quarta-feira, 9 de junho de 2010

Blog de cara nova...

Já era tempo de mudanças... Após longo período de "inatividade", o blog está de volta e com cara nova!

Sei que blogs precisam ser constantemente atualizados, para que seu conteúdo se mantenha sempre vivo e interessante. Mas acredito que a falta de uma diretriz acabou por me desnortear em relação aos assuntos que deveriam ser temas dos posts. Assim, com uma gama muito grande de informações relacionadas aos cães, passei por um período de "bloqueio de inspiração" bem longo!

Assim, com ânimo para voltar com bastante força, optei por focar os temas dos textos em COMPORTAMENTO CANINO, que abrangerá todo e qualquer assunto relacionado ao comportamento dos cães, CURIOSIDADES, onde postarei sobre notícias interessantes, produtos novos, vídeos legais e RAÇAS.

Também estipulei que a periodicidade mínima de postagens será de duas por semana, podendo ser maior, dependendo das circunstâncias.

Conto com as sugestões e ideias de todos os que visitam sempre o "Para quem gosta de cachorros..."

 
Alguém tem alguma ideia??

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Video - Pug ecológico



Recebi o link para este vídeo da querida amiga Ana e faço questão de divulgá-lo em razão da importante mensagem ali contida!



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cães - o fenômeno

A revolução no mundo pet, visivelmente sentida nos últimos anos no Brasil, leva a muita reflexão sobre o assunto. Se pararmos para pensar um pouco, há não muito tempo atrás, cães eram criados para serem mantidos no quintal, e o máximo que recebiam era a comida (restos de comida humana) e água necessários para a sobrevivência e vacina anual contra raiva (quando eram vancinados...).

A realidade hoje em dia tem se mostrado muito diferente: o Brasil é o segundo mercado pet do mundo, perdendo só para os Estados Unidos. E o consumismo que advém desta revolução é evidente, conforme bem destacado por reportagem da Revista Época.

Assim, surgem duas questões: como explicar tamanho apego das pessoas pelos seus animais? E mais: até que ponto tantos "mimos" fazem bem ao cão?

Quanto à primeira pergunta, tenho a impressão de que os pets que vivem com seus donos nas grandes cidades convivem muito mais de perto com as famílias do que antigamente. E isto acontece principalmente nos grandes centros, com a verticalização das residências. Muito mais pessoas moram em apartamentos e o dia a dia ao lado de seu bicho de estimação se tornou algo muito diferente: a presença do cão ou de outro pet é notada o tempo todo, ele está ali, demanda espaço e cuidados para que a convivência seja boa.

Esta realidade é um pouco diferente no interior do país, onde é mais raro encontrar cães que vivem de forma tão próxima e com a vida cheia de mimos. Ali ainda impera o pensamento de que cão é para ser criado no quintal, bastando levar comida uma vez por dia para que ele seja feliz.

Além disso, o pensamento coletivo acerca de animais de estimação mudou muito. As pessoas tem prestado mais atenção nas necessidades de seus pets e a consciência de que estes necessitam de cuidados aumentou bastante (evidentemente que ainda há muito a ser feito, pois muita, mas muita gente mesmo, ainda compra animais por impulso, abandona seus bichos, não cuida de forma responsável, etc).

Quanto aos excessos, aí vemos o outro lado da moeda: um cão não precisa, não dá a mínima, para um casaco de couro de R$ 1.200,00. Aliás, é muito provável que ele deteste o casaco, que vai esquentá-lo, incomodá-lo. Tosas elaboradas, onde o cão sai todo pintado, também são um exagero. Perfumes para cães são um item que abomino: isto equivale a "cegar" o cão, que se guia basicamente pelo olfato! Quem nunca viu um cão sair do pet shop todo perfumado, mas espirrando sem parar?!?!



O essencial é que o cão seja criado como cão, pois, apesar de ser um animal doméstico, é diferente de nós. A humanização dos cães pode gerar problemas comportamentais graves, como ansiedade de separação, agressividade dirigida a pessoas, medo excessivo de outros cães (o que é muitas vezes evitado com uma boa socialização), etc.

Para um cão ter uma vida feliz ele precisa, basciamente, de: alimentação equilibrada, socialização com outros cães e pessoas, passeios e atividades que lhe permitam explorar o mundo exterior, brincadeiras e interações com seus donos e atenção! Sim, atenção é importante, pois o cão é um animal social e sentir-se inserido na família com a qual convive é o que fará o peludo mais feliz!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cães doadores de sangue

Essa eu realmente não sabia... Mas fica aqui o incentivo para que donos de cães ajudem através de seus peludos!

A amiga Patricia iniciou uma campanha em seu blog para divulgar iniciativas como a do Banco de Sangue da Faculdade Anhembi Morumbi. Isso pode salvar a vida de seu cão! Vamos deixar mais pessoas que amam cães saber disso!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Comportamento canino - agressividade II - definições e sinais

Continuando a discussão sobre este assunto polêmico e importante para todos os que gostam e convivem com cães, é muito importante ter alguns conceitos bem claros. Vale lembrar: em muitos casos, as situações envolvendo cães com comportamento agressivo podem ser bem perigosas, sendo indicada a orientação de um profissional para que o manejo seja seguro e o tratamento, eficaz.


O que se entende, efetivamente, por comportamento agressivo de um cão? Trata-se de uma ameaça lesiva dirigida a um ser humano ou outro animal, tendo por objetivo intimidar ou machucar. 

A agressividade considerada sob o ponto de vista comportamental pode ter influência do meio ambiente, da raça do cão e herança genética, ou um pouco de cada um destes elementos.  

Mas nem toda demonstração de agressão por parte de um cão pode ser entendida como um desvio comportamental. Há, sim, o comportamento agressivo considerado normal, ou seja, aqueles em que as circunstâncias justificam a agressão. Cães, em geral, tem inibição de morder: não mordem ou, se mordem, não rompem a pele (só dão um "aviso"), a menos que injustificadamente provocados.

Neste sentido, um exemplo bastante comum para todos que convivem com cães: quem já não se deparou com um lindo cão passeando na rua com o dono e outra pessoa chega perto para acariciá-lo na cabeça e o que se vê em resposta são rosnados e latidos do peludo? Trata-se de um cão perigoso? Não necessariamente! A reação é perfeitamente normal e esperada! Imagine a cena agora do ponto de vista do cão: trata-se de um humano estranho, chegando com os braços erguidos e mostrando os dentes (num sorriso!), que tenta colocar a mão sobre sua cabeça! Evidentemente que a situação denota perigo do ponto de vista canino e uma reação do tipo "chega para lá, afaste-se de mim" é compreensível!

Já o comportamento agressivo anormal pode ser entendido como aquele em que o cão percebe ameaças onde elas não existem. Tratam-se de situações que envolvem grande risco e maior desafio para que sejam controladas, até porque fica difícil saber quando ocorrerão.

Finalmente, é muito importante conseguir perceber os sinais de agressividade que os cães geralmente apresentam antes de partir para o ataque: manter-se imóvel, tenso (com o corpo rígido) e com o olhar fixo, rosnar de boca aberta ou fechada, latir agressivamente, morder o ar, morder de fato.

No site Saúde Animal há uma figura bastante ilustrativa das diversas fases até que o cão demonstre agressividade:


Saber identificar os primeiros sinais de agressividade pode ser um diferencial importante para o tratamento e também para evitar acidentes.

Em breve, mais informações sobre os tipos de agressividade.

Fontes consultadas:

"Adestramento Inteligente", Alexandre Rossi

"Comportamento canino & felino", Debra F. Horwitz e Jacqueline C. Neilson

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Comportamento canino - agressividade I

Esse é um tema que vem ocupando minha mente e meu dia a dia... Cães que, em algumas situações pontuais, apresentam comportamento agressivo. De todas as raças, tamanhos, cores. Um problema mais comum do que se imagina, mas cujos históricos muitas vezes restringem-se à família, visto que os "acidentes" são causados por peludos pequenos e as consequências não são tão graves.

A balbúrdia acontece quando sinais de agressividade surgem em indivíduos de grande porte e, principalmente, de determinadas raças sumariamente apontadas como "agressivas" e "perigosas". Há, inclusive, um projeto de lei em tramitação, visando regulamentar a posse e responsabilidade dos donos de cães dessas raças.   

Assim, acho importante que informações sobre o assunto sejam divulgadas de forma ampla e de fácil compreensão. Em muitas situações, a agressividade pode ser controlada, sendo importante para os que convivem com os cães identificar as situações em este comportamento ocorre, para que não seja constante e inconscientemente reforçado.

Em breve, mais posts com detalhes sobre o assunto.



quarta-feira, 17 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Coisas que somente um cachorro pode fazer



Achei este vídeo muito divertido! Além de ilustrar muito bem algumas situações vividas só por que aqueles que convivem com cães...



domingo, 7 de março de 2010

Prêmio Blog VIP



Recebi a indicação deste prêmio da querida Maria Teresa, do delicioso blog Ouvindo meus botões, que eu indico a todos que busquem textos sensíveis e muito bem escritos, repletos de emoção. A autora consegue extrair magia de assuntos e situações cotidianas, o que torna as postagens extremamente envolventes. Segue o endereço:


O prêmio tem uma regra simples: indicar seus 10 blogs preferidos. Achei a ideia muito interessante, pois trata-se de uma maneira de difundir leituras que valem a pena.

Assim, cada um dos blogs que passo a relacionar, com as características que lhes são peculiares (alguns são diários de pessoas queridas, outros prestam importantes serviços, uns dedicam-se a temas específicos) são repletos de experiências, conhecimento, alegrias e tristezas. E acredito que todos merecem uma justa homenagem: 

http://adoteumfocinhocarente.blogspot.com/

http://amigosdobicho.blogspot.com/

http://aprocuradafelicidade.blogspot.com/

http://www.auauaurelio.com/

http://www.bichosdovale.com/

http://cibelenardi.blogspot.com/

http://jurisdrops.blogspot.com/

http://www.maedecachorro.com.br/

http://mundodegrazi.blogspot.com/

http://villechamonix.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de março de 2010

Socialização de filhotes

Este é um tema de grande relevância para quem tem ou terá um filhote em casa. Estudos sobre comportamento canino demonstram que a socialização de filhotes de cachorros é crucial para que este indivíduo, na fase adulta, torne-se menos suscetível a problemas comportamentais.


Isto acontece pois o chamado período de socialização, que vai do 50º ao 85º dia de vida, corresponde à fase em que o cérebro do filhote está neurologicamente mais apto ao aprendizado de novas experiências. Assim, o pequeno cãozinho, durante este período, deve ser apresentado ao maior número possível de pessoas, animais, barulhos, objetos e situações.

Mas, neste ponto, surge um grande problema: a fase corresponde, na maioria das vezes, ao período em que o filhote está sendo vacinado. E a regra geral, durante o período de vacinação, é: não deixe o cão sair de casa, para não ser exposto aos vírus causadores de doenças graves, para as quais ainda não se encontra totalmente imunizado!

Desta forma, muitas pessoas (eu, por exemplo!), acabam por perder o importante período de socialização, que dura pouco mais de um mês (contados da chegada do cão à nova casa), visando proteger o filhote de doenças graves. Um cão que não foi bem socializado pode desenvolver fobias, tornar-se agressivo, ter comportamentos compulsivos ou tornar-se um cachorro que tem medo excessivo de outros cães, por exemplo.

Socorro, que bicho é esse?!?!

No que tange a este assundo, a Sociedade Veterinária Americana de Comportamento Animal prega que, para cães com esquema de vacinação já iniciado, que mamaram quando filhotes, é muito mais salutar investir na sociabilização do que preocupar-se em demasia com doenças, visto que, na fase adulta, muito mais cães são abandonados e até submetidos a eutanásia em razão de problemas comportamentais (que poderiam ser evitados com uma socialização bem feita), do que por doenças contagiosas.

Evidentemente que os filhotes não devem ser expostos a cães desconhecidos, não saudáveis ou não vacinados, nem colocados em locais potencialmente perigosos para contágio, como parques e praças públicas.

Por outro lado, levar o pequeno a casa de parentes e amigos, que tenham cães vacinados, apresentá-lo a crianças e a muitas pessoas, de várias etnias e idades, é o que basta para uma boa socialização.

Mas cuidado: uma sociabilização descuidada também pode causar traumas. Ou seja, não apresente o filhote bruscamente a situações de muito barulho ou a pessoas e animais que possam assustá-lo. Tudo deve ser feito de forma pensada, gradual e cuidadosa, para que só gere resultados positivos. Exemplo: se você quer que o filhote se acostume com o barulho e calor de secador de cabelos, primeiramente aproxime o objeto dele devagar e desligado. Depois, enquanto brinca com o cão e lhe oferece comidinas com as quais ele já esteja acostumado, ligue o secador longe de vocês, na velocidade fraca e vá aproximando aos poucos (verifique sempre o limite do filhote: se demonstrar medo, recue).

Em outros países, por conta deste conhecimento já há muito adquirido, são comuns as chamadas "puppy classes", onde pessoas levam seus filhotes de cães para serem sociabilizados com outras pessoas e cachorros, além de aprenderem comandos básicos. As "aulas" são dirigidas por profissionais experientes em comportamento animal, que tomam todos os cuidados necessários para que nada dê errado. Há exemplos interessantes nos EUA e no Reino Unido.

O comportamentalista Alexandre Rossi trata do assunto em dois artigos interessantes: um que destaca a importância da socialização e outro que dá dicas sobre como sociabilizar bem os filhotes.    


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acidentes com cobras

Depois de vivenciar uma experiência um tanto quanto assustadora com uma jararaca (a história foi lindamente contada por uma querida amiga), comecei a pensar seriamente sobre o perigo que um acidente ofídico significa para os cães. A curiosidade intensa de nossos amigos peludos, seu constante desejo de cheirar tudo que é diferente, pode culminar em picadas dolorosas e que rapidamente podem ser fatais.


Assim, acho interessante dar algumas dicas depois de muito pesquisar sobre o assunto: 

- em caso de picado por cobra (seja em caninos, felinos ou humanos), NÃO faça torniquete ou sangria. Apesar destes procedimentos serem amplamente difundidos, não são indicados. O torniquete pode causar gangrena do membro afetado, visto que todo o veneno injetado ficará concentrado somente ali. A tentativa de sangrar ou sugar o veneno pode, ainda, causar hemorragia ou infecções, além de não ser eficaz, visto que o veneno é injetado pelas peçonhas diretamente na corrente sanguínea -  não há como "tirá-lo"; 

- a picada de algumas cobras (como a jararaca) causa dor intensa. As únicas medidas salutares antes do socorro são compressas com gelo para diminuir a dor e manter a pessoa ou animal o mais quieto possível, para diminuir a circulação do veneno pelo organismo;

- a única medida eficaz para combater os efeitos do veneno em casos de acidentes ofídicos é o SOCORRO IMEDIATO. Quanto mais rápido se toma o antiveneno, menores são as chances de consequências graves ou mesmo óbito;

- se você tem costume de caminhar com seu cão por trilhas e sítios (uma atividade excelente para ambos!), evite deixá-lo cheirar locais onde uma cobra facilmente poderia se esconder. Procure, também, ter em mãos o telefone e endereço do veterinário que atende na região, para eventual urgência;

- no Brasil, as jararacas são responsáveis por mais de 90% dos acidentes ofídicos. As cascavéis, surucucus e corais verdadeiras vem em seguida. O veneno da jararaca causa necrose tecidual e, se não anulado rapidamente com o soro antibrotópico (específico para este tipo de veneno), pode causar falência renal;  

- para pessoas que moram ou frequentam sítios, chácaras, fazendas ou locais com muito verde e mato, uma boa alternativa é manter o local sempre limpo, capinado, livre de lixo. Em locais onde há roedores, certamente haverão cobras. 

Para saber mais, leia as seguintes matérias: cuidados veterinários e notícia interessante (cão levou cobra extremamente venenosa de "presente" para os donos!).

Imaginem isso no pescoço ou focinho de um cão? Pode ser realmente perigoso...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A amiga misteriosa

Eis a história:
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O casal começou a subir, subir uma estrada de terra íngreme, em direção a um recanto escondido entre folhas, árvores, floresta. Expectativa de encontrar uma queda d´água que formaria um belo espelho esverdeado, como a paisagem ao redor.

Três quilômetros de subida, subida e mais subida. E eis que, logo no início da caminhada, surge uma simpática amiga de quatro patas. Surgida não se sabe de onde, atraída não se sabe pelo quê.


Usava coleira, sinal de que alguém zelava por ela. Boa composição corporal, por assim dizer: fome ela não sentia. Mas quis permanecer com o casal.

Assim, muito naturalmente, começou a acompanhá-los de forma deliberada, parando quando paravam, seguindo quando seguiam. O tempo todo ao lado deles, incansável, mesmo mancando ligeiramente de uma das patas traseiras, algum incidente em sua vida errante e aventureira tinha deixado sequela...

O tal poço maravilhoso não foi encontrado. Encontraram, isto sim, uma tempestade temperada com relâmpagos ferozes, raios cintilantes. Mesmo nesse momento, ao lado deles a amiga de quatro patas permaneceu, com lama, água, pedras, vento, folhas e caos ao redor. Poderia ter fugido, corrido, conhecia as redondezas muito melhor do que eles. Certamente estava perto de casa. Mas não se afastou.

Voltaram, ela ao lado, sensação refrescante após a tempestade. Entraram no carro, ela permaneceu olhando. E seguiu-os, por vezes correndo, até onde seu corpo roliço permitiu, trazendo lágrimas aos olhos. Para depois simplesmente sumir, da mesma forma como aparecera: repentinamente.

De onde ela veio? Não se sabe. Quem dela cuidava? Não se sabe. Por que ela achegou-se e acompanhou-os por mais de seis quilômetros, com calor e durante uma tempestade assustadora? Não se sabe. Por que seguiu-os na volta? Não se sabe. Para onde foi? Não se sabe.

Muitos diriam: tinha algum interesse na companhia humana. Outros: carente e curiosa. Outros ainda: era um anjo. Talvez nada disso, talvez tudo isso.

Mas há uma certeza: a imagem daqueles olhos profundos e ternos não será esquecida.


* Baseado em fatos reais.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cães de Trabalho II - Cães farejadores

Os cães farejadores prestam grande auxílio à polícia e exército. O olfato é o sentido essencial neste trabalho, assim como nos cães de busca e salvamento, já tratados aqui.

Dependendo da necessidade, a polícia treina os cães para farejar tipos específicos de substâncias (como plantas ilícitas, drogas, remédios, etc).

O treinamento dos cães é semelhante ao feito com cães de busca, sendo essencial que o faro seja excelente, assim como a vontade de, justamente, farejar. Os cães são treinados a buscar substâncias específicas, sendo efusivamente recompensados quando as encontram.


Já houve uma época em que cães eram treinados para este tipo de trabalho ao serem literalmente "viciados" nas substâncias que deveriam localizar (veja essa informação e mais dados interessantes sobre o tema aqui). Mas, considerando que esta prática é extremamente cruel, pois causa inúmeros problemas de saúde ao cão, foi devidamente abolida.

É interessante notar que os cachorros podem também ser treinados para farejar objetos, como armas. E alguns desses peludos vêm sendo usados no Rio de Janeiro exatamente para este fim (além de farejar drogas e explosivos), conforme vídeo abaixo:


Vejam que o comandante da polícia destaca que um dos cães dá o alarme ativamente (ou seja, avisa, latindo e cavando, quando encontra o objeto desejado) e o outro, passivamente, ou seja, senta-se ao lado do local ou pessoa portadora do objeto ou substância e espera por sua recompensa.  Esta forma de avisar o condutor é muito utilizada por cães farejadores de bombas, visto que, por medida de segurança, não seria interessante que eles cavassem ou pulassem sobre o "alvo"...

A relação desses cães com seus condutores deve ser bastante estreita, pois qualquer mudança no comportamento do cão deve ser prontamente indetificada pelo policial, que será então capaz de identificar o que o companheiro encontrou...

As raças mais utilizadas para este tipo de serviço, são os pastores alemães ou belgas e os labradores, estes últimos por terem um faro apuradíssimo e serem naturalmente predipostos a buscar/localizar coisas. 

Bom, para finalizar o post, não posso deixar de dizer que adoraria estar num ônibus que estivesse sendo revistado por tão simpático "trabalhador"! Desde, é claro, que nada fosse encontrado no veículo!!

Fontes:
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
http://www.dogtimes.com.br/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Inteligência canina

Cada vez que me deparo com matérias, artigos, notícias, etc, que tratem da inteligência dos cães, fico fascinada. Muito do comportamento dos cães domésticos pode ser ensinado. Mas a facilidade com que esta cachorra aprendeu, e de forma bastante natural e inata, é realmente impressionante.

Neste sentido, é muito bom saber que há inúmeros cientistas se aprofundando no estudo da inteligência e comportamento caninos, para que possamos, cada vez mais, entender o que se passa na cabeça deles...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E por falar em pulgas...

O verão é, certamente, a estação do ano onde os amigos peludos mais sofrem com pequenos "hóspedes" que causam muito incômodo: as pulgas. O tempo quente e úmido é propício para o desenvolvimento destes parasitas, que se proliferam de forma assustadora. E lá vão os cães, se coçando, coçando, coçando...

Em vários meios de comunicação são veiculadas informações valiosas quanto ao combate às pulgas, bem como as consequências danosas que a falta de cuidados pode causar aos cães. Veja aqui e aqui.

Também em relação a este tema, encontrei o texto abaixo transcrito, da autoria de Leonardo da Vinci, que relata de forma divertida e inusitada o ponto de vista das pulgas:

"Dormindo o cão sobre a pele de um cordeiro, uma de suas pulgas, sentindo o cheiro de lã gorda, julgou dever ser aquele um lugar de vida melhor e mais salvo dos dentes e das garras do cão - e sem mais pensar abandonou o cão. Entrando nos tufos da lã, começou com grande esforço a querer chegar às raízes dos pêlos, tarefa que, depois de muito transpirar, descobriu inútil, porque tais pêlos eram tão grossos que quase se tocavam, e não havia espaço onde a pulga pudesse sugar a pele.

Ali, depois de tanto trabalho e fadiga,começou a querer voltar para seu cão. Tendo o cão já partido, viu-se a pulga destinada, depois de longo arrependimento e amargo pranto, a morrer de fome."

(Extraído do livro "Os melhores contos de cães e gatos", org. Flavio Moreira da Costa, ed. Ediouro)


Quadro "Perro rascándose", de Maestro del Livre de Raison, em http://www.artehistoria.jcyl.es/genios/cuadros/4391.htm