quarta-feira, 17 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Coisas que somente um cachorro pode fazer



Achei este vídeo muito divertido! Além de ilustrar muito bem algumas situações vividas só por que aqueles que convivem com cães...



domingo, 7 de março de 2010

Prêmio Blog VIP



Recebi a indicação deste prêmio da querida Maria Teresa, do delicioso blog Ouvindo meus botões, que eu indico a todos que busquem textos sensíveis e muito bem escritos, repletos de emoção. A autora consegue extrair magia de assuntos e situações cotidianas, o que torna as postagens extremamente envolventes. Segue o endereço:


O prêmio tem uma regra simples: indicar seus 10 blogs preferidos. Achei a ideia muito interessante, pois trata-se de uma maneira de difundir leituras que valem a pena.

Assim, cada um dos blogs que passo a relacionar, com as características que lhes são peculiares (alguns são diários de pessoas queridas, outros prestam importantes serviços, uns dedicam-se a temas específicos) são repletos de experiências, conhecimento, alegrias e tristezas. E acredito que todos merecem uma justa homenagem: 

http://adoteumfocinhocarente.blogspot.com/

http://amigosdobicho.blogspot.com/

http://aprocuradafelicidade.blogspot.com/

http://www.auauaurelio.com/

http://www.bichosdovale.com/

http://cibelenardi.blogspot.com/

http://jurisdrops.blogspot.com/

http://www.maedecachorro.com.br/

http://mundodegrazi.blogspot.com/

http://villechamonix.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de março de 2010

Socialização de filhotes

Este é um tema de grande relevância para quem tem ou terá um filhote em casa. Estudos sobre comportamento canino demonstram que a socialização de filhotes de cachorros é crucial para que este indivíduo, na fase adulta, torne-se menos suscetível a problemas comportamentais.


Isto acontece pois o chamado período de socialização, que vai do 50º ao 85º dia de vida, corresponde à fase em que o cérebro do filhote está neurologicamente mais apto ao aprendizado de novas experiências. Assim, o pequeno cãozinho, durante este período, deve ser apresentado ao maior número possível de pessoas, animais, barulhos, objetos e situações.

Mas, neste ponto, surge um grande problema: a fase corresponde, na maioria das vezes, ao período em que o filhote está sendo vacinado. E a regra geral, durante o período de vacinação, é: não deixe o cão sair de casa, para não ser exposto aos vírus causadores de doenças graves, para as quais ainda não se encontra totalmente imunizado!

Desta forma, muitas pessoas (eu, por exemplo!), acabam por perder o importante período de socialização, que dura pouco mais de um mês (contados da chegada do cão à nova casa), visando proteger o filhote de doenças graves. Um cão que não foi bem socializado pode desenvolver fobias, tornar-se agressivo, ter comportamentos compulsivos ou tornar-se um cachorro que tem medo excessivo de outros cães, por exemplo.

Socorro, que bicho é esse?!?!

No que tange a este assundo, a Sociedade Veterinária Americana de Comportamento Animal prega que, para cães com esquema de vacinação já iniciado, que mamaram quando filhotes, é muito mais salutar investir na sociabilização do que preocupar-se em demasia com doenças, visto que, na fase adulta, muito mais cães são abandonados e até submetidos a eutanásia em razão de problemas comportamentais (que poderiam ser evitados com uma socialização bem feita), do que por doenças contagiosas.

Evidentemente que os filhotes não devem ser expostos a cães desconhecidos, não saudáveis ou não vacinados, nem colocados em locais potencialmente perigosos para contágio, como parques e praças públicas.

Por outro lado, levar o pequeno a casa de parentes e amigos, que tenham cães vacinados, apresentá-lo a crianças e a muitas pessoas, de várias etnias e idades, é o que basta para uma boa socialização.

Mas cuidado: uma sociabilização descuidada também pode causar traumas. Ou seja, não apresente o filhote bruscamente a situações de muito barulho ou a pessoas e animais que possam assustá-lo. Tudo deve ser feito de forma pensada, gradual e cuidadosa, para que só gere resultados positivos. Exemplo: se você quer que o filhote se acostume com o barulho e calor de secador de cabelos, primeiramente aproxime o objeto dele devagar e desligado. Depois, enquanto brinca com o cão e lhe oferece comidinas com as quais ele já esteja acostumado, ligue o secador longe de vocês, na velocidade fraca e vá aproximando aos poucos (verifique sempre o limite do filhote: se demonstrar medo, recue).

Em outros países, por conta deste conhecimento já há muito adquirido, são comuns as chamadas "puppy classes", onde pessoas levam seus filhotes de cães para serem sociabilizados com outras pessoas e cachorros, além de aprenderem comandos básicos. As "aulas" são dirigidas por profissionais experientes em comportamento animal, que tomam todos os cuidados necessários para que nada dê errado. Há exemplos interessantes nos EUA e no Reino Unido.

O comportamentalista Alexandre Rossi trata do assunto em dois artigos interessantes: um que destaca a importância da socialização e outro que dá dicas sobre como sociabilizar bem os filhotes.    


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acidentes com cobras

Depois de vivenciar uma experiência um tanto quanto assustadora com uma jararaca (a história foi lindamente contada por uma querida amiga), comecei a pensar seriamente sobre o perigo que um acidente ofídico significa para os cães. A curiosidade intensa de nossos amigos peludos, seu constante desejo de cheirar tudo que é diferente, pode culminar em picadas dolorosas e que rapidamente podem ser fatais.


Assim, acho interessante dar algumas dicas depois de muito pesquisar sobre o assunto: 

- em caso de picado por cobra (seja em caninos, felinos ou humanos), NÃO faça torniquete ou sangria. Apesar destes procedimentos serem amplamente difundidos, não são indicados. O torniquete pode causar gangrena do membro afetado, visto que todo o veneno injetado ficará concentrado somente ali. A tentativa de sangrar ou sugar o veneno pode, ainda, causar hemorragia ou infecções, além de não ser eficaz, visto que o veneno é injetado pelas peçonhas diretamente na corrente sanguínea -  não há como "tirá-lo"; 

- a picada de algumas cobras (como a jararaca) causa dor intensa. As únicas medidas salutares antes do socorro são compressas com gelo para diminuir a dor e manter a pessoa ou animal o mais quieto possível, para diminuir a circulação do veneno pelo organismo;

- a única medida eficaz para combater os efeitos do veneno em casos de acidentes ofídicos é o SOCORRO IMEDIATO. Quanto mais rápido se toma o antiveneno, menores são as chances de consequências graves ou mesmo óbito;

- se você tem costume de caminhar com seu cão por trilhas e sítios (uma atividade excelente para ambos!), evite deixá-lo cheirar locais onde uma cobra facilmente poderia se esconder. Procure, também, ter em mãos o telefone e endereço do veterinário que atende na região, para eventual urgência;

- no Brasil, as jararacas são responsáveis por mais de 90% dos acidentes ofídicos. As cascavéis, surucucus e corais verdadeiras vem em seguida. O veneno da jararaca causa necrose tecidual e, se não anulado rapidamente com o soro antibrotópico (específico para este tipo de veneno), pode causar falência renal;  

- para pessoas que moram ou frequentam sítios, chácaras, fazendas ou locais com muito verde e mato, uma boa alternativa é manter o local sempre limpo, capinado, livre de lixo. Em locais onde há roedores, certamente haverão cobras. 

Para saber mais, leia as seguintes matérias: cuidados veterinários e notícia interessante (cão levou cobra extremamente venenosa de "presente" para os donos!).

Imaginem isso no pescoço ou focinho de um cão? Pode ser realmente perigoso...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A amiga misteriosa

Eis a história:
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O casal começou a subir, subir uma estrada de terra íngreme, em direção a um recanto escondido entre folhas, árvores, floresta. Expectativa de encontrar uma queda d´água que formaria um belo espelho esverdeado, como a paisagem ao redor.

Três quilômetros de subida, subida e mais subida. E eis que, logo no início da caminhada, surge uma simpática amiga de quatro patas. Surgida não se sabe de onde, atraída não se sabe pelo quê.


Usava coleira, sinal de que alguém zelava por ela. Boa composição corporal, por assim dizer: fome ela não sentia. Mas quis permanecer com o casal.

Assim, muito naturalmente, começou a acompanhá-los de forma deliberada, parando quando paravam, seguindo quando seguiam. O tempo todo ao lado deles, incansável, mesmo mancando ligeiramente de uma das patas traseiras, algum incidente em sua vida errante e aventureira tinha deixado sequela...

O tal poço maravilhoso não foi encontrado. Encontraram, isto sim, uma tempestade temperada com relâmpagos ferozes, raios cintilantes. Mesmo nesse momento, ao lado deles a amiga de quatro patas permaneceu, com lama, água, pedras, vento, folhas e caos ao redor. Poderia ter fugido, corrido, conhecia as redondezas muito melhor do que eles. Certamente estava perto de casa. Mas não se afastou.

Voltaram, ela ao lado, sensação refrescante após a tempestade. Entraram no carro, ela permaneceu olhando. E seguiu-os, por vezes correndo, até onde seu corpo roliço permitiu, trazendo lágrimas aos olhos. Para depois simplesmente sumir, da mesma forma como aparecera: repentinamente.

De onde ela veio? Não se sabe. Quem dela cuidava? Não se sabe. Por que ela achegou-se e acompanhou-os por mais de seis quilômetros, com calor e durante uma tempestade assustadora? Não se sabe. Por que seguiu-os na volta? Não se sabe. Para onde foi? Não se sabe.

Muitos diriam: tinha algum interesse na companhia humana. Outros: carente e curiosa. Outros ainda: era um anjo. Talvez nada disso, talvez tudo isso.

Mas há uma certeza: a imagem daqueles olhos profundos e ternos não será esquecida.


* Baseado em fatos reais.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cães de Trabalho II - Cães farejadores

Os cães farejadores prestam grande auxílio à polícia e exército. O olfato é o sentido essencial neste trabalho, assim como nos cães de busca e salvamento, já tratados aqui.

Dependendo da necessidade, a polícia treina os cães para farejar tipos específicos de substâncias (como plantas ilícitas, drogas, remédios, etc).

O treinamento dos cães é semelhante ao feito com cães de busca, sendo essencial que o faro seja excelente, assim como a vontade de, justamente, farejar. Os cães são treinados a buscar substâncias específicas, sendo efusivamente recompensados quando as encontram.


Já houve uma época em que cães eram treinados para este tipo de trabalho ao serem literalmente "viciados" nas substâncias que deveriam localizar (veja essa informação e mais dados interessantes sobre o tema aqui). Mas, considerando que esta prática é extremamente cruel, pois causa inúmeros problemas de saúde ao cão, foi devidamente abolida.

É interessante notar que os cachorros podem também ser treinados para farejar objetos, como armas. E alguns desses peludos vêm sendo usados no Rio de Janeiro exatamente para este fim (além de farejar drogas e explosivos), conforme vídeo abaixo:


Vejam que o comandante da polícia destaca que um dos cães dá o alarme ativamente (ou seja, avisa, latindo e cavando, quando encontra o objeto desejado) e o outro, passivamente, ou seja, senta-se ao lado do local ou pessoa portadora do objeto ou substância e espera por sua recompensa.  Esta forma de avisar o condutor é muito utilizada por cães farejadores de bombas, visto que, por medida de segurança, não seria interessante que eles cavassem ou pulassem sobre o "alvo"...

A relação desses cães com seus condutores deve ser bastante estreita, pois qualquer mudança no comportamento do cão deve ser prontamente indetificada pelo policial, que será então capaz de identificar o que o companheiro encontrou...

As raças mais utilizadas para este tipo de serviço, são os pastores alemães ou belgas e os labradores, estes últimos por terem um faro apuradíssimo e serem naturalmente predipostos a buscar/localizar coisas. 

Bom, para finalizar o post, não posso deixar de dizer que adoraria estar num ônibus que estivesse sendo revistado por tão simpático "trabalhador"! Desde, é claro, que nada fosse encontrado no veículo!!

Fontes:
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
http://www.dogtimes.com.br/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Inteligência canina

Cada vez que me deparo com matérias, artigos, notícias, etc, que tratem da inteligência dos cães, fico fascinada. Muito do comportamento dos cães domésticos pode ser ensinado. Mas a facilidade com que esta cachorra aprendeu, e de forma bastante natural e inata, é realmente impressionante.

Neste sentido, é muito bom saber que há inúmeros cientistas se aprofundando no estudo da inteligência e comportamento caninos, para que possamos, cada vez mais, entender o que se passa na cabeça deles...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E por falar em pulgas...

O verão é, certamente, a estação do ano onde os amigos peludos mais sofrem com pequenos "hóspedes" que causam muito incômodo: as pulgas. O tempo quente e úmido é propício para o desenvolvimento destes parasitas, que se proliferam de forma assustadora. E lá vão os cães, se coçando, coçando, coçando...

Em vários meios de comunicação são veiculadas informações valiosas quanto ao combate às pulgas, bem como as consequências danosas que a falta de cuidados pode causar aos cães. Veja aqui e aqui.

Também em relação a este tema, encontrei o texto abaixo transcrito, da autoria de Leonardo da Vinci, que relata de forma divertida e inusitada o ponto de vista das pulgas:

"Dormindo o cão sobre a pele de um cordeiro, uma de suas pulgas, sentindo o cheiro de lã gorda, julgou dever ser aquele um lugar de vida melhor e mais salvo dos dentes e das garras do cão - e sem mais pensar abandonou o cão. Entrando nos tufos da lã, começou com grande esforço a querer chegar às raízes dos pêlos, tarefa que, depois de muito transpirar, descobriu inútil, porque tais pêlos eram tão grossos que quase se tocavam, e não havia espaço onde a pulga pudesse sugar a pele.

Ali, depois de tanto trabalho e fadiga,começou a querer voltar para seu cão. Tendo o cão já partido, viu-se a pulga destinada, depois de longo arrependimento e amargo pranto, a morrer de fome."

(Extraído do livro "Os melhores contos de cães e gatos", org. Flavio Moreira da Costa, ed. Ediouro)


Quadro "Perro rascándose", de Maestro del Livre de Raison, em http://www.artehistoria.jcyl.es/genios/cuadros/4391.htm

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mais uma vez, eles, os cães de busca e salvamento

Já postei uma matéria sobre cães de busca e salvamento. Falei um pouco sobre o treinamento e a importância da ajuda de nossos amigos caninos quando estamos diante de tragédias que levam ao desespero, tristeza e desalento.

Atualmente, após o terremoto no Haiti, catástrofe que causou mortes, destruição e sofrimento em proporções dificilmente vistas, muito se falou sobre os cães de busca e salvamento. Várias nações do mundo enviaram seus cães, devidamente treinados e acompanhados de pessoal especializado, para auxiliar na busca por sobreviventes. Foram veiculadas inúmeras imagens de cães farejando, trabalhando, procurando...

O faro apuradíssimo dos peludos acelera, e muito, o trabalho de bombeiros e equipes de resgate, que demorariam muito mais tempo para localizar seres humanos debaixo de tantos escombros...

O Brasil também enviou seus caninos para auxiliar neste trabalho, como mostra esta reportagem.

Fica, portanto, a homenagem e respeito tanto àqueles que treinam com afinco esses cães, quanto aos próprios peludos que, mais uma vez, auxiliam o ser humano numa parceria tão comovente!


sábado, 23 de janeiro de 2010

Lealdade canina - impressionante!

O vídeo é emocionante, toca nossa alma bem lá no fundo. Não consigo explicar racionalmente tamanha lealdade...

O cão encontrou o corpo do dono e permaneceu ao seu lado, por um longo período de tempo, aparentando medo e tristeza!

E a notícia foi divulgada em alguns meios de comunicação (veja aqui e aqui), ou seja, trata-se de uma história real!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por que adestrar?

Tenho ouvido muitos comentários sobre a real necessidade de se adestrar um cão. Muitos entendem que um cachorro adestrado se torna um pequeno "robô", um verdadeiro brinquedinho que age sob comando, ou seja, deixaria de ser "cachorro" em razão da perda de suas características mais marcantes.


Mas, refletindo e estudando muito sobre o assunto, a conclusão a que cheguei é totalmente oposta.


Atualmente, o adestramento é visto principalmente como uma forma dos donos se comunicarem melhor com seus cães e, consequentemente, melhorar a convivência entre membros de duas espécies tão distintas, mas que se dão tão bem há anos e anos...


O cão bem adestrado sabe o que o dono quer. E isto é fascinante: dois animais que não falam a mesma língua tornam-se capazes de se comunicar de forma bastante eficaz!





Além disso, o treinamento estimula a atividade do cão, sua capacidade de aprendizado, o que é excelente! O dono, por sua vez, passa a observsar mais o melhor amigo e entender suas reações. Tudo isto permite um convívio mais estreito, suadável e harmonioso. O cachorro, por sua vez, se sente mais seguro e confiante dentro dessa relação de convivência.


E mais: o adestramento feito com base no reforço positivo (técnica largamente utilizada e difundida atualmente), ou seja, o cão é recompensado quando adota comportamentos desejados, faz do treino uma gostosa e divertida brincadeira, que é prontamente realizada pelo cão, desejoso deste momento de completa interação com o dono!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E de volta ao blog... Cachorro não é presente de Natal!!!

Depois de um bom período sem postar, volto com muito ânimo e vontade de escrever mais e mais sobre tudo que tenho visto e aprendido sobre comportamento animal (especialmente o dos caninos!).

Cada vez mais percebo o quanto os cães fazem a diferença na vida de seus donos. Mas também o quanto as pessoas por vezes tomam atitudes tão impulsivas em relação a eles... Por exemplo, optar por presentear um familiar ou amigo com um filhotinho de uma raça que está na moda costuma ser um grande erro.


E as consequências maiores e mais graves deste ato são sentidas pelos cachorros, que podem acabar esquecidos em quintais (depois de crescerem mais do que o esperado), sem convivência com outros animais ou humanos; desenvolver problemas comportamentais diante da total inexperiência do "presenteado", que não esperava nem estava preparado para tamanha incumbência e, pior de tudo, acabar abandonados à própria sorte, como brinquedos ganhos no Natal que perdem a graça, mais cedo ou mais tarde.

Mas nunca podemos nos esquecer que o animal é um ser vivo, que tem necessidades próprias, precisa de cuidados especiais e diferentes dos humanos durante anos e anos, já que a expectativa de vida dos cães e gatos é, atualmente, bastante alta.

Assim, neste Natal, é sempre bom disseminar os princípios da posse responsável, para evitar o sofrimento desnecessário destes seres tão queridos a nós todos! Presentear alguém com um cão ou qualquer animal, só se o presenteado estiver realmente preparado e desejoso disto! Do contrário, o melhor é procurar outras alternativas.

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lançamento da nova edição do livro Adestramento Inteligente

Hoje, às 19:30 hs, na Sariava Megastore do Shopping Pátio Higienópolis, será o coquetel de lançamento da nova edição revisada do livro do Alexandre Rossi, Adestramento Inteligente.

Esta nova edição contém revisão de alguns conceitos, além de novas informações que ajudam os donos de cães a ter uma melhor convivência com os amigos de quatro patas.

Ah! será permitida a entrada de cães!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Hachiko - outra história incrível!!

A história de Hachiko me emociona sempre, desde a primeira vez que a ouvi. Lealdade e amizade são a base da relação entre Hachiko, um Akita e seu dono, que viveram no Japão nos anos 20/30.

Seu dono era professor universitário e Hachiko esperava-o voltar do trabalho, todos os dias, na estação de trem. Mas, certo dia, seu dono teve um derrame fatal na Universidade, colocando um fim nesta linda rotina. Mas não para Hachiko: durante 10 anos (isto mesmo - 10 ANOS!), o cão dirigiu-se TODOS OS DIAS até a mesma estação de trem para esperar pelo dono. Até que veio a falecer lá mesmo, em decorrência da idade...

Os japoneses, sempre encantados com a beleza e pureza deste fatos, ergueram uma estátua na estação de trem em homenagem à fidelidade e lealdade de Hachiko.

O vídeo abaixo resume estes dados de forma emocionante:



Para os fãs desta história, uma boa notícia: Richard Gere irá estrelar um filme baseado na relação de amizade entre Hachiko e seu dono! O protagonista afirmou ter chorado como uma criança ao ler o roteiro do filme.

O trailer dá uma ideia do que vem pela frente:



A história de Hachiko me leva, uma vez mais, a concluir que a lealdade dos cães é algo inexplicável. Sim, eles agem por instinto, e são condicionados a ter vários tipos de comportamento. Mas como explicar tamanha perseverança por 10 anos, sem a efetiva presença do dono? Acredito que algo mais o movia...

Na minha concepção, não importando tratar-se de um cão de raça, mestiço ou SRD, a amizade que podemos fazer com um cão só trará sentimentos e consequências boas, sempre!