Mais uma vez, estudos científicos demonstram o quanto o convívio com animais de estimação faz bem à saúde física e mental de pessoas de todas as idades...
Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades, após revisão de vários estudos sobre o tema, concluíram que a convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. É o que atesta uma matéria publicada na revista Mente e Cérebro:
A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.
Muito se tem ouvido falar sobre Rottweilers nos últimos dias, em razão do "caso do goleiro Bruno". Sem entrar em maiores detalhes desta história sórdida, onde a capacidade do ser humano para o mal fica evidente, passo a escrever sobre a raça e suas características.
ORIGEM
O Rottweiler é uma raça cuja origem remonta a Roma antiga, quando esses cães acompanhavam os soldados romanos. Seu desenvolvimento se deu, como a conhecemos hoje, na Alemanha, especialmente na cidade de Rottweil. Em razão de seu porte, logo passou também a ser utilizado como cão de guarda.
CARACTERÍSTICAS E TEMPERAMENTO
O Rottweiler é um cão extremamente corajoso, inteligente, robusto e determinado. Devido a seu grande tamanho (um macho adulto pode chegar a pesar mais 50 kg!), está entre as raças de guarda que mais impõem respeito, sem necessidade de um latido sequer – só o porte físico já é suficiente para espantar pessoas com más intenções!
Cães desta raça são extremamente devotados aos donos, mas, apesar de serem bastante auto-confiantes (o que poderia pressupor uma facilidade para aguentar momentos de solidão), necessitam muito do convívio próximo com a família.
Costumam ter a fama de cães ferozes e assassinos, mas o Rottweiler típico é tranquilo, equilibrado e obediente ao dono. Há inúmeros casos de Rotts extremamente dóceis e amorosos, apesar da má fama.
Uma característica marcante da raça diz respeito à forma como guardam seu território: não costumam latir para avisar o intruso acerca de sua presença. Muito pelo contrário: costumam ficar a espreita, observando o “invasor” e só agem no momento certo.
Um tanto quanto desconfiados, muitas vezes não se animam a fazer amizade com estranhos. Seu instinto de proteção em relação ao dono é muito aguçado, por isso, é recomendável que seja adestrado desde filhote, para que atenda comandos mesmo em situações que, para ele, poderiam significar perigo.
Falando em adestramento, a inteligência da raça o torna um cão que aprende rapidamente, o que é ótimo, pois necessitam de liderança e disciplina, já que tem a tendência para apresentar alto nível de dominância e territorialidade.
PERIGO REAL?
O Rottweiler, em razão do porte, força e temperamento, não é cão para qualquer dono. Deve ser treinado com base no reforço positivo, para atender aos comandos do dono, tornando-se, assim, um companheiro devotado e fiel.
A potência de sua mordedura pode gerar lesões graves e, por isso, acidentes acabam sendo amplamente noticiados. Mas a agressividade sem motivo não é característica dos Rottweilers, podendo se tratar de um desvio genético ou mesmo ser fruto de atitudes erradas do próprio dono.
Assim, cabe aqui a reflexão: qualquer juízo de valor feito com base em notícias e/ou mitos divulgados sobre raças caninas com má fama deve ser avaliado com critério, pois muitos são os fatores a serem considerados em cada caso. Bom senso: esta, sempre, deve ser a regra. Ou pelo menos, deveria ser.
A praia de Hout Bay, na Cidade do Cabo, África do Sul, deve ser uma delícia para aqueles que adoram cães! O mais interessante é notar que, nesta praia, são proibidos som, bebidas (ou seja, a famosa "farofa" não ocorre nunca, que delícia!), mas a frequência dos usuários com seus cães é permitida! Mas e a "caca" dos peludos? Vejam que exemplo de preservação do meio ambiente:
É impossível refletir sobre agressividade canina sem que nos venham à mente as chamadas “raças assassinas”: Rottweilers, Pit Bulls, Starfordshire Terriers, Filas Brasileiros, dentre outras...
Mas até que ponto pode-se realmente afirmar que um cão representará risco apenas por pertencer a determinada raça?
Antes de qualquer coisa, é importante mencionar que reações agressivas em geral são normais entre os cães, já que, muitas vezes, trata-se da forma como eles resolvem determinados problemas sem que tal resulte, necessariamente, em perigo ou numa condição patológica.
Um exemplo: uma pessoa está com seu cão num parque e outro amigo de quatro patas, muito mais efusivo, se aproxima, pula, cheira, dá pequenas mordiscadas, até que o cão mais tranquilo dá seu aviso de “chega para lá”, rosnando e se projetando para frente. Qualquer um que tenha cão certamente já se deparou com uma situação semelhante a esta. E como o cão que estava sendo “importunado” resolveu a situação? Demonstrando agressividade. Isto, por si só, o torna um cão perigoso? De forma alguma.
A questão principal é verificar se a reação agressiva deve ser interpretada como normal ou anormal. Cães que apresentam reação agressiva normal o fazem em circunstâncias que a justificam, mas são capazes de inibi-la. Já cachorros que apresentam comportamento agressivo anormal percebem ameaças onde elas não existem e tem muito mais dificuldade em modificar suas respostas a este suposto perigo. Para estes, a assistência de um especialista em comportamento animal torna-se essencial.
Além disso, o comportamento agressivo pode ser influenciado pela genética, experiência ou uma combinação das duas situações (como é mais provável).
Feitas essas considerações, voltemos às raças. Realmente, há algumas raças predispostas a certos tipos de agressividade, como cães de guarda, que podem ter tendência a agressão territorial. Mas é muito importante destacar que cães de qualquer raça podem demonstrar agressividade! “Rótulos” baseados unicamente na raça do cão costumam gerar mitos que sobrevivem como verdades absolutas!
Postei recentemente um vídeo que mostra um lindo e gigante Fila Brasileiro, absolutamente dócil e submisso a uma criança bem pequena...
Aqui, o lindo Krueger, um Rottweiler que vive com seus donos, Carol e Régis e é um dos cães mais dóceis que já conheci:
Krueger e Nemo - convivência pacífica
Enorme, mas extremamente meigo!
Sim, é possível! Não é montagem!
Evidentemente que há relatos de agressão dirigida a pessoas e outros animais, perpetradas por cães de guarda, assim como acontece rotineiramente com cães de companhia. Mas, evidentemente, a gravidade de um acidente com cães grandes e fortes acaba sendo o combustível para muitos discursos vazios e inflamados...
Se a pessoa tem um cão grande, forte, com acentuado temperamento de guarda, deve tomar todas as cautelas necessárias para que a convivência seja pacífica, em todos os âmbitos. Caso não pense assim, não deveria ter qualquer cão como companheiro.
Assim, antes de catalogar um cão como agressivo e perigoso apenas pela raça, importante analisar seu temperamento, o meio em que vive, como é tratado pelas pessoas e as situações em que eventualmente se mostra agressivo.
P.S. – este texto estava pronto desde ontem. E hoje, ao revisá-lo, me deparei com este vídeo no Mãe de Cachorro. Mexeu profundamente comigo... E, em pouco mais de 3 minutos, resume de forma maravilhosa todo o conteúdo acima:
Fonte de Pesquisa: "Comportamento Canino e Felino", Debra f. Horwitz e Jacqueline c. Neilson Fotos: Carol Martins (obrigada, querida!)
A querida amiga Virgínia me enviou essa reportagem da Folha que trata de um tema fascinante: como as habilidades dos cães podem até salvar vidas humanas.
Para estes casos, os cães são treinados para avisar quando o odor exalado pelas pessoas se altera em razão de enfermidades, como a diabetes tipo 1, da qual a menina citada na matéria é portadora.
Abaixo, a íntegra da reportagem:
30/06/2010-08h04 Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera
DA BBC BRASIL
Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.
A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.
"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."
Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.
O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.
Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.
Alerta precioso
"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.
A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.
"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.
"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."
A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil. "Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire.
"Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."
Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.
A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.
"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.
Adorei este vídeo! Além de mostrar como um "gigante" Fila Brasileiro pode ser absolutamente dócil e gentil, é um belo exemplo acerca da boa convivência entre cães e crianças:
Atualmente, sabe-se que um cão no peso ideal é mais saudável e pode viver muito mais. Exatamente como acontece com os seres humanos. Por outro lado, um cão obeso pode apresentar vários problemas de saúde, como diabetes, cardiopatia, além de males ortopédicos, causados pelo desgaste excessivo dos ossos.
Mas, diante da grande variedade de tamanhos e composição corporal de nossos cães, como saber se está obeso? Ou magro demais? Ou dentro do peso ideal?
No site da Purina há uma tabela bem detalhada sobre como identificar a "situação" de seu cão, conforme passo a transcrever:
Características do Estado Corporal
1. Emaciado
Costelas vértebras lombares, ossos pélvicos e todas as proeminências ósseas evidentes a uma certa distância. Nenhuma gordura corporal discernível. Perda óbvia de massa muscular.
2. Muito Magro
Costelas vértebras lombares, ossos pélvicos e todas as proeminências ósseas facilmente visíveis. Nenhuma gordura palpável. Perda mínima de massa muscular.
3. Magro
Costelas facilmente palpáveis e podem ser visíveis sem nenhuma gordura palpável. Topos das vértebras lombares visíveis. Os ossos pélvicos estão ficando proeminentes. Cintura e afinamento abdominal óbvios.
4. Abaixo do Peso Normal
Costelas facilmente palpáveis, com uma camada mínima de gordura. Cintura facilmente notada, vista de cima. Abdômen afinado quando visto do lado.
5. Ideal
Costelas palpáveis sem excesso de camada de gordura. Cintura observada atrás das costelas quando vista de cima. Afinamento abdominal evidente.
6. Acima do Peso Normal
Costelas palpáveis, com um pequeno excesso de camada de gordura. Cintura discernível quando vista de cima, mas não é proeminente. Afinamento abdominal aparente.
7. Pesado
Costelas palpáveis com dificuldade, camada de gordura pesada. Depósitos de gordura perceptíveis sobre a área lombar e base da cauda. Cintura ausente ou quase imperceptível. O afinamento abdominal pode estar ausente.
8. Obeso
Costelas não palpáveis sob a camada de gordura muito pesada ou palpável apenas com uma pressão significativa. Depósitos de gordura pesados sobre a área lombar e base da cauda. Cintura ausente. Nenhum afinamento abdominal. Uma distensão abdominal pode estar presente.
9. Demasiado Obeso
Depósitos de gordura volumosos sobre o tórax, espinha e base da cauda. Cintura e afinamento abdominal ausentes.
As definições acima podem parecer subjetivas, mas a visualização se torna mais fácil após análise das ilustrações abaixo:
Muitas pessoas acabam alimentando seus cães muito mais do que o necessário e efetivamente saudável, pois não aguentam a "cara de pidão", e acreditam que o peludo está com fome... Mas não podemos nos esquecer que os cães apresentam apetite voraz na maior parte do tempo. Esse comportamento foi herdado de seus ancestrais, que tinham comida escassa e não sabiam quando poderiam jantar a próxima caça...
Mas, para os cães de hoje em dia, que se exercitam cada vez menos e tem muito mais alimento (e guloseimas) à disposição, comer demais pode significar graves problemas de sáude!
Eu não poderia deixar de iniciar meus posts sobre raças com outra que não fosse o querido... Shih Tzu!
ORIGEM
O Shih Tzu é uma raça chinesa bem antiga. Suspeita-se que descenda de cruzamentos entre Lhasas Apsos, Pugs e Pequineses.
Foram muito queridos nos castelos imperiais chineses, onde eram muito mimados e vistos como cães sagrados!
O nome “Shih Tzu” significa “leão” em chinês, em razão de suas características físicas: pequenos, mas sólidos, não tão frágeis quanto outras raças de pequeno porte. O formato da cabeça lembra um crisântemo e a cauda é curvada sobre as costas.
TEMPERAMENTO
O Shih Tzu é um cão de companhia tranquilo, companheiro, brincalhão e independente. Não é daqueles que querem colo o tempo todo, mas gostam de estar sempre perto dos donos, acompanhando seus movimentos, mesmo que de longe...
Cães desta raça costumam ser bastante “festeiros” com pessoas estranhas, outros cachorros e crianças. Além disso, trata-se de uma raça silenciosa, que late muito pouco.
ENERGIA
Os Shih Tzu são alegres, mas não aguentam longas sessões de exercícios, especialmente em horários muito quentes. Não são nada esportivos! Gostam de brincar, mas logo procuram um cantinho para uma soneca. Não necessitam de longos passeios diários: dois por dia, de 20 minutos cada, são suficientes para que se exercite bem.
Seu temperamento tranquilo permite que aguentem melhor que outros cães períodos de solidão, quando tiram longas sonecas (é um cão bem dorminhoco!). Mas isso não significa que devam ser deixados sozinhos por muito tempo, pois cães de qualquer raça são animais sociais e precisam da companhia e interação para se manterem mentalmente saudáveis.
Vejam também aqui a forma deliciosa como a Adriana, do AuAurélio descreveu o temperamento desta raça tão querida para nós!
SAÚDE E CUIDADOS
Shih Tzus costumam ter poucos problemas de saúde, mas deve-se prestar muita atenção aos olhos, que são grandes e lacrimejantes, devendo ser frequentemente limpos com gaze embebida em soro fisiológico. É comum que se machuquem ao se coçar ou ao xeretar objetos pontiagudos.
Também costumam ter inflamações no ouvido, o que demanda limpeza constante das partes interna e externa das orelhas.
A pelagem é longa e macia, mas necessita de escovação diária para que não se formem nós. Manter o Shih Tzu com a chamada "tosa filhote" facilita a vida de todos e o deixa com uma carinha linda!
CRIAÇÃO
Como é bastante usual, raças que estão na “moda” costumam ser alvo de pessoas que só visam lucro com a venda de filhotes. Assim, surgem cães com desvios de comportamento e graves problemas de saúde. E não tem sido diferente com o Shih Tzu, que vem se tornando cada vez mais popular como um cãozinho de companhia ideal!
Assim, caso você opte por ter um Shih Tzu, procure criadores idôneos e que prezem pelo bem estar e saúde dos cães. Um criador sério te entrevista, exige castração e acompanha a fase de adaptação do filhote.
* Este texto (com algumas alterações) e uma foto diferente, também foi publicado no blog do Dr. Pet.
É, chegou o dia aguardado ansiosamente por tantos brasileiros! Hoje o Brasil estreia na Copa do Mundo da África do Sul! A euforia, alegria, com as ruas e pessoas coloridos de verde e amarelo, já se fazem visíveis.
Mas, para os cães em geral, alheios ao burburinho envolvendo os jogos, tudo isso pode ser muito, muito desgastante...
Assim, seguem algumas dicas que podem ser muito importantes nesta época do ano:
- caso seu cão não demonstre medo extremo ao ouvir estouro de rojões ou mesmo o som das famosas "vuvuzelas", você pode distraí-lo com os brinquedos de que ele mais gosta, fazendo do momento algo prazeroso. Pode dar petiscos nesta hora também. Assim, a associação com os barulhos será positiva;
- se o peludo demonstrar medo, não se abaixe para confortá-lo: ele entenderá que você também está com medo. Sua postura deve demonstrar muita segurança, para que ele possa se espelhar em você;
- caso seu cão prefira se esconder pois sente muito medo, não o prive disso. De preferência, deixe um cômodo livre para que ele possa se aninhar, se possível fechando janelas e portas para que o som seja abafado, o que o confortará neste momento. Um rádio ligado com uma músca tranquila melhorará ainda mais o ambiente;
- se o caso já for caracterizado como fobia (o cão treme, demonstra medo excessivo, baba, arfa, não tem apetite e pode tornar-se agressivo) consulte um especialista em comportamento animal, pois existem treinamentos que podem ser feitos nestes casos, para tentar minimizar o sofrimento dos cães. O seu veterinário de confiança pode também prescrever medicamentos ansiolíticos em casos extremos, se for o caso;
- tome cuidado com fugas: cães amedrontados podem tentar fugir para longe do barulho. Mantenha seu cão devidamente identificado com uma plaqueta na coleira, onde constem o nome dele, o seu e um telefone para contato;
- verifique se o local onde o cão está num momento tenso como este é seguro, pois alguns chegam a quebrar portas de vidro, ferindo-se gravamente, para tentar se refugiar.
O zootecnista Alexandre Rossi dá dicas sobre este problema que atinge muitos cães e também explica suas causas.
A querida Ana Corina, do Mãe de Cachorro, fez um verdadeiro e completo compêndio sobre o tema: clique aqui e leia várias matérias garimpadas por ela.
Começarei a postar com frequência sobre raças de cães, um assunto de que sempre gostei. Mas antes disso, uma pausa para reflexão:
Este cartaz é muito significativo. A forma pejorativa como o termo “vira-lata” é utilizado, o olhar do cão transparecendo muito sofrimento, o estado lastimável em que se encontra...
Falarei sobre os “raçudos”, mas não deixarei de lado os queridos sem raça definida! Convivo e convivi com vários, experimentando diversos momentos inesquecíveis com eles e também muito aprendizado. Além disso, são, em sua grande maioria, exemplo de força, perseverança e resistência.
Cães são cães, companheiros, alegres, leais e divertidos, não importando raça, cor, tamanho, pedigree...
Como já antes escrevi por aqui, ter a companhia de um cão, seja sem ou com raça, é uma experiência benéfica e edificante para o homem, sem nunca esquecer da responsabilidade sobre outro ser vivo, que requererá cuidados, atenção e carinho durante vários anos.
Assim, se você pretende adquirir um cão de raça, procure criadores idôneos, que se preocupam com o aprimoramento genético da raça e demonstram real cuidado com o futuro de seus cães e descendentes (para saber identificar um criador exemplar, conheça a Camilli, nO Blog de Uma Criadora que Ama seus Frenchies. Infelizmente, são raros os criadores assim...). Não tente "economizar": geralmente aqueles que vendem filhotes a preços muito baixos só visam lucro e mais lucro...
Mas não se esqueça que você também pode acolher um grande amigo SRD que, em troca, lhe dará afeição e alegrias. Procure feiras de adoção e o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade (veja aqui como funcionam as adoções do CCZ de São Paulo).
Já era tempo de mudanças... Após longo período de "inatividade", o blog está de volta e com cara nova!
Sei que blogs precisam ser constantemente atualizados, para que seu conteúdo se mantenha sempre vivo e interessante. Mas acredito que a falta de uma diretriz acabou por me desnortear em relação aos assuntos que deveriam ser temas dos posts. Assim, com uma gama muito grande de informações relacionadas aos cães, passei por um período de "bloqueio de inspiração" bem longo!
Assim, com ânimo para voltar com bastante força, optei por focar os temas dos textos em COMPORTAMENTO CANINO, que abrangerá todo e qualquer assunto relacionado ao comportamento dos cães, CURIOSIDADES, onde postarei sobre notícias interessantes, produtos novos, vídeos legais e RAÇAS.
Também estipulei que a periodicidade mínima de postagens será de duas por semana, podendo ser maior, dependendo das circunstâncias.
Conto com as sugestões e ideias de todos os que visitam sempre o "Para quem gosta de cachorros..."
A revolução no mundo pet, visivelmente sentida nos últimos anos no Brasil, leva a muita reflexão sobre o assunto. Se pararmos para pensar um pouco, há não muito tempo atrás, cães eram criados para serem mantidos no quintal, e o máximo que recebiam era a comida (restos de comida humana) e água necessários para a sobrevivência e vacina anual contra raiva (quando eram vancinados...).
A realidade hoje em dia tem se mostrado muito diferente: o Brasil é o segundo mercado pet do mundo, perdendo só para os Estados Unidos. E o consumismo que advém desta revolução é evidente, conforme bem destacado por reportagem da Revista Época.
Assim, surgem duas questões: como explicar tamanho apego das pessoas pelos seus animais? E mais: até que ponto tantos "mimos" fazem bem ao cão?
Quanto à primeira pergunta, tenho a impressão de que os pets que vivem com seus donos nas grandes cidades convivem muito mais de perto com as famílias do que antigamente. E isto acontece principalmente nos grandes centros, com a verticalização das residências. Muito mais pessoas moram em apartamentos e o dia a dia ao lado de seu bicho de estimação se tornou algo muito diferente: a presença do cão ou de outro pet é notada o tempo todo, ele está ali, demanda espaço e cuidados para que a convivência seja boa.
Esta realidade é um pouco diferente no interior do país, onde é mais raro encontrar cães que vivem de forma tão próxima e com a vida cheia de mimos. Ali ainda impera o pensamento de que cão é para ser criado no quintal, bastando levar comida uma vez por dia para que ele seja feliz.
Além disso, o pensamento coletivo acerca de animais de estimação mudou muito. As pessoas tem prestado mais atenção nas necessidades de seus pets e a consciência de que estes necessitam de cuidados aumentou bastante (evidentemente que ainda há muito a ser feito, pois muita, mas muita gente mesmo, ainda compra animais por impulso, abandona seus bichos, não cuida de forma responsável, etc).
Quanto aos excessos, aí vemos o outro lado da moeda: um cão não precisa, não dá a mínima, para um casaco de couro de R$ 1.200,00. Aliás, é muito provável que ele deteste o casaco, que vai esquentá-lo, incomodá-lo. Tosas elaboradas, onde o cão sai todo pintado, também são um exagero. Perfumes para cães são um item que abomino: isto equivale a "cegar" o cão, que se guia basicamente pelo olfato! Quem nunca viu um cão sair do pet shop todo perfumado, mas espirrando sem parar?!?!
O essencial é que o cão seja criado como cão, pois, apesar de ser um animal doméstico, é diferente de nós. A humanização dos cães pode gerar problemas comportamentais graves, como ansiedade de separação, agressividade dirigida a pessoas, medo excessivo de outros cães (o que é muitas vezes evitado com uma boa socialização), etc.
Para um cão ter uma vida feliz ele precisa, basciamente, de: alimentação equilibrada, socialização com outros cães e pessoas, passeios e atividades que lhe permitam explorar o mundo exterior, brincadeiras e interações com seus donos e atenção! Sim, atenção é importante, pois o cão é um animal social e sentir-se inserido na família com a qual convive é o que fará o peludo mais feliz!
Essa eu realmente não sabia... Mas fica aqui o incentivo para que donos de cães ajudem através de seus peludos!
A amiga Patricia iniciou uma campanha em seu blog para divulgar iniciativas como a do Banco de Sangue da Faculdade Anhembi Morumbi. Isso pode salvar a vida de seu cão! Vamos deixar mais pessoas que amam cães saber disso!