética como a castração ajuda a prevenir o abandono de peludos.

Todos os que tem contato com proteção animal sabem do grande número de ninhadas e fêmeas prenhes que são abandonados diariamente... Apesar de parecer algo inconcebível para todos os que gostam de cães, é, sim, uma prática muito comum. E uma forma bastante eficaz de evitar o abandono de tantos cães é a esterilização, que impede o nascimento de inúmeros filhotes cujo futuro se resumiria a muito sofrimento.

O assunto é polêmico e me parece que por um motivo simples: as pessoas, em sua grande maioria, não refletem seriamente sobre as consequências de permitir a procriação indiscriminada de seus cães.  Neste ponto, uma maior conscientização seria necessária para que o assunto passasse a ser tratado como algo primordial para proteção dos peludos.

Além de ser uma grande ajuda para evitar o abandono, a castração tem inúmeros benefícios de ordem comportamental, que merecem um post específico sobre o tema.

Você vai adotar um cão? Certifique-se de que ele já foi castrado.

Você vai comprar um cão? Se ele ainda não estiver castrado/esterilizado (se o criador for realmente sério e responsável, certamente terá esta preocupação antes de vender um filhote), tome providências neste sentido o quanto antes!



terça-feira, 20 de julho de 2010

Excelente post - qual a melhor raça para apartamento?

Li este texto n"O Blog de uma criadora que ama seus frenchies!" e achei de uma atualidade e utilidade incríveis! A Camilli, como sempre, descreve de forma bastante realista, sincera e competente, todos os prós e contras a serem avaliados quando alguém pensa em ter um cão como companheiro num apartamento.  

Vale muito a pena ler! Clique aqui.

domingo, 18 de julho de 2010

Convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse

Mais uma vez, estudos científicos demonstram o quanto o convívio com animais de estimação faz bem à saúde física e mental de pessoas de todas as idades...



Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades, após revisão de vários estudos sobre o tema, concluíram que a convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. É o que atesta uma matéria publicada na revista Mente e Cérebro:

A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vídeo - cães em "slow motion"

Os detalhes do video são fantásticos! As feições, os movimentos, a concentração, a nítida satisfação do Buldogue... Vale a pena!



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Raças - Rottweiler

Muito se tem ouvido falar sobre Rottweilers nos últimos dias, em razão do "caso do goleiro Bruno". Sem entrar em maiores detalhes desta história sórdida, onde a capacidade do ser humano para o mal fica evidente, passo a escrever sobre a raça e suas características.

ORIGEM

O Rottweiler é uma raça cuja origem remonta a Roma antiga, quando esses cães acompanhavam os soldados romanos. Seu desenvolvimento se deu, como a conhecemos hoje, na Alemanha, especialmente na cidade de Rottweil. Em razão de seu porte, logo passou também a ser utilizado como cão de guarda.

CARACTERÍSTICAS E TEMPERAMENTO

O Rottweiler é um cão extremamente corajoso, inteligente, robusto e determinado. Devido a seu grande tamanho (um macho adulto pode chegar a pesar mais 50 kg!), está entre as raças de guarda que mais impõem respeito, sem necessidade de um latido sequer – só o porte físico já é suficiente para espantar pessoas com más intenções!

Cães desta raça são extremamente devotados aos donos, mas, apesar de serem bastante auto-confiantes (o que poderia pressupor uma facilidade para aguentar momentos de solidão), necessitam muito do convívio próximo com a família.

Costumam ter a fama de cães ferozes e assassinos, mas o Rottweiler típico é tranquilo, equilibrado e obediente ao dono. Há inúmeros casos de Rotts extremamente dóceis e amorosos, apesar da má fama.


Uma característica marcante da raça diz respeito à forma como guardam seu território: não costumam latir para avisar o intruso acerca de sua presença. Muito pelo contrário: costumam ficar a espreita, observando o “invasor” e só agem no momento certo.

Um tanto quanto desconfiados, muitas vezes não se animam a fazer amizade com estranhos. Seu instinto de proteção em relação ao dono é muito aguçado, por isso, é recomendável que seja adestrado desde filhote, para que atenda comandos mesmo em situações que, para ele, poderiam significar perigo.

Falando em adestramento, a inteligência da raça o torna um cão que aprende rapidamente, o que é ótimo, pois necessitam de liderança e disciplina, já que tem a tendência para apresentar alto nível de dominância e territorialidade.

PERIGO REAL?

O Rottweiler, em razão do porte, força e temperamento, não é cão para qualquer dono. Deve ser treinado com base no reforço positivo, para atender aos comandos do dono, tornando-se, assim, um companheiro devotado e fiel.

A potência de sua mordedura pode gerar lesões graves e, por isso, acidentes acabam sendo amplamente noticiados. Mas a agressividade sem motivo não é característica dos Rottweilers, podendo se tratar de um desvio genético ou mesmo ser fruto de atitudes erradas do próprio dono.

Assim, cabe aqui a reflexão: qualquer juízo de valor feito com base em notícias e/ou mitos divulgados sobre raças caninas com má fama deve ser avaliado com critério, pois muitos são os fatores a serem considerados em cada caso. Bom senso: esta, sempre, deve ser a regra. Ou pelo menos, deveria ser.


* Texto também publicado no blog do Dr. Pet

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vídeo interessante - exemplo a ser seguido, vindo da África do Sul!



A praia de Hout Bay, na Cidade do Cabo, África do Sul, deve ser uma delícia para aqueles que adoram cães! O mais interessante é notar que, nesta praia, são proibidos som, bebidas (ou seja, a famosa "farofa" não ocorre nunca, que delícia!), mas a frequência dos usuários com seus cães é permitida! Mas e a "caca" dos peludos? Vejam que exemplo de preservação do meio ambiente:




terça-feira, 6 de julho de 2010

Comportamento canino - agressividade III - a raça influencia?

É impossível refletir sobre agressividade canina sem que nos venham à mente as chamadas “raças assassinas”: Rottweilers, Pit Bulls, Starfordshire Terriers, Filas Brasileiros, dentre outras...

Mas até que ponto pode-se realmente afirmar que um cão representará risco apenas por pertencer a determinada raça?

Antes de qualquer coisa, é importante mencionar que reações agressivas em geral são normais entre os cães, já que, muitas vezes, trata-se da forma como eles resolvem determinados problemas sem que tal resulte, necessariamente, em perigo ou numa condição patológica.

Um exemplo: uma pessoa está com seu cão num parque e outro amigo de quatro patas, muito mais efusivo, se aproxima, pula, cheira, dá pequenas mordiscadas, até que o cão mais tranquilo dá seu aviso de “chega para lá”, rosnando e se projetando para frente. Qualquer um que tenha cão certamente já se deparou com uma situação semelhante a esta. E como o cão que estava sendo “importunado” resolveu a situação? Demonstrando agressividade. Isto, por si só, o torna um cão perigoso? De forma alguma.

A questão principal é verificar se a reação agressiva deve ser interpretada como normal ou anormal. Cães que apresentam reação agressiva normal o fazem em circunstâncias que a justificam, mas são capazes de inibi-la. Já cachorros que apresentam comportamento agressivo anormal percebem ameaças onde elas não existem e tem muito mais dificuldade em modificar suas respostas a este suposto perigo. Para estes, a assistência de um especialista em comportamento animal torna-se essencial.

Além disso, o comportamento agressivo pode ser influenciado pela genética, experiência ou uma combinação das duas situações (como é mais provável).

Feitas essas considerações, voltemos às raças. Realmente, há algumas raças predispostas a certos tipos de agressividade, como cães de guarda, que podem ter tendência a agressão territorial. Mas é muito importante destacar que cães de qualquer raça podem demonstrar agressividade! “Rótulos” baseados unicamente na raça do cão costumam gerar mitos que sobrevivem como verdades absolutas!

Postei recentemente um vídeo que mostra um lindo e gigante Fila Brasileiro, absolutamente dócil e submisso a uma criança bem pequena...

Aqui, o lindo Krueger, um Rottweiler que vive com seus donos, Carol e Régis e é um dos cães mais dóceis que já conheci:

Krueger e Nemo - convivência pacífica

Enorme, mas extremamente meigo!

Sim, é possível! Não é montagem!

Evidentemente que há relatos de agressão dirigida a pessoas e outros animais, perpetradas por cães de guarda, assim como acontece rotineiramente com cães de companhia. Mas, evidentemente, a gravidade de um acidente com cães grandes e fortes acaba sendo o combustível para muitos discursos vazios e inflamados...

Se a pessoa tem um cão grande, forte, com acentuado temperamento de guarda, deve tomar todas as cautelas necessárias para que a convivência seja pacífica, em todos os âmbitos. Caso não pense assim, não deveria ter qualquer cão como companheiro.

Assim, antes de catalogar um cão como agressivo e perigoso apenas pela raça, importante analisar seu temperamento, o meio em que vive, como é tratado pelas pessoas e as situações em que eventualmente se mostra agressivo.

P.S. – este texto estava pronto desde ontem. E hoje, ao revisá-lo, me deparei com este vídeo no Mãe de Cachorro. Mexeu profundamente comigo... E, em pouco mais de 3 minutos, resume de forma maravilhosa todo o conteúdo acima:


 
Fonte de Pesquisa: "Comportamento Canino e Felino", Debra f. Horwitz e Jacqueline c. Neilson
Fotos: Carol Martins (obrigada, querida!)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cães de trabalho - faro canino detecta doenças e alterações no corpo humano

A querida amiga Virgínia me enviou essa reportagem da Folha que trata de um tema fascinante: como as habilidades dos cães podem até salvar vidas humanas.

Para estes casos, os cães são treinados para avisar quando o odor exalado pelas pessoas se altera em razão de enfermidades, como a diabetes tipo 1, da qual a menina citada na matéria é portadora.

Abaixo, a íntegra da reportagem:

30/06/2010-08h04
Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera

DA BBC BRASIL

Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."

Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.

O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Alerta precioso

"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.

"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."

A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.  "Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire.

"Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."
 
Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.