sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acidentes com cobras

Depois de vivenciar uma experiência um tanto quanto assustadora com uma jararaca (a história foi lindamente contada por uma querida amiga), comecei a pensar seriamente sobre o perigo que um acidente ofídico significa para os cães. A curiosidade intensa de nossos amigos peludos, seu constante desejo de cheirar tudo que é diferente, pode culminar em picadas dolorosas e que rapidamente podem ser fatais.


Assim, acho interessante dar algumas dicas depois de muito pesquisar sobre o assunto: 

- em caso de picado por cobra (seja em caninos, felinos ou humanos), NÃO faça torniquete ou sangria. Apesar destes procedimentos serem amplamente difundidos, não são indicados. O torniquete pode causar gangrena do membro afetado, visto que todo o veneno injetado ficará concentrado somente ali. A tentativa de sangrar ou sugar o veneno pode, ainda, causar hemorragia ou infecções, além de não ser eficaz, visto que o veneno é injetado pelas peçonhas diretamente na corrente sanguínea -  não há como "tirá-lo"; 

- a picada de algumas cobras (como a jararaca) causa dor intensa. As únicas medidas salutares antes do socorro são compressas com gelo para diminuir a dor e manter a pessoa ou animal o mais quieto possível, para diminuir a circulação do veneno pelo organismo;

- a única medida eficaz para combater os efeitos do veneno em casos de acidentes ofídicos é o SOCORRO IMEDIATO. Quanto mais rápido se toma o antiveneno, menores são as chances de consequências graves ou mesmo óbito;

- se você tem costume de caminhar com seu cão por trilhas e sítios (uma atividade excelente para ambos!), evite deixá-lo cheirar locais onde uma cobra facilmente poderia se esconder. Procure, também, ter em mãos o telefone e endereço do veterinário que atende na região, para eventual urgência;

- no Brasil, as jararacas são responsáveis por mais de 90% dos acidentes ofídicos. As cascavéis, surucucus e corais verdadeiras vem em seguida. O veneno da jararaca causa necrose tecidual e, se não anulado rapidamente com o soro antibrotópico (específico para este tipo de veneno), pode causar falência renal;  

- para pessoas que moram ou frequentam sítios, chácaras, fazendas ou locais com muito verde e mato, uma boa alternativa é manter o local sempre limpo, capinado, livre de lixo. Em locais onde há roedores, certamente haverão cobras. 

Para saber mais, leia as seguintes matérias: cuidados veterinários e notícia interessante (cão levou cobra extremamente venenosa de "presente" para os donos!).

Imaginem isso no pescoço ou focinho de um cão? Pode ser realmente perigoso...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A amiga misteriosa

Eis a história:
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O casal começou a subir, subir uma estrada de terra íngreme, em direção a um recanto escondido entre folhas, árvores, floresta. Expectativa de encontrar uma queda d´água que formaria um belo espelho esverdeado, como a paisagem ao redor.

Três quilômetros de subida, subida e mais subida. E eis que, logo no início da caminhada, surge uma simpática amiga de quatro patas. Surgida não se sabe de onde, atraída não se sabe pelo quê.


Usava coleira, sinal de que alguém zelava por ela. Boa composição corporal, por assim dizer: fome ela não sentia. Mas quis permanecer com o casal.

Assim, muito naturalmente, começou a acompanhá-los de forma deliberada, parando quando paravam, seguindo quando seguiam. O tempo todo ao lado deles, incansável, mesmo mancando ligeiramente de uma das patas traseiras, algum incidente em sua vida errante e aventureira tinha deixado sequela...

O tal poço maravilhoso não foi encontrado. Encontraram, isto sim, uma tempestade temperada com relâmpagos ferozes, raios cintilantes. Mesmo nesse momento, ao lado deles a amiga de quatro patas permaneceu, com lama, água, pedras, vento, folhas e caos ao redor. Poderia ter fugido, corrido, conhecia as redondezas muito melhor do que eles. Certamente estava perto de casa. Mas não se afastou.

Voltaram, ela ao lado, sensação refrescante após a tempestade. Entraram no carro, ela permaneceu olhando. E seguiu-os, por vezes correndo, até onde seu corpo roliço permitiu, trazendo lágrimas aos olhos. Para depois simplesmente sumir, da mesma forma como aparecera: repentinamente.

De onde ela veio? Não se sabe. Quem dela cuidava? Não se sabe. Por que ela achegou-se e acompanhou-os por mais de seis quilômetros, com calor e durante uma tempestade assustadora? Não se sabe. Por que seguiu-os na volta? Não se sabe. Para onde foi? Não se sabe.

Muitos diriam: tinha algum interesse na companhia humana. Outros: carente e curiosa. Outros ainda: era um anjo. Talvez nada disso, talvez tudo isso.

Mas há uma certeza: a imagem daqueles olhos profundos e ternos não será esquecida.


* Baseado em fatos reais.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cães de Trabalho II - Cães farejadores

Os cães farejadores prestam grande auxílio à polícia e exército. O olfato é o sentido essencial neste trabalho, assim como nos cães de busca e salvamento, já tratados aqui.

Dependendo da necessidade, a polícia treina os cães para farejar tipos específicos de substâncias (como plantas ilícitas, drogas, remédios, etc).

O treinamento dos cães é semelhante ao feito com cães de busca, sendo essencial que o faro seja excelente, assim como a vontade de, justamente, farejar. Os cães são treinados a buscar substâncias específicas, sendo efusivamente recompensados quando as encontram.


Já houve uma época em que cães eram treinados para este tipo de trabalho ao serem literalmente "viciados" nas substâncias que deveriam localizar (veja essa informação e mais dados interessantes sobre o tema aqui). Mas, considerando que esta prática é extremamente cruel, pois causa inúmeros problemas de saúde ao cão, foi devidamente abolida.

É interessante notar que os cachorros podem também ser treinados para farejar objetos, como armas. E alguns desses peludos vêm sendo usados no Rio de Janeiro exatamente para este fim (além de farejar drogas e explosivos), conforme vídeo abaixo:


Vejam que o comandante da polícia destaca que um dos cães dá o alarme ativamente (ou seja, avisa, latindo e cavando, quando encontra o objeto desejado) e o outro, passivamente, ou seja, senta-se ao lado do local ou pessoa portadora do objeto ou substância e espera por sua recompensa.  Esta forma de avisar o condutor é muito utilizada por cães farejadores de bombas, visto que, por medida de segurança, não seria interessante que eles cavassem ou pulassem sobre o "alvo"...

A relação desses cães com seus condutores deve ser bastante estreita, pois qualquer mudança no comportamento do cão deve ser prontamente indetificada pelo policial, que será então capaz de identificar o que o companheiro encontrou...

As raças mais utilizadas para este tipo de serviço, são os pastores alemães ou belgas e os labradores, estes últimos por terem um faro apuradíssimo e serem naturalmente predipostos a buscar/localizar coisas. 

Bom, para finalizar o post, não posso deixar de dizer que adoraria estar num ônibus que estivesse sendo revistado por tão simpático "trabalhador"! Desde, é claro, que nada fosse encontrado no veículo!!

Fontes:
"Larousse dos Cães"
"The Encyclopedia of The Dogs", Dr. Bruce Fogle
http://www.dogtimes.com.br/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Inteligência canina

Cada vez que me deparo com matérias, artigos, notícias, etc, que tratem da inteligência dos cães, fico fascinada. Muito do comportamento dos cães domésticos pode ser ensinado. Mas a facilidade com que esta cachorra aprendeu, e de forma bastante natural e inata, é realmente impressionante.

Neste sentido, é muito bom saber que há inúmeros cientistas se aprofundando no estudo da inteligência e comportamento caninos, para que possamos, cada vez mais, entender o que se passa na cabeça deles...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E por falar em pulgas...

O verão é, certamente, a estação do ano onde os amigos peludos mais sofrem com pequenos "hóspedes" que causam muito incômodo: as pulgas. O tempo quente e úmido é propício para o desenvolvimento destes parasitas, que se proliferam de forma assustadora. E lá vão os cães, se coçando, coçando, coçando...

Em vários meios de comunicação são veiculadas informações valiosas quanto ao combate às pulgas, bem como as consequências danosas que a falta de cuidados pode causar aos cães. Veja aqui e aqui.

Também em relação a este tema, encontrei o texto abaixo transcrito, da autoria de Leonardo da Vinci, que relata de forma divertida e inusitada o ponto de vista das pulgas:

"Dormindo o cão sobre a pele de um cordeiro, uma de suas pulgas, sentindo o cheiro de lã gorda, julgou dever ser aquele um lugar de vida melhor e mais salvo dos dentes e das garras do cão - e sem mais pensar abandonou o cão. Entrando nos tufos da lã, começou com grande esforço a querer chegar às raízes dos pêlos, tarefa que, depois de muito transpirar, descobriu inútil, porque tais pêlos eram tão grossos que quase se tocavam, e não havia espaço onde a pulga pudesse sugar a pele.

Ali, depois de tanto trabalho e fadiga,começou a querer voltar para seu cão. Tendo o cão já partido, viu-se a pulga destinada, depois de longo arrependimento e amargo pranto, a morrer de fome."

(Extraído do livro "Os melhores contos de cães e gatos", org. Flavio Moreira da Costa, ed. Ediouro)


Quadro "Perro rascándose", de Maestro del Livre de Raison, em http://www.artehistoria.jcyl.es/genios/cuadros/4391.htm

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mais uma vez, eles, os cães de busca e salvamento

Já postei uma matéria sobre cães de busca e salvamento. Falei um pouco sobre o treinamento e a importância da ajuda de nossos amigos caninos quando estamos diante de tragédias que levam ao desespero, tristeza e desalento.

Atualmente, após o terremoto no Haiti, catástrofe que causou mortes, destruição e sofrimento em proporções dificilmente vistas, muito se falou sobre os cães de busca e salvamento. Várias nações do mundo enviaram seus cães, devidamente treinados e acompanhados de pessoal especializado, para auxiliar na busca por sobreviventes. Foram veiculadas inúmeras imagens de cães farejando, trabalhando, procurando...

O faro apuradíssimo dos peludos acelera, e muito, o trabalho de bombeiros e equipes de resgate, que demorariam muito mais tempo para localizar seres humanos debaixo de tantos escombros...

O Brasil também enviou seus caninos para auxiliar neste trabalho, como mostra esta reportagem.

Fica, portanto, a homenagem e respeito tanto àqueles que treinam com afinco esses cães, quanto aos próprios peludos que, mais uma vez, auxiliam o ser humano numa parceria tão comovente!


sábado, 23 de janeiro de 2010

Lealdade canina - impressionante!

O vídeo é emocionante, toca nossa alma bem lá no fundo. Não consigo explicar racionalmente tamanha lealdade...

O cão encontrou o corpo do dono e permaneceu ao seu lado, por um longo período de tempo, aparentando medo e tristeza!

E a notícia foi divulgada em alguns meios de comunicação (veja aqui e aqui), ou seja, trata-se de uma história real!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por que adestrar?

Tenho ouvido muitos comentários sobre a real necessidade de se adestrar um cão. Muitos entendem que um cachorro adestrado se torna um pequeno "robô", um verdadeiro brinquedinho que age sob comando, ou seja, deixaria de ser "cachorro" em razão da perda de suas características mais marcantes.


Mas, refletindo e estudando muito sobre o assunto, a conclusão a que cheguei é totalmente oposta.


Atualmente, o adestramento é visto principalmente como uma forma dos donos se comunicarem melhor com seus cães e, consequentemente, melhorar a convivência entre membros de duas espécies tão distintas, mas que se dão tão bem há anos e anos...


O cão bem adestrado sabe o que o dono quer. E isto é fascinante: dois animais que não falam a mesma língua tornam-se capazes de se comunicar de forma bastante eficaz!





Além disso, o treinamento estimula a atividade do cão, sua capacidade de aprendizado, o que é excelente! O dono, por sua vez, passa a observsar mais o melhor amigo e entender suas reações. Tudo isto permite um convívio mais estreito, suadável e harmonioso. O cachorro, por sua vez, se sente mais seguro e confiante dentro dessa relação de convivência.


E mais: o adestramento feito com base no reforço positivo (técnica largamente utilizada e difundida atualmente), ou seja, o cão é recompensado quando adota comportamentos desejados, faz do treino uma gostosa e divertida brincadeira, que é prontamente realizada pelo cão, desejoso deste momento de completa interação com o dono!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E de volta ao blog... Cachorro não é presente de Natal!!!

Depois de um bom período sem postar, volto com muito ânimo e vontade de escrever mais e mais sobre tudo que tenho visto e aprendido sobre comportamento animal (especialmente o dos caninos!).

Cada vez mais percebo o quanto os cães fazem a diferença na vida de seus donos. Mas também o quanto as pessoas por vezes tomam atitudes tão impulsivas em relação a eles... Por exemplo, optar por presentear um familiar ou amigo com um filhotinho de uma raça que está na moda costuma ser um grande erro.


E as consequências maiores e mais graves deste ato são sentidas pelos cachorros, que podem acabar esquecidos em quintais (depois de crescerem mais do que o esperado), sem convivência com outros animais ou humanos; desenvolver problemas comportamentais diante da total inexperiência do "presenteado", que não esperava nem estava preparado para tamanha incumbência e, pior de tudo, acabar abandonados à própria sorte, como brinquedos ganhos no Natal que perdem a graça, mais cedo ou mais tarde.

Mas nunca podemos nos esquecer que o animal é um ser vivo, que tem necessidades próprias, precisa de cuidados especiais e diferentes dos humanos durante anos e anos, já que a expectativa de vida dos cães e gatos é, atualmente, bastante alta.

Assim, neste Natal, é sempre bom disseminar os princípios da posse responsável, para evitar o sofrimento desnecessário destes seres tão queridos a nós todos! Presentear alguém com um cão ou qualquer animal, só se o presenteado estiver realmente preparado e desejoso disto! Do contrário, o melhor é procurar outras alternativas.

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lançamento da nova edição do livro Adestramento Inteligente

Hoje, às 19:30 hs, na Sariava Megastore do Shopping Pátio Higienópolis, será o coquetel de lançamento da nova edição revisada do livro do Alexandre Rossi, Adestramento Inteligente.

Esta nova edição contém revisão de alguns conceitos, além de novas informações que ajudam os donos de cães a ter uma melhor convivência com os amigos de quatro patas.

Ah! será permitida a entrada de cães!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Hachiko - outra história incrível!!

A história de Hachiko me emociona sempre, desde a primeira vez que a ouvi. Lealdade e amizade são a base da relação entre Hachiko, um Akita e seu dono, que viveram no Japão nos anos 20/30.

Seu dono era professor universitário e Hachiko esperava-o voltar do trabalho, todos os dias, na estação de trem. Mas, certo dia, seu dono teve um derrame fatal na Universidade, colocando um fim nesta linda rotina. Mas não para Hachiko: durante 10 anos (isto mesmo - 10 ANOS!), o cão dirigiu-se TODOS OS DIAS até a mesma estação de trem para esperar pelo dono. Até que veio a falecer lá mesmo, em decorrência da idade...

Os japoneses, sempre encantados com a beleza e pureza deste fatos, ergueram uma estátua na estação de trem em homenagem à fidelidade e lealdade de Hachiko.

O vídeo abaixo resume estes dados de forma emocionante:



Para os fãs desta história, uma boa notícia: Richard Gere irá estrelar um filme baseado na relação de amizade entre Hachiko e seu dono! O protagonista afirmou ter chorado como uma criança ao ler o roteiro do filme.

O trailer dá uma ideia do que vem pela frente:



A história de Hachiko me leva, uma vez mais, a concluir que a lealdade dos cães é algo inexplicável. Sim, eles agem por instinto, e são condicionados a ter vários tipos de comportamento. Mas como explicar tamanha perseverança por 10 anos, sem a efetiva presença do dono? Acredito que algo mais o movia...

Na minha concepção, não importando tratar-se de um cão de raça, mestiço ou SRD, a amizade que podemos fazer com um cão só trará sentimentos e consequências boas, sempre!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Curiosidades do mundo canino III - cães comem grama?

odos que têm um cão como animal de estimação já o pegaram comendo grama ou aquele matinho no canto do jardim.

Mas qual o motivo deste comportamento, visto que os cães não são animais herbívoros? A resposta é simples: quando eles sentem alguma indisposição estomacal, procuram comer grama ou mato para provocar vômito e, assim, conseguem se livrar daquilo que está fazendo-lhes mal...

Trata-se de um comportamento herdado, lobos também agem assim, da mesma forma que outros animais, como gatos ou raposas.

Para os donos de cães e gatos, sempre deve haver o cuidado para não deixar seus amigos sujeitos a ingerir plantas que possam ser venenosas ou de qualquer forma prejudiciais à saúde. Em pet shops e lojas especializadas é possível adquirir vasos com espéceis de plantas próprias para a ingestão por cães, que podem ser deixadas à vista e disponíveis para o cão se divertir!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cãominhada no CCZ/SP

Todos os domingos é possível proporcionar um dia de passeio e divertimento para vários cães que estão disponíveis para adoção no Centro de Controle de Zoonoses de SP - CCZ/SP.

Trata-se de uma experiência deliciosa para aqueles que adoram cães e dá muita alegria aos peludos que estão alojados lá e aguardam adoção!

Para maiores informações sobre como cadastrar-se, clique aqui.

O pessoal do Adote um Focinho Carente já foi e mostrou como foi divertido, além de uma excelente oportunidade para ajudar cães que, na maior parte do tempo, são totalmente carentes de afeto e atenção!


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Curiosidades do mundo canino II - Ansiedade de separação

A ansiedade de separação é um problema muito, muito comum nos peludos de hoje em dia, especialmente para os companheiros que vivem com seus donos nas cidades grandes e passam grande parte dos dias sozinhos...




O instinto do cão lhe diz que deve viver em grupo, isso garantirá sua sobrevivência. Quando seu grupo de "humanos" sai e o deixa sozinho, a sensação que o bichinho tem, instintivamente, é que sua sobrevivência está ameaçada. A situação se agrava ainda mais quando o cachorro é muito agarrado ao dono, daqueles que parecem uma verdadeira "sombra".

Sem querer, muitas vezes as pessoas acabam piorando o problema, ao demonstrar de forma enfática que sentem dó do companheiro e se despedem dele efusivamente ao sair de casa. Evidentemente que o cão passará a perceber os mínimos sinais toda vez que o dono for sair e sua ansiedade iniciará a partir deste momento...

Sintomas de ansiedade de separação incluem cães que uivam muito quando deixados sozinhos, arranham portas e batentes, babam muito, ficam apáticos.

E o que devemos fazer para evitar este sofrimento ao amigo? Bom, em primeiro lugar, o ideal é que o cão não fique sozinho por períodos muito longos, superiores a três/quatro horas, pois devemos lembrar que são animais sociais e que precisam de contato constante com sua "matilha".

Também devemos passar a ignorar o cão pouco antes de sairmos de casa, sem tristes despedidas. A festa ao chegar em casa também deve ser evitada, pois a memória destes momentos também leva o cão a começar a ficar ansioso e agir de forma diferente horas antes do dono chegar em casa. Cumprimentá-lo apenas alguns minutos depois de chegar e quando ele esitver calmo certamente ajudarão o cão a entender este momento como algo natural.




O chamado enriquecimento ambiental também ajuda o cão a se entreter durante nossa ausência. Deixar roupas ou panos como nosso cheiro, brinquedos que distrairão o cachorro por horas (como ossinhos digeríveis, brinquedos para roer), esconder ração ou petiscos que o cão goste pelos cantos da casa, para que ele possa farejá-los, também ajudam a manter o cão ocupado durante a ausência dos donos.

O zootecnista Alexandre Rossi dá dicas interessantes e preciosas sobre o assunto (para ler sobre ansiedade de separação, clique aqui e aqui sobre enriquecimento ambiental, clique aqui).

Pequenas mudanças em nosso dia a dia e em nossas atitudes certamente fazem muita diferença para o bem-estar dos amigos de quatro patas!

domingo, 4 de outubro de 2009

4 de outubro, Dia Mundial dos Animais



Depois de passar uma semana inteira rodeada de animais queridos, dentre eles cães, pássaros, esquilos e até cobra, não poderia deixar de homenageá-los no Dia Mundial dos Animais.

Cuidar dos animais é cuidar da própria raça humana. A convivência pacífica com animais de outras espécies faz bem, muito bem, ao ser humano. Estar com nossos animais de estimação melhora nossa saúde física, como já comprovaram diversas pesquisas científicas. Conviver harmonicamente com animais silvestres e selvagens nos faz pensar sobre respeito e proteção ao próximo. Eles só nos fazem bem. Resta a nós constatarmos este fato e fazer de tudo para que a convivência passe a ser verdadeiramente harmônica.

Assim, em comemoração a este dia, reflitamos sobre a Declaração Universal dos Direitos dos Animais:


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS (proclamada em assembléia da Unesco, em Bruxelas, no dia 27 de janeiro de 1978).


PREÂMBULO

Considerando que todo o animal possui direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais

Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. 

Artigo 3º

Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.

Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.

Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

O animal morto deve de ser tratado com respeito.

As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.